domingo, junho 04, 2006

A NOIVA CADÁVER

Não é muito difícil perceber quando um filme é dirigido por TIM BURTON, pois ele usa sempre os mesmos artifícios técnicos e um tom meio dark, foi assim em EDWARD – MÃOS DE TESOURA, A LENDA DO CAVALEIRO SEM CABEÇA e até em A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES.

O uso de pequenas sutilezas, na criação de BURTON para diferenciar o mundo dos vivos – triste e cinzento – e o dos mortos – alegre, com cores mais vivas e intensas e uma agitação contagiante –, pega o espectador de surpresa e é potencializado pelo uso muito interessante do stop-motion.

Tirado do folclore russo, o roteiro conta a história de Victor Van Dort e Victoria Everglot, que são tímidos e de poucas palavras. O casamento, na realidade, é arranjado, pois uma família pensa que a outra pode solucionar os problemas financeiros, sem saber que ambas estão decadentes. A situação sai do controle, quando o rapaz, sem querer, evoca uma noiva que fora assassinada no dia do seu casamento e ele terá que decidir-se entre ambas.

Quinta parceria entre o diretor e JOHNNY DEPP (ED WODD), A NOIVA CADÁVER diverte e entretém, mas tem um final seco e repentino, por isso, deixa um gostinho de ‘poderia ter sido melhor’ no espectador.

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: --

quarta-feira, maio 31, 2006

4º OSCARZINHO

Sem dúvida este mês o CINEMA E PIPOCA deu uma erguida muito boa, conseguindo bastante visitas e comentários diversos, fico muito grato ao saber que estou conseguindo passar de forma "entendível" as minhas opiniões.
Também não posso deixar de agradecer os novos parceiros, pois é com eles que o blog está crescendo gradativamente.
Explicarei como é o OSCARZINHO para os novos visitantes: a cada 20 postagens de filmes, faço uma "premiação". Já estamos na 4ª edição e premiamos os melhores e piores em várias categorias.
Leiam, divirtam-se e expressem suas opiniões:

Pior Ação/Aventura
-FEMME FATALE
-HULK*
-+ VELOZES + FURIOSOS

Pior Cena de Ação
-Pulando com o carro no barco (+ VELOZES + FURIOSOS)
-Luta Final: Antonio Banderas vs. Rebecca Stamos (FEMME FATALE)
-Hulk escapando dos caças (HULK)*


Pior Terror/Suspense
-O CHAMADO 2
-O FILHO DE CHUCK*

Pior Ficção
-TERRA DOS MORTOS
-HULK*

Pior Animação
-MADAGASCAR
-O GALINHO CHICKEN LITTLE*

Pior Efeitos Especiais
-FEMME FATALE
-O FILHO DE CHUCK*
-HULK

Pior Maquiagem
-O FILHO DE CHUCK*
-HULK

Pior Ator Coadjuvante
-Tyrese Gibson (+ VELOZES + FURIOSOS)
-John Waters (FILHO DE CHUCK)
-Nick Nolte (HULK)*

Pior Atriz Coadjuvante
-Brook Langton (HULK)
-Jennifer Tilly (FILHO DE CHUCK)*

Pior Ator
-David Dorfman (O CHAMADO 2)
-Eric Bana (HULK)*
-Paul Walker (+ VELOZES + FURIOSOS)
-Antonio Banderas (FEMME FATALE)

Pior Atriz
-Jennifer Connely (HULK)
-Naomi Watts (O CHAMADO 2)*

Pior Revelação
-Rebecca R. Stamos (FEMME FATALE)
-Tyrese Gibson (+ VELOZES + FURIOSOS)
-Jennifer Tilly (FILHO DE CHUCK)*

Pior Roteiro
-HULK
-+ VELOZES + FURIOSOS*
-TERRA DOS MORTOS
-O FILHO DE CHUCK

Pior Diretor
-Ang Lee (HULK)*
-Lawrence A. Habbs (+ VELOZES + FURIOSOS)
-Mark Dindal (O GALINHO CHICKEN LITTLE)
-Brian de Palma (FEMME FATALE)

Pior Filme
-HULK*
-FEMME FATALE
-GALINHO CHICKEN LITTLE

As premiações dos piores:
HULK (7) - Pior Ação/Aventura - Pior Cena de Ação - Pior Ficção - Pior Ator Coadjuvante - Pior Ator - Pior Diretor - Pior Filme
O FILHO DE CHUCK (5) - Pior Terror/Suspense - Pior Efeitos Especiais - Pior Maquiagem - Pior Atriz Coadjuvante - Pior Revelação
O GALINHO CHICKEN LITTLE (1) - Pior Animação
O CHAMADO 2 (1) - Pior Atriz
+ VELOZES + FURIOSOS (1) - Pior Roteiro

Depois das decepções, iremos para as mais espetaculares obras conimatograficas que postei:

Melhor Ação/Aventura
-EU, ROBO*
-+ VELOZES + FURIOSOS
-HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO
-TERRA DOS MORTOS
-A ILHA
-CAO DE BRIGA

Melhor Cena de Ação
-Luta no Túnel (EU, ROBO)
-Potter no "Labirinto Vivo" (HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO)
-Destruição dos carros na ponte (A ILHA)*
-Luta Inicial (CAO DE BRIGA)

Melhor Ficção
-EU, ROBO*
-A ILHA

Melhor Terror/Suspense
-O EXORCISTA*
-TERRA DOS MORTOS
-VOO NOTURNO

Melhor Drama
-MONSTER - DESEJO ASSASSINO*
-A VIDA DE DAVID GALE

Melhor Animação
-WALLACE E GROMIT - A BATALHA DOS VEGETAIS*
-MADAGASCAR

Melhores Efeitos Especiais
-O EXORCISTA
-EU, ROBO*
-HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO
-A ILHA
-TERRA DOS MORTOS
-LOST

Melhor Figurino
-A ILHA
-HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO*
-EU, ROBO

Melhor Fotografia
-HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO*
-LOST
-A ILHA

Melhor Maquiagem
-EU, ROBO
-TERRA DOS MORTOS*
-O EXORCISTA
-MONSTER - DESEJO ASSASSINO
-HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO

Melhor Ator Coadjuvante
-Max Von Sydow (O EXORCISTA)
-Terry O'Quinn (LOST)*
-Ralph Fiennes (HARRU POTTER E O CALICE DE FOGO)
-Michael C. Duncan (A ILHA)
-Bob Hoskins (CAO DE BRIGA)

Melhor Atriz Coadjuvante
-Laura Linney (A VIDA DE DAVID GALE)
-Ellen Burstyn (O EXORCISTA)
-Christina Ricci (MONSTER - DESEJO ASSASSINO)*
-Amanda Peet (ALGUEM TEM QUE CEDER)

Melhor Ator
-Kevin Spacey (A VIDA DE DAVID GALE)*
-Matthew Fox (LOST)
-Jack Nicholson (ALGUEM TEM QUE CEDER)
-Jet Li (CAO DE BRIGA)
-Cillian Murphy (VOO NOTURNO)

Melhor Atriz
-Kate Winslet (A VIDA DE DAVID GALE)
-Linda Blair (O EXORCISTA)
-Charlize Theron (MONSTER - DESEJO ASSASSINO)*
-Evangeliny Lilly (LOST)
-Diane Keaton (ALGUEM TEM QUE CEDER)
-Scarllet Johansson (A ILHA)

Melhor Revelação
-Daniel Redcliffe (HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO)
-Linda Blair (O EXORCISTA)*
-Josh Holoway (LOST)

Melhor Roteiro
-A VIDA DE DAVID GALE
-EU, ROBO
-MONSTER
-HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO
-A ILHA
-CÃO DE BRIGA
-LOST*

Melhor Diretor
-Alan Parker ( VIDA DE DAVID GALE)
-Alex Proyas (EU, ROBO)
-Willian Friedkin (O EXORCISTA)*
-Patty Jenkins (MONSTER - DESEJO ASSASSINO)
-Mike Newell (HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO)
-Michael Bay (A ILHA)
-J.J. Abrams (LOST)
-George Romero (TERRA DOS MORTOS)
-Louis Leterrier (CAO DE BRIGA)

Melhor Filme
-EU, ROBO
-O EXORCISTA
-MONSTER - DESEJO ASSASSINO*
-HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO
-A ILHA
-CAO DE BRIGA

As premiações terminaram assim:
MONSTER - DESEJO ASSASSINO (4) - Melhor Drama - Melhor Atriz Coadjuvante - Melhor Atriz - Melhor Filme
EU, ROBO (3) - Melhor Ação/Aventura - Melhor Ficção - Melhor Efeitos Especiais
O EXORCISTA (3) - Melhor Terror/Suspense - Melhor Revelação - Melhor Diretor
HARRY POTTER E O CALICE DE FOGO (2) - Melhor Fotografia - Melhor Figurino
LOST (2) - Melhor Ator Coadjuvante - Melhor Roteiro
A ILHA (1) - Melhor Cena de Ação
WALLACE E GROMIT - A BATALHA DOS VEGETAIS (1) - Melhor Animação
TERRA DOS MORTOS (1) - Melhor Maquiagem
A VIDA DE DAVID GALE (1) - Melhor Ator

E esta foi mais uma edição do OSCARZINHO. Aguardem as próximas 20 postagens que estou ancioso por mais.
Ah, e muito obrigado pelas visitas, fico contente em saber que o CINEMA E PIPOCA está agradando.

O EDITOR

MONSTER - DESEJO ASSASSINO

Por mais arrebatadora que tenha sido a interpretação de CHARLIZE THERON (AEON FLUX), neste drama intenso e baseado em fatos reais, MONSTER – DESEJO ASSASSINO só tem isso como válvula de escape, até porque PETTY JENKINS, usa e abusa da qualidade interpretativa da loira, para levar uma visão suja e desesperadora de Aileen.

Considerada a primeira serial killer dos Estados Unidos, Aileen foi vítima de abuso sexual quando criança e tornou-se uma jovem prostituta. Logo após tentar suicídio, conhece Selby e começa uma relação complicada com a garota. Após outro serviço, Aileen assassina seu cliente e gera uma onde de mortes.

Cabe ao espectador tentar entrar no clima pesado, que por vezes, ultrapassa os limites ideais, fora que CHRISTINA RICCI (MEDO E DELÍRIO), oscila muito em sua interpretação, causando, também, certo desconforto.
MONSTER – DESEJO ASSASSINO é mais frágil do que esperava, mas a transformação de THERON faz valer cada centavo da locação.

NOTA: 6,5
ORÇAMENTO: --

domingo, maio 28, 2006

FEMME FATALE

BRIAN DE PALME, o diretor do primeiro MISSÃO IMPOSSÍVEL trabalha em mais uma ação, desta vez com ANTONIO BANDERAS (A BALADA DO PISTOLEIRO) e REBECCA STAMOS (a Mística de X-MEN), mas não consegue mostrar a mesma desenvoltura.

A produção é sensualíssima - a loira arrasa, com direito a dança, striptease e beijo lésbico -, é explosiva mas com um roteiro que fica totalmente capenga e difícil de engolir.
BANDERAS não consegue uma interpretação natural, parecendo incomodado frente às câmeras, já REBECCA tenta fazer sua parte, mas é dificil levar uma produção sozinha, principalmente com um roteiro desses.

Sinceramente não sei o que DE PALMA quis contar com toda essa trama, que começa estranho e termina mais ainda. E nem as seqüências de ação dão aliviam esse cansativo produto.

Após um assalto bem sucedido, a ladra Laura Ash, resolve aposentar-se. Tenta então fugir das câmeras e ficar o mais longe possível de confusão. Mas ao ser seguida por um paparazzi, sua imagem é exposta novamente e terá que usar toda sua experiência para 'sumir do mapa' outra vez.

Tem momentos belíssimos, mas é tendencioso e muito burocrático... fica para a próxima DE PALMA!

NOTA: 4,5
ORÇAMENTO: 35 Milhões de Dólares

CÃO DE BRIGA

cinemacomrapadura.com.brOk, a premissa é completamente bizarra, mas não é que CÃO DE BRIGA funciona muito bem e o diretor LOUIS LETERRIER (CARGA EXPLOSIVA) amarra todas as pontas direitinho!
Os momentos de pancadaria são bem coreografados e JET LI (ROMEU TEM QUE MORRER) é péssimo nos momentos dramáticos, mas deixa claro a habilidade nas artes marciais.

Talvez, a obra tenha ganhado ainda mais valor pois os talentosíssimos MORGAN FREEMAN (MENINA DE OURO) e BOB HOSKINS (CÍRCULO DE FOGO) dão seriedade e sagacidade quando necessário.

Desde jovem, Danny foi criado como um cão e aprendeu a lutar, mas acabou escapando de seu ‘dono’ após um acidente de carro.
Agora, estão à caça dele, pois há um meio para que toda sua fúria seja libertada e os chefões não querem que ninguém descubra.

Agora, você caro leitor, deve estar pensando: “mas que loucura é essa, como pode ser bom um roteiro desses ?”, tudo isso pela sincronização e entrega dos envolvidos, pois HOSKINS é caricato e exagerado, FREEMAN um ceguinho 'gente boa' e LI o acrobata.
Ação que respeita a inteligência do espectador, e atualmente para mim, isso já é o suficiente!

NOTA: 7,5
ORÇAMENTO: 45 Milhões de Dólares

quarta-feira, maio 24, 2006

VÔO NOTURNO

Depois de me arrepender amargamente por ir ao cinema e pagar para assistir toda besteira de AMALDIÇOADOS, WES CRAVEN voltou com outra tentativa no mesmo gênero. Porém o diretor não consegue desvencilhar-se dos paranóicos clichês que ele mesmo reinventou em PÂNICO.

O roteiro de VÔO NOTURNO, se passa dentro de um avião, onde duas pessoas se conhecem e uma delas começa um jogo perturbador. CILLIAN MURPHY (BATMAN BEGINS) diz ter sequestrado o pai de RACHEL MCADAMS (PENETRAS BONS DE BICO), então a jovem terá que ajudá-lo a finalizar seus planos.

Se compararmos VÔO NOTURNO com PÂNICO perceberemos algumas igualdades, como por exemplo: 1º) o assassino mexe com o psicológico da vítima, para perturbá-la;
2º) a protagonista é mulher;
3º) na hora do desespero vale jogar cadeiras, extintores, sem contar os inúmeros tombos tanto da vítima quanto do assassino;
4º) o final feliz e uma piadinha banal pouco antes dos créditos subirem.

Talvez a única diferença visível é a falta daquela máscara, normalmente usada pelo "cara do mal". Porém há coisas positivas, como: num espaço fechado o diretor prende o espectador com ângulos interessantes e os atores, neste jogo de gato e rato mostram ter talento, usando muito bem seu carisma.
Para os fãs é uma boa pedida, para o resto da 'galera', mais um filme que, depois de cinco minutos, será completamente deletado do seu cérebro.

NOTA: 5,0
ORÇAMENTO: 25 Milhões de Dólares

MADAGASCAR

adorocinema.comApós a Pixar entrar definitivamente no mercado das animações e ganhar a liderança do público e da crítica mundial com TOY STORY, MONSTROS SA e etc., coube às outras produtoras correrem atrás do prejuízo e suarem um bocado para recuperarem o espaço perdido.

Desde o primeiro momento, percebemos que MADAGASCAR vem para agradar, quase que exclusivamente ao público infantil, pois tem lições de moral rasas e usadas tantas vezes anteriormente, com os bichos em situações por vezes previsíveis e um roteiro oscilante ao extremo. Mas uma ou outra tirada, nos faz abrir um sorriso satisfeito e por isso, a película não é total perda de tempo.

Alex, um leão, que é a atração principal do zoológico, foge para conhecer outros lugares e, com isso, seus amigos (a zebra Marty, a girafa Melman e o hipopótomo Glória) vão atrás para buscá-lo.
Depois de criarem um tumulto generalizado no centro da cidade, um grupo de defensores dos direitos dos animais, decide ‘despachá-los’ para a África, mas um acidente no caminho, os faz perder a direção e acabam parando na ilha que dá nome ao filme.

O estilo bem cartunesco agrada demais, o tratamento em relação a trilha sonora, modelagem dos personagens e do ambiente que o cercam, estão ótimos, mas faltou uma pitada de novidade. Longe de mim, menosprezar tal trabalho, mas, depois da Pixar, inovar esse gênero ficou imensamente difícil, cruel e injusto.

NOTA: 6,0
ORÇAMENTO: --

domingo, maio 21, 2006

O EXORCISTA

cineplayersMoldar um filme de terror, que não caia nas pastelices costumeiras, sempre foi uma missão quase impossível para os profissionais do meio cinematográfico.
Talvez antigamente, eles tivessem menos medo de errar e, por isso, obras primas como O BEBÊ DE ROSEMARY, PSICOSE, A PROFECIA e outros, tenham se dado tão bem.

Outro exemplo clássico é O EXORCISTA, que é, sem sombra de dúvida, o ápice do gênero, um típico produto que vai além e fica ‘martelando’ em nossas mentes, mesmo depois dos créditos finais subirem.
Há dezenas de momentos antológicos nesta película - a garota girando a cabeça, a cena da 'masturbação com o crucifixo, a cama balançando freneticamente, para citar alguman -, dirigida com maestria por WILLIAN FRIEDKLIN (OPERAÇÃO FRANÇA) e nada é gratuito.

Se não fosse bem conduzido, o roteiro seria mais do mesmo, porém todo clima e tensão construídos ali, ainda nos fazem gelar a espinha e a cada olhar hipnótico da garotinha Regan, quando está possuída, parece entrar dentro de nossa alma e mexer com nossos sentidos.

No início, vemos um padre no Iraque, desenterrando algo no meio da areia. Nos Estados Unidos, uma atriz percebe mudanças no comportamento da filha. Diversos exames são feitos, mas os diagnósticos nunca são precisos.
Numa noite, a cama de Regan começa balançar sozinha e outros móveis saem do lugar... daí a descobrirem a inevitável possessão é questão de minutos e um padre é chamado e aceita fazer o exorcismo da menina.

Muito além dos exemplares atuais – onde é mostrado mais sangue do que terror, propriamente dito – LINDA BLAIR, FRIEDKLIN e companhia protagonizam um clássico perfeito, uma obra prima corajosa, um filme para se ver e rever!

NOTA: 10,0
ORÇAMENTO: 8,5 Milhões de Dólares

EU, ROBO

www.daniel-xavier.comWILL SMITH (MIB – HOMENS DE PRETO) é o grande Midas do entretenimento na atualidade. Todos os seus trabalhos são sinônimo de sucesso absoluto, de bilheterias gigantescas e de atuações, no mínimo convincentes.
Já, ALEX PROYAS é um diretor semi-desconhecido, que tem no currículo o simpático O CORVO. Os dois juntaram-se e estão à frente da ficção científica EU, ROBÔ.

A ambientação lembra um pouco MINORITY REPORT, mas as semelhanças param por aí. A junção entre computação gráfica e seres reais é perfeita e o roteiro redondíssimo de AKIVA GOLDSMAN (inspirado no livro de mesmo nome, escrito pelo Deus da ficção científica, ISAAC ASIMOV), pode ser um pouco exagerado em certos momentos, mas os acertos extrapolam estes pequenos deslizes.

Com certas ‘licenças’ em relação à obra original, a história se passa num futuro não muito distante, onde somos dependentes dos robôs para tudo.
Uma nova geração destes humanóides é criado, porém algo acontece e Spooner se vê envolvido numa trama de conspiração, onde as máquinas querem exercer a superioridade sobre nós.

Os temas levantados são interessantes e mesclando isso, com o carisma de SMITH, fica difícil não sair da sessão com um sorriso satisfeito.
Outro ponto a se destacar é a genialidade na personificação de Sonny. É de blockbusters assim que precisamos daqui para frente!

NOTA: 9,0
ORÇAMENTO: 105 Milhões de Dólares

quarta-feira, maio 17, 2006

TERRA DOS MORTOS

Temos que respeitar e reverenciar GEORGE ROMERO, pois foi este senhor, que praticamente criou toda a mitologia dos zumbis que conhecemos hoje.
Assim como em sua trilogia mais famosa A NOITE DOS MORTOS VIVOS, O DESPERTAR DOS MORTOS e O DIA DOS MORTOS, ele traz em TERRA DOS MORTOS, uma crítica social bem bolada e dinâmica.

A maquiagem dos monstros está perfeita, assim como a violência esteticamente interessante, - isso acaba deixando ROMERO ‘brincar’ da maneira mais livre possível.
Os astros do calibre de DENIS HOOPER (SEM DESTINO) e JOHN LEGUIZAMO (O PESTE), são presas interessantes para os mortos-vivos e a cada mordida vista, eu vibrava, pois não é todo dia que vemos um mestre em ação.

Poucos humanos restaram na face da Terra, pois os zumbis tomaram conta de assalto e hoje, os sobreviventes vivem num local cercado, tendo suas próprias leis e sendo divididos por ‘classe econômica’.
Vendo a evolução constante dos zumbis, alguns lixeiros decidem lutar contra esse horda de seres abissais.

TERRA DOS MORTOS é a ressurreição de um gênero que estava praticamente morto e enterrado, mas que volta em grande estilo... para os fãs, um prato cheio!

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: 18 Milhões de Dólares

CHAVE MESTRA

A CHAVE MESTRA serve de exemplo para tantos outros 'modelos' de suspenses atuais, que tem bons ingredientes para um belo filme, mas sempre acaba faltando algo. Pois vejamos: o clima é tenso, há personagens interessantes e uma mulher como protagonista.

O maior pecado do diretor IAIN SOFTLEY é não conseguir posicionar-se entre drama, terror ou suspense tornando sua obra por muitas vezes entediante.

KATE HUDSON (COMO PERDER UM HOMEM EM 10 DIAS) empresta sua beleza à personagem principal, só que nem seu esforço ajuda e o roteiro abre várias lacunas que não se fecham completamente ao final.

Os flashbacks confundem ainda mais a cabeça do espectador. Se estiver atrás de suspense com "S maiúsculo", talvez terá uma grande decepção, pois A CHAVE MESTRA cria todo clima para o medo e, no decorrer dos minutos, infelizmente tudo se perde na maré das boas intenções.

Provavelmente seremos obrigados a continuar assistindo O CHAMADO, se quisermos produções atuais do gênero com qualidade, já que exemplos ruins nós temos de sobra, como O CHAMADO 2, VISÕES, OS ESQUECIDOS, etc, etc, etc.
Percebemos desde o início o "tiro no escuro" de SOFTLEY, este provavelmente tentou mexer com o psicológico dos espectadores e acabou pecando nesta escolha.

NOTA: 4,5
ORÇAMENTO: 43 Milhões de Dólares

domingo, maio 14, 2006

+ VELOZES + FURIOSOS

maaaaarcus.files.wordpress.comEra uma questão de tempo para que VELOZES E FURIOSOS ganhasse uma continuação. E eis que o segundo episódio surge, sem Vin Diesel, sem grande parte da química vista anteriormente e sem lógica nenhuma.
JOHN SINGLETON (OS DONOS DA RUA) é um diretor fraco e, em suas mãos até as seqüências de ação são arruinadas.

Os carrões estão lá, desde os segundos iniciais, mas sem um roteiro competente (a dupla de roteiristas, MICHAEL BRANDT e DEREK HAAS, é péssima), + VELOZES + FURIOSOS, torna-se pretensioso demais, e os protagonistas também colocam a película na ‘beira do abismo’, pois PAUL WALKER (RESGATE ABAIXO DE ZERO) e TYRESE, não tem um mínimo de talento.

Brian O'Conner se aventurará novamente e tentará infiltrar-se no sub-mundo de Carter Verone, um famoso contrabandista.
Terá a ajuda do amigo Roman Pearce e da agente Mônica Fuentes (EVA MENDES em modelitos deliciosos), que leva um relacionamento falso com o bandido.

Muita correria, muito nitro, muitas mulheres e pouca inteligência, fazem deste, um exemplo claro de como ganhar dinheiro fácil, às custas de uma franquia de sucesso.
Arrecadou muito bem nas bilheterias, e tem um 3º ‘capítulo’ engatilhado... agora, só nos resta esperar!

NOTA: 3,0
ORÇAMENTO: 76 Milhões de Dólares

quarta-feira, maio 10, 2006

O CHAMADO 2

itapevacity.com.brNeste mundo cinematográfico, os produtores realmente pensam com os bolsos e não com a cabeça, só assim para explicar uma continuação de O CHAMADO.
O primeiro episódio, foi um suspense interessante e ganhou nossa atenção por trazer elementos pouco usados aqui no Ocidente, rendendo uma bilheteria impressionante.

Nesta seqüência, sai Gore Verbinski da cadeira de direção e entra HIDEO NAKATA (criador da produção original), “presenteando” NAOMI WATTS (KING KONG) com uma personagem inútil, amedrontada e patética - não parece em nada a mesma personagem do primeiro filme - e tendo sempre ao lado seu filho, tão – ou mais - estranho quanto o fantasma de Samara.
Quando sobem os créditos, o espectador sente-se como se presenciasse um dejá-vu.

Agora Samara não precisa mais da fita para espalhar o medo – e sua longa cabeleira – nas pessoas, podendo vagar livremente por aí. E só Rachel Keller (nossa heroína de plantão) resolverá o mistério novamente, usando toda experiência que tem.

NAKATA pode retornar ao oriente e continuar a carreira por lá, pois não tem o mínimo espaço na indústria norte-americana. O CHAMADO 2 é inútil.

NOTA: 3,5
ORÇAMENTO: --

A VIDA DE DAVID GALE

Você é contra ou a favor da pena de morte? David Gale era contra e fez tudo para conseguir mostrar ao mundo que isso não levava a nada.
A VIDA DE DAVID GALE é um drama muito envolvente, que chama atenção pela forma brutal de seu desfecho, totalmente imprevisível.

O belo elenco encabeçado por KATE WINSLET (TITANIC), KEVIN SPACEY (BELEZA AMERICANA) e a sempre ótima LAURA LINNEY (SOBRE MENINOS E LOBOS) deixam essa obra ainda mais emocionante, intrigante e tensa.

Provavelmente esta tenha sido a melhor interpretação de WINSLET até agora, pois está mais convincente e madura do que na época do mega-sucesso TITANIC.
SPACEY coloca todo o drama de um homem inocente (pelo menos é o que parece no início), que tem como único objetivo conseguir o corte das penas de morte.
Por útlimo LINNEY, uma das atrizes mais talentosas de Hollywood, cria outra personagem que, se não é inesquecível, ao menos faz seu papel com louvor.

Com cenas e diálogos fortes, a produção consegue se colocar intensamente contra o tema abordado, fazendo o espectador quase ter pena de Gale e pautando corretamente suas atitudes, no mínimo desesperadas.

Apesar da superação de SPACEY e WINSLET, temos que reconhecer o talento (como já foi dito) da fantástca LAURA LINNEY.
Bela e imprevisível produção, com um tema amplamente polêmico e sempre discutível, vale a conferida.

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: --

sábado, maio 06, 2006

HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO

O bruxo mais querido dos cinemas volta para sua quarta aventura, nos mostrando uma ação muito envolvente e como sempre cheia de reviravoltas e descobertas surpreendentes.
Com a participação especial de RALPH FIENNES, carregando uma maquiagem pesada para interpretar o Lorde Voldemort e o trio principal, ainda mais à vontade, O CÁLICE DE FOGO é uma bela adição à mitologia de Harry Potter.

Nunca li nenhum livro, só acompanho as aventuras de POTTER nos cinemas, mas ninguém precisa ser leitor assíduo para perceber a fidelidade dos filmes em relação aos livros.

Com o início do Torneio Tri-Bruxo, HARRY é escolhido para representar Hogwarts, tentando ganhar o Cálice de Fogo. As provas são dificílimas e se tornam o ponto alto por aqui, trazendo-nos um fantástico dragão, o labirinto medonho que muda de direção e várias outras provas. Porém isto é apenas disfarce para ressuscitar Voldemort, que 'dormia' a algum tempo.

"Anos dificeis estão por vir"diz um dos personagens e eu digo: difíceis para eles, porque para nós, espectadores, serão ótimos tempos, pois daí poderemos ver Potter evoluir ainda mais, tendo seus filmes melhorados a cada lançamento.

A computação gráfica está fantástica, principalmente na criação do Barco que sai das águas e traz os alunos de outras escolas - uma vaga no Oscar da categoria já tem dono.
Apesar deste ano não haver lançamentos de livros ou produções para o cinema, os "seguidores" poderão se tranquilizar, pois um box será colocado à venda com oito DVDs (os quatro filmes e o resto extras). Deliciem-se com a obra de J. K. ROWLING.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: 150 Milhões de Dólares

O FILHO DE CHUCK

O diretor tem que ser muito bom, para mesclar terror e comédia num único filme, pois a facilidade de ter um deslize no decorrer da projeção é grande.
BRINQUEDO ASSASSINO apavorou muito gente, mas há tempos perdeu força e hoje (assim como Freddy e Jason), não passa de um ‘fantoche’.

DON MANCINI, não satisfeito em ter somente Chucky e sua noiva matando os pobres mortais, dá aos bizarros personagens um filho.
Das duas uma, ou você ama e ri das piadas e das tiradas do roteiro ou odeia e nem chega ao final da projeção. Particularmente, levei numa boa e até me diverti, mas se tivesse fosse 10 minutos mais longo, não me responsabilizaria por meus atos.

Glen, ófão de Chucky e Tiffany, aproveita a ótima oportunidade de ressuscitar seu pai – o plano fica ainda mais fácil, pois Hollywood está gravando um filme sobre seu o ‘boneca defunto’.
Após a onda de assassinatos, os dois entram em conflito, pois Glen não quer seguir o caminho do pai e Tiffany, acaba se deslumbrando pela atriz Jennifer Tilly, que estrela a ‘biografia’ de Chucky.

Tudo muito trash, tudo muito tosco... é uma produção que os críticos torcem o nariz e a galera adora. Para o bem ou para o mal, O FILHO DE CHUCKY vem para provar que essa família estranha ainda rende bem nas bilheterias!

NOTA: 6,0
ORÇAMENTO: --

quarta-feira, maio 03, 2006

ALGUEM TEM QUE CEDER

Se os adolescentes têm as peripécias de AMERICAN PIE nos cinemas, faltava uma comédia descompromissada para o público, digamos, mais ‘vivido’. Não falta mais!
ALGUÉM TEM QUE CEDER, apesar de ter uma premissa um tanto ultrapassada, consegue dialogar bem com o espectador.

JACK NICHOLSON (UM ESTRANHO NO NINHO) e a bela DIANE KEATON (O PODEROSO CHEFÃO), redescobrem o amor, após várias confusões e diálogos inspirados.
Some isso com KEANU REEVES (MATRIX), que flerta com a personagem de KEATON e AMANDA PEET (MEU VIZINHO MAFIOSO), meio sem função no roteiro e uma direção sem grandes problemas de NANCY MEYERS (O PAI DA NOIVA) e está pronto.

Harry Sanborn é um ricaço charmoso, que adora sair com mulheres mais jovens. Quando ele começa a namorar Marin, os conflitos se amontoam e ele acaba conhecendo Erica, mãe de Marin, que é uma escritora, completamente dedicada ao trabalho e daí, para entender o que vai rolar, é fácil.

Apesar da segunda metade de ALGUÉM TEM QUE CEDER, dar uma escorregada, foi interessante ver estes grandes nomes de Hollywood envolvidos num projeto um tanto diferente que os de costume.
Tira boas gargalhadas e tem seqüências antológicas... pena que faltou um tempero final, mas vale a dica.

NOTA: 7,5
ORÇAMENTO: --

segunda-feira, maio 01, 2006

HULK

cinemaclick.com.br
Marcado para ser o retorno triunfal de um dos heróis mais famosos do mundo das histórias em quadrinhos, ANG LEE (O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN) tinha a difícil missão de transpor para as telas as aventuras do “Gigante Esmeralda”. Justo ele, um diretor que sempre propôs uma visão mais delicada e sutil em sua filmografia.

ERIC BANA (MUNIQUE), encabeça elenco frouxo e faz o possível para não parecer tão deslocado frente ao roteiro sonolento de JOHN TURMAN e MICHAEL FRANCE.
JENNIFER CONNELY (A CASA DE AREIA E NÉVOA), vai para o mesmo caminho e como coadjuvante, peca pela inexpressividade. Há ainda outros nomes de peso (SAM ELLIOTT, JOSH LUCAS e NICK NOLTE), inertes nos 137 minutos do longa.

Bruce Banner é um cientista, que após um acidente no laboratório acaba sendo geneticamente modificado pelos raios gama, transformando-se numa monstruosa criatura quando fica nervoso. Achando ser uma ameaça à população, Ross convoca todo exército norte-americano para aniquilá-lo – mesmo à contra gosto da filha Betty.

A imensa demora na aparição de HULK, os efeitos especiais difíceis de engolir, seus pulos quilométricos e a carga dramática equivocada, fazem do blockbuster uma enorme decepção, principalmente para os fãs. Não esperem uma continuação.

NOTA: 3,0
ORÇAMENTO: 120 Milhões de Dólares

terça-feira, abril 25, 2006

A ILHA

cinemacomrapadura.com.brOk, é bem verdade que MICHAEL BAY (ARMAGEDON) é tão megalomaníaco quanto Roland Emmerich, é verdade também que não sabe dirigir atores, e que o grande prazer dele é ver tudo voar pelos ares, sem explicações plausíveis.
A ILHA, seu projeto mais novo, tem tudo isso, mas ao contrário das outras produções assinadas por ele, diverte e surpreende.

Calcado na presença robótica, mas correta de EWAN MCGREGOR (MOULIN ROUGE), a ambientação quase deixa o espectador hipnotizado – apesar de já termos visto algo semelhante anteriormente – e toca num tema bastante interessante: a clonagem de seres humanos e suas implicações.

Lincon Six Echo é outro (suposto) sobrevivente de um mundo devastado, que mora num complexo subterrâneo, para fugir da contaminação que tomou conta da superfície terrestre.
Há um sorteio, onde quem ganha, é transferido para uma ilha paradisíaca, mas Lincon começa a questionar-se sobre tudo que o cerca e foge, levando consigo a amiga Jordan Two Delta (interpretada por SCARLETT JOHANSSON).

Neste instante, BAY chega onde queria e destoa seu arsenal de perseguições mirabolantes, aventura de tirar o fôlego e, um acidente de carro em especial, espetacular.
A ILHA tem furos enormes no roteiro, não aprofunda-se na questão levantada, os coadjuvantes são fracos, mas ao menos entretêm. Valeu a tentativa, mas nunca esperem uma obra prima do diretor!

NOTA: 7,5

ORÇAMENTO:126 Milhões de Dólares

quarta-feira, abril 19, 2006

WALLACE E GROMIT - A BATALHA DOS VEGETAIS

www.adorocinema.com.brQuando WALLACE E GROMIT - A BATALHA DOS VEGETAIS foi premiado como melhor animação na noite do Oscar, fiquei um tanto desapontado, pois particularmente preferiria A NOIVA CADÁVER de Tim Burton - mas naquela "altura do campeonato", ainda não tinha assistido ao primeiro (os dois aliás, usam a mesma técnica de stop-motion).

Após vê-lo, mudei de opinião e com um roteiro inteligente e algumas reviravoltas bacanas, o entretenimento trás grandes performances dos diretores STEVE BOX e NICK PARK, da equipe de montagem, de efeitos, enfim de todos os envolvidos no demorado e minucioso projeto (os extras trazem todo cuidado e preparo para criação de cenários e dos bonecos).

Com a chegada do Concurso dos Legumes Gigantes, o inventor Wallace, que vive com o cão Gromit, cria uma máquina para capturar os coelhos que devoram as plantações.
Surge então uma fera que destrói tudo à noite... Agora Wallace fará de tudo para descobrir meios de pará-la.

Os personagens principais são tão ágeis e engraçados que fazem A BATALHA DOS VEGETAIS fluir ainda melhor, sem precisar apegar-se em bichinhos fofinhos ou numa caracterização mais, digamos, comum. Vá e veja sem medo, ótimo exemplo de boa animação.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: 30 Milhões de Dólares

segunda-feira, abril 17, 2006

O GALINHO CHICKEN LITTLE

www.adorocinema.com.brQuando um protagonista não é suficientemente forte, o diretor terá trabalho em dobro para fazer sua obra funcionar.
Imagine portante se a família super poderosa de OS INCRÍVEIS, fosse robótica e sem senso de humor ou se os monstrengos em MONSTROS S.A. tivessem diálogos inúteis, toda aquela computação gráfica magnífica seria mero detalhe.

E beleza gráfica é a única coisa que salva O GALINHO CHICKEN LITTLE, produção que peca pelos inúmeros excessos do roteiro e por conter um personagem principal tão sem graça, que irrita - isso vale também aos coadjuvantes.
Poderá agradar as crianças, pelas cores fortes e chamativas, mas sem a genialidade da Pixar, a Disney volta ser um estúdio como outros tantos.

Após confundir um pedaço de avelã, com uma nuvem e dizer a todos que o céu está caindo, o Galinho perde todo crédito quando a verdade vem à tona.
E agora que realmente um pedaço do céu cai em sua cabeça, precisa encontrar alguma forma para crerem nele.

Até a trilha sonora (ponto pelo qual a produtora sempre teve sucesso) que acompanha a película, é sonolenta, fazendo com que os noventa minutos passem, como se fossem cinco horas. Decepção total!

NOTA: 3,5
ORÇAMENTO: 60 Milhões de Dólares

quarta-feira, abril 12, 2006

3º OSCARZINHO

No 1º OSCARZINHO recebi elogios e fiquei contente, pois gostaria de saber a repercussão do quadro (mesmo sendo pequena), na 2ª edição houve um debate legal entre eu (O EDITOR) e alguns visitantes que gostaram de AS BRANQUELAS e me perguntavam porque era a pior comédia. Agora vamos para o 3º esperando cada vez mais comentários, positivos ou não!
A novidade fica por conta de uma adição nas categorias (MELHOR E PIOR MAQUIAGEM).

Pior Ação / Aventura
-OS ESQUECIDOS
-12 HOMENS E OUTRO SEGREDO*

Pior Cena de Ação
-Correndo dos Et’s (OS ESQUECIDOS)*
-Roubando o banco (12 HOMENS E OUTRO SEGREDO)

Pior Terror
-VISÕES
-VISÕES 2*
-A VILA
-REENCARNAÇÃO
-OS ESQUECIDOS

Pior Ator Coadjuvante
-Yu Gu (VISÕES 2)*
-Brad Pitt (12 HOMENS E OUTRO SEGREDO)
-Danny Huston (REENCARNAÇÃO)

Pior Atriz Coadjuvante
-Lauren Bacall (REENCARNAÇÃO)*
-Jéssica Hecht (OS ESQUECIDOS)
-Catherine Zeta Jones (12 HOMENS E OUTRO SEGREDO)

Pior Ator
-Bo-Lin Chen (VISOES 2)
-George Clooney (12 HOMENS E OUTRO SEGREDO)
-Cameron Bright (REENCARNAÇÃO)*
-Joaquim Phoenix (A VILA)
-Christopher Kovaleski (OS ESQUECIDOS)

Pior Atriz
-Nicole Kidman (REENCARNAÇÃO)
-Eugenia Yuan (VISOES)*
-Juliane Moore (OS ESQUECIDOS)

Pior Efeitos Especiais
-OS ESQUECIDOS
-VISOES
-VISOES 2*

Pior Maquiagem
-VISOES
-VISOES 2*

Pior Revelação
-Cameron Bright (REENCARNAÇÃO)*
-Bo-Lin Chen (VISOES 2)
-Eugenia Yuan (VISOES)

Pior Roteiro
-REENCARNAÇÃO
-A VILA*
-OS ESQUECIDOS

Pior Diretor
-Jonathan Glazer (REENCARNAÇÃO)
-M. Night Shyamalan (A VILA)
-Joseph Ruben (OS ESQUECIDOS)
-Irmãos Pang (VISOES 2)*

Pior Filme
-REENCARNAÇÃO
-A VILA
-OS ESQUECIDOS
-VISÕES 2*

E a premiação dos piores ficou assim:
12 HOMENS E OUTRO SEGREDO: Pior Ação / Aventura (1)
OS ESQUECIDOS: Pior Cena Ação (1)
VISÕES: Pior Atriz (1)
VISÕES 2: Pior Terror / Suspense – Pior Ator Coadjuvante – Pior Efeitos Especiais – Pior Maquiagem – Pior Diretor – Pior Filme (6)
REENCARNAÇÃO: Pior Atriz Coadjuvante – Pior Ator – Pior Revelação (3)
A VILA: Pior Roteiro (1)

Depois de mostrar as grandes “falhas” de Hollywood, traremos as grandes obras de lá:

Melhor Ação / Aventura
-REFÉM
-CRUZADA
-11 HOMENS E UM SEGREDO
-A INTERPRETE
-DOOM – A PORTA DO INFERNO
-SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS*

Melhor Cena de Ação
-Tentativa de Resgate (REFEM)
-Última batalha entre Coréia do Sul e Coréia do Norte (A IRMANDADE DA GUERRA)*
-Explosão no Ônibus (A INTERPRETE)
-THE ROCK vs. KARL URBAN (DOOM – A PORTA DO INFERNO)
-Perseguição ao Suspeito (SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS)

Melhor Ficção
-DOOM – A PORTA DO INFERNO*
-OS ESQUECIDOS


Melhor Terror / Suspense
-DOOM – A PORTA DO INFERNO
-A VILA
-VISÕES
-ESPIRITOS – A MORTE ESTA AO SEU LADO*
-SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS

Melhor Drama
-O PIANISTA
-A LISTA DE SCHINDLER*
-A IRMANDADE DA GUERRA

Melhor Guerra
-A LISTA DE SCHINDLER
-A IRMANDADE DA GUERRA*

Melhor Comédia
-MATADORES DE VELHINHAS*
-PROCURA-SE U AMOR QUE GOSTE DE CACHORROS

Melhor Efeitos Especiais
-DOOM – A PORTA DO INFERNO
-REFEM
-ESPIRITOS – A MORTE ESTA AO SEU LADO
-CRUZADA*

Melhor Figurino
-O PIANISTA
-CRUZADA
-A VILA
-A LISTA DE SCHINDLER*
-A IRMANDADE DA GUERRA
-MATADORES DE VELHINHAS


Melhor Fotografia
-O PIANISTA
-CRUZADA
-A VILA*
-A LISTA DE SCHINDLER
-A IRMANDADE DA GUERRA

Melhor Maquiagem
-CRUZADA
-A VILA
-ESPIRITOS – A MORTE ESTA AO SEU LADO
-SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS*

Melhor Ator Coadjuvante
-Edward Norton (CRUZADA)
-Adrien Brody (A VILA)*
-Weon Been (A IRMANDADE DA GUERRA)
-Marlon Wayans (MATADORES DE VELHINHAS)
-Morgan Freeman (SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS)

Melhor Atriz Coadjuvante
-Emilia FOx (O PIANISTA)*
-Jane Talley (REFEM)
-Eva Green (CRUZADA)
-Gwyneth Paltrow (SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS)

Melhor Ator
-Adrien Brody (O PIANISTA)
-Bruce Willis (REFEM)
-Liam Neeson (A LISTA DE SCHINDLER)
-Jang Dong-keon (A IRMANDADE DA GUERRA)*
-Tom Hanks (MATADORES DE VELHINHAS)
-Sean Peen (A INTERPRETE)
-Brad Pitt (SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS)

Melhor Atriz
-Marva Munson (MATADORES DE VELHINHAS)
-Nicole Kidman (A INTERPRETE)*
-Diane Lane (PROCURA-SE UM AMOR QUE GOSTE DE CACHORROS)

Melhor Revelação
-Adrien Brody (O PIANISTA)*
-Fiorenti Siri (DIRETOR – REFEM)
-Jang Dong-keon (A IRMANDADE DA GUERRA)
-Parkpoom Wongpoom e Banjong Pisanthanakun (DIRETORES – ESPIRITOS – A MORTE ESTA AO SEU LADO)

Melhor Roteiro
-11 HOMENS E OUTRO SEGREDO
-O PIANISTA
-A LISTA DE SCHINDLER*
-A IRMANDADE DA GUERRA
-SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS

Melhor Diretor
-Roman Polanski (O PIANISTA)
-Fiorenti Siri (REFEM)
-Steven Spielberg (A LISTA DE SCHINDLER)*
-Kang Je Gyu (A IRMANDADE DA GUERRA)
-Steven Soderbergh (11 HOMENS E OUTRO SEGREDO)
-Parkpoom Wongpoom e Banjong Pisanthanakun (DIRETORES – ESPIRITOS – A MORTE ESTA AO SEU LADO)
-David Fincher (SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS)

Melhor Filme

-O PIANISTA
-REFEM
-A LISTA DE SCHINDLER*
-A IRMANDADE DA GUERRA
-SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS


As premiação dos melhores:
A IRMANDADE DA GUERRA: Melhor Cena Ação – Melhor Guerra – Melhor Ator (3)
ESPIRITOS – A MORTE ESTA AO SEU LADO: Melhor Terror / Suspense (1)
A LISTA DE SCHINDLER: Melhor Drama – Melhor Figurino – Melhor Roteiro – Melhor Diretor – Melhor Filme (5)
MATADORES DE VELHINHAS: Melhor Comédia (1)
A VILA: Melhor Fotografia – Melhor Ator Coadjuvante (2)
SEVEN – OS SETE CRIMES CAPITAIS: Melhor Ação / Aventura – Melhor Maquiagem (2)
O PIANISTA: Melhor Atriz Coadjuvante – Melhor Revelação (2)
A INTERPRETE: Melhor Atriz (1)
DOOM – A PORTA DO INFERNO: Melhor Ficção (1)
CRUZADA: Melhor Efeitos Especiais

Agradeço a colaboração e a presença de todos no CINEMA E PIPOCA, preparem-se para mais filmes...

O EDITOR

quarta-feira, abril 05, 2006

O TERMINAL

www.adorocinema.com.br Que STEVEN SPIELBERG é versátil, isso ninguém duvida, tendo no currículo obras tão opostas quanto o intenso MUNIQUE e o blockbuster INDIANA JONES.
Que TOM HANKS é talentoso, disso também ninguém duvida (faturou 2 Oscars por FORREST GUMP e PHILADELPHIA).

Quando juntaram-se pela primeira vez, foram à 2ª Guerra Mundial, num dos filmes mais impactantes vistos: O RESGATE DO SOLDADO RYAN. Mas para quem imaginou algo tão grande quanto o exemplo citado, se enganou.
O TERMINAL é uma produção menor, mas nem por isso deixa de ter valor (apesar das oscilações) e têm drama e comédia na medida certa.

Quando Viktor Navorski embarca no aeroporto em Nova York, descobre que seu país sofreu um golpe de estado e com isso, seu passaporte tornou-se invalidado (não podendo entrar nos Estados Unidos ou voltar ao local de origem).
Acaba então, vivendo no próprio aeroporto, fazendo amizades e percebendo o quão intensa é a vida destas pessoas.

CATHERINE ZETA JONES (ARMADILHA) abrilhanta a película, mas o protagonista e o diretor são os verdadeiros donos desta aventura que não irá mudar sua vida, mas fará as horas passarem sem problemas.

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: --

OS ESQUECIDOS

www.adorocinema.com.brNão haveria título mais propício para este suspense, pois dois minutos após o término e você realmente esquecerá toda baboseira indigesta vista aqui.
Menosprezando a inteligência do espectador, o desconhecido diretor JOSEPH RUBEN não poupa clichês e prova o quanto Hollywood e seus estúdios sabem vender produtos fajutas.

No meio da palhaçada entra a talentosa JULIANE MOORE (AS HORAS), deslocada por um roteiro pouco criativo e uma equipe de produção fraquíssima.
Assim como ocorreu em REENCARNAÇÃO, a meia hora inicial de OS ESQUECIDOS dá ênfase ao terror psicológico intenso e depois tudo é jogado no limbo das boas intenções, com resultados catastróficos.

Kelly Paretta acredita piamente ter um filho, mas tudo acaba caindo por água abaixo, quando todas as outras pessoas dizem que é tudo invenção.
Desesperada, ela sai à procura de pistas e descobre que "a verdade está lá fora".

Há leves tendências de Chris Carter e seu seriado ARQUIVO X, sem 1% da complexidade do mesmo . Entram na furada nomes até relevantes da indústria cinematográfica como GARY SINISE (À ESPERA DE UM MILAGRE) e DOMINIC WEST (CHICAGO).
Caso tenha muito dinheiro para gastar, alugue-o, caso contrário passe longe!

NOTA: 3,0
ORÇAMENTO: 42 Milhões de Dólares

segunda-feira, abril 03, 2006

SEVEN - OS SETE CRIMES CAPITAIS

magacine.no.sapo.ptQue DAVID FINCHER (CLUBE DA LUTA) é um dos diretores mais inteligentes e espetaculares da sua geração, ninguém tem dúvida, mas após estrear em Hollywood com o controverso ALIEN 3 – o corte final foi mudado – ele pegou o roteiro denso de ANDREW KEVIN WALKER e fez um dos filmes policiais mais prazerosos e tecnicamente perfeitos que já tive a oportunidade de assistir e um dos melhores das últimas duas décadas.

MORGAN FREEMAN (OS IMPERDOÁVEIS) traz a experiência e BRAD PITT (SETE ANOS NO TIBET) o ar juvenil de um aspirante a detetive.
No decorrer dos minutos, a tensão só aumenta – e a montagem perfeita propicia isto – e a forma com que o criminoso ‘trata’ suas vítimas, é sagaz e violenta, mas nunca FINCHER joga gratuidade nestas seqüências.

David Mills e William Somerset são detetives, que foram encarregados de prender um serial killer, que mata, conforme os crimes capitais.
Inicialmente, tudo indica ser outro louco, tentando seus 15 minutos de fama, mas eles não percebem que estão no meio do jogo deste psicopata.

Dentro do carro, a conversa entre os detetives e o suspeito, traz à tona o que Hollywood e o cinema em geral, têm de melhor – e o desfecho é impactante e fica pulsando em nossa mente por horas.
Talvez SEVEN seja o ‘Clube da Luta’ do gênero policial, pois pode também, ser intitulado de obra prima. O espectador agradece!

NOTA: 9,0
ORÇAMENTO: --

sexta-feira, março 31, 2006

CADÊ O HUMOR NACIONAL ?

Assim como fiz um especial sobre o show do U2, tenho que trazer ao blog meu descontentamento pelos programas de humor da TV aberta, sei que o foco principal do CINEMA E PIPOCA são filmes, cinema, bilheterias, etc, mas como posso ficar quieto diante desta decadente comédia nacional?
Tal humor já teve suas épocas áureas, como nos bons tempos de OS TRAPALHÕES, a antiga PRAÇA DA ALEGRIA (atual PRAÇA É NOSSA) onde se apresentavam verdadeiros astros, que faziam a platéia rir de verdade e não precisavam "maquiar" o som com risadas ao fundo de cada piada.
Hoje em dia com o mal gosto dos diretores de programas como ZORRA TOTAL, A PRAÇA É NOSSA, A TURMA DO DIDI, DEDÉ E O COMANDO MALUCO nossas emissoras se infestaram de vergonhosas piadas, personagens com um mal gosto tremendo e grande apelo para as mulheres semi-nuas (deixo claro que sempre vale ver uma beldade feminina, mas a comédia descambou muito para esse lado).

Porém percebo que além do mal gosto dos diretores, NÓS espectadores também nos acostumamos com a falta de criatividade, e hoje em dia rimos de quadros infames com interpretações falsificadas.
Pois vejamos: DIDI não tem a mesma graça já faz tempo (desde a época em que OS TRAPALHÕES acabaram), e coloca em sua "TURMA" astros em decadência.
ZORRA TOTAL traz um amontoado de babaquices durante mais ou menos uma hora com atores de péssimo gosto, se esquecendo do principal... fazer-nos rir.
A PRAÇA É NOSSA: foi um dos primeiros programas a inserir este tipo de programação na TV, porém hoje em dia está bem diferente de seus tempos gloriosos, pois na época os verdadeiros humoristas trabalhavam lá, e com a morte de muitos destes ícones a substituição nem sempre se igualou.
Por último e talvez o mais irritante de todos estes DEDÉ E O COMANDO MALUCO. Falar o que de um humorista sempre mediano, que conseguiu uma vaga no SBT e adicionou cinco palhaços (literalemente). Estes fazem parte do entretenimento apenas para encher os bolsos no fim do mês.

Só depois de uma reformulação completa de diretores e após uma boa acordada dos espectadores é que poderemos voltar com o humor verdadeiramente brasileiro, que hoje em dia passa por uma falta de criatividade tremenda.
Infelizmente se continuarmos assim o futuro do humor continuará indefinido e "mal-humorado".

O EDITOR

A VILA

www.cinepop.com.brO "suspense cabeça" intitulado A VILA, nos deixa extasiados pela fotografia sensacional de ROGER DEAKINS, levando certa claustrofobia no primeiro ato desta patacoada dirigida por M. NIGHT SHYAMALAN, o homem por trás do mega-sucesso O SEXTO SENTIDO.
Indo contra qualquer bom senso, ele diminui propositadamente o ritmo da trama e mescla dramas pessoais e sociais, para justificar o que está ocorrendo nas entranhas da "Terra do Tio Sam".

No elenco com nomes conhecidíssimos, com destaque para ADRIEN BRODY (O PIANISTA), simplesmente soberbo e também JOAQUIM PHOENIX (JOHNNY E JUNE), BRYCE DALLAS HOWARD (HOMEM ARANHA 3), WILLIAN HURT (MARCAS DA VIOLÊNCIA) e SIGOURNEY WEAVER (ALIEN - O 8º PASSAGEIRO).

Numa vila isolada e tranquila, moradores descobrem estranhas e perigosas criaturas, que eles chamam de "Aqueles de quem não Falamos".
Alguns acabam por entrar no bosque onde os tais monstros vivem e revelam segredos jamais imaginados.

Os extras do DVD são melhores que a película propriamente dita, e aqui o "gráfico" na carreira do diretor começava decair drasticamente.
O desfecho infeliz, dá uma pequena mostra do quanto SHYAMALAN errou em mexer nas feridas não cicatrizadas de um povo abalado pelo maior atentado terrorista da história.

NOTA: 4,0
ORÇAMENTO: 60 Milhões de Dólares

terça-feira, março 28, 2006

ESPÍRITOS - A MORTE ESTÁ AO SEU LADO

É fato que o terror Oriental já se desgastou, principalmente após as incessantes refilmagens de Hollywood, que americanizam – e, na maior parte das vezes 'idiotizam' – tais produções.
Coisas como cabelos enormes dos fantasmas, o uso de crianças para assustar a platéia e a lentidão dos mesmos, viraram clichê dos piores.

Apesar de conter todos estes requisitos ‘fundamentais’, ESPÍRITOS – A MORTE ESTÁ AO SEU LADO, impõe um suspense digno e divertido, editado corretamente, para amedrontar – muito bem, por sinal – os desavisados de plantão.
Os diretores BANJONG PISANTHANAKUN e PARKPOOM WONGPOOM (tentem pronunciar esses nomes!) criam uma atmosfera interessante e encaixam o tema ‘aparições em fotografias’, muito bem no roteiro.

Após acidente de carro no meio de uma rodovia, Tun e Jane, retornam às suas vidas normais, porém, ao passar dos dias, ele – que é fotógrafo – percebe algo como espectros e aparições ao revelar algumas fotos. Intrigado, vai atrás de respostas e, quanto mais aprofunda-se na busca, pior as coisas ficam.

A seqüência das fotos, tiradas com uma Polaroid, dentro de um laboratório deserto ou o bom desfecho, prendem a atenção e fazem deste, um exemplo minimamente relevante aos fãs. Produção tailandesa de respeito!

NOTA: 7,5
ORÇAMENTO: --

REENCARNAÇÃO

www.adorocinema.com.brNICOLE KIDMAN (AS HORAS) está apática durante toda projeção, criando uma personagem sempre pronta para chorar ou desesperar-se. É boba, fútil e usa cerca de 10 % de toda força interpretativa.

REENCARNAÇÃO consegue segurar o espectador nos trinta primeiros minutos, intensificado principalmente pela bela trilha sonora e fotografia. Após este breve instante, cada cena parece ridiculamente exagerada e o péssimo CAMERON BRIGHT (X-MEN - O CONFRONTO FINAL) irrita.

JONATHAN GLAZER (diretor) causou certo furor em duas seqüências que, sinceramente, não valem o ingresso: a primeira quando KIDMAN beija o garoto na boca e a segunda, quando o mesmo entra na banheira com ela.

Dez anos após o falecimento do marido de Anna, surge um menino, dizendo ser a reencarnação dele, revelando segredos que somente o casal sabia e dando sinais evidentes para crerem no pequenino.

São tantos problemas ao decorrer da trama que fica difícil citá-los, porém o pior é nunca decidir-se entre drama e suspense. Descartável e tendo um marketing calcado pelas cenas "polêmicas", REENCARNAÇÃO pode voltar para o túmulo e descansar em paz.

NOTA: 3,0
ORÇAMENTO: --

sexta-feira, março 24, 2006

CRUZADA

Comparar GLADIADOR com CRUZADA é até covardia, pois se o primeiro é um épico magistralmente completo, com cenas minimalistas e um diretor competente, o segundo peca em vários sentidos - roteiro, atuação, direção.
Mas, pensando bem, RIDLEY SCOTT dirige os dois certo? Correto, porém são dois momentos distintos em sua carreira.

Se lá em 1999, teve liberdade criativa tremenda e um protagonista perceptível e talentoso, aqui percebe-se que essa falta de cunho criativo fez da película algo realmente decepcionante.
Há também a velha máxima de que ORLANDO BLOOM (PIRATAS DO CARIBE - A MALDIÇÃO DO PÉROLA NEGRA) tem pouco prestígio para segurar uma produção tão grandiosa sozinho - e comprovamos isso nas seqüências iniciais.

A trilha sonora "choca" nossos tímpanos negativamente, já a fotografia agrada e as batalhas grandiosas são muito reais.
Coadjuvantes como LIAM NEESON (A LISTA DE SCHINDLER), EVA GREEN (007 - CASSINO ROYALE) e JEREMY IRONS (ERAGON) pecam pela inexpressividade, já EDWARD NORTON (CLUBE DA LUTA) dá relevância quando aparece.

Desta vez a preguiça imperou no reino do todo poderoso Sir RIDLEY SCOTT, mas ele tem méritos e vamos citar CRUZADA como um "pequeno" escorregão.

NOTA: 6,0
ORÇAMENTO: 130 Milhões de Dólares

quinta-feira, março 23, 2006

REFÉM

gamashopping.com.brBRUCE WILLIS não consegue desvencilhar-se da imagem de John McClane, também pudera, DURO DE MATAR reinventou o gênero de ação.
Neste REFÉM, ele tenta mudar o tom, e trazer um policial mais sério e falho em sua moral, mas a gente aceita WILLIS do jeito que é!

O diretor FLORENT EMILIO SIRI, traz uma câmera vertiginosa e uma fotografia opaca, que combinou perfeitamente com o clima de suspense.
É bem verdade que os seqüestradores e suas motivações são bastante idiotas e o final premeditado, nada soma à trama, mas como produto escapista, vale a pena.

Jeff Talley era um negociador de reféns, até passar por uma tragédia pessoal. Resolve então, deixar tudo para trás – a profissão também – e mudar-se para um local pacato, encontra uma cidade chamada Bristo Camino e vai para lá. Mas, três adolescentes, fazem sua família refém e Talley, terá que trabalhar, novamente como negociador, para salvar as pessoas lá dentro.

Requer paciência, pois há muitas frases manjadas, situações que tiram risadas do espectador e algumas seqüências de ação, completamente desconexas, mas na falta do que fazer, num fim de semana chuvoso, REFÉM pode ser um caminho!

NOTA: 5,0
ORÇAMENTO: --

O PIANISTA

ocaradalocadora.com.brObras sobre a 2ª Guerra Mundial já estão defasadas e, cair nas armadilhas deste gênero é fácil – vide O RESGATE DO SOLDADO RYAN, por exemplo.
Mas, ao contrário do que muitos imaginavam, ROMAN POLANSKI – dono de pelo menos duas películas inesquecíveis: O BEBÊ DE ROSEMARY e CHINATOWN – conseguiu fluência e um diálogo claro com o público.

O PIANISTA mostrou ao mundo o talento de ADRIEN BRODY (que mais tarde faria KING KONG), e pode ser considerado o trabalho mais pessoal do diretor – já que esteve preso num campo de concentração nazista e sofreu na pele, todo tipo de humilhação.
A fotografia perfeita, deixa claro o tamanho do perfeccionismo da equipe de produção e a edição cautelosa, dá a entender o conhecimento de causa de POLANSKI.

A história é baseada em Wladyslaw Szpilman, e sua luta para sobreviver ao Holocausto. O espectador vê tudo, com ‘os olhos’ de Szpilman, desde a luta por um pedaço de pão, a moradia e o tratamento humilhante, até a degradação física e os corpos jogados como lixo.
Ao separar-se da família, ele começa a viver em esconderijos e é ajudado por alguns amigos, até o esperadíssimo final (calma... não colocarei spoilers aqui!)

O Oscar de melhor ator, não podia cair em mãos mais certas e, apesar de levemente cansativo em seu segundo ato, O PIANISTA torna-se um drama espetacular e quase imbatível.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: --

quinta-feira, março 16, 2006

A INTERPRETE

www.adorocinema.com.brA possibildade de ver NICOLE KIDMAN (AS HORAS) e SEAN PENN (SOBRE MENINOS E LOBOS) contracenarem juntos, deixaria qualquer fã do cinema com olhos arregalados, por isso, A INTÉRPRETE poderia ser um programão ótimo.
Realmente poderia, pois SIDNEY POLLACK (TOOTSIE) está mais perdido que os próprios atores, numa direção óbvia e lotada de cacoetes.
A única salvação é PENN, que apesar de alguns deslizes, constrói um personagem sucinto e sem uma carga dramática exagerada, já KIDMAN vai para o mesmo caminho de outros "amaldiçoados pelo Oscar", como Hally Berry, Cuba Gooding Jr. e etc, pois parece ter perdido seu talento de outrora num set de filmagens por aí, estando apática em 90 % das seqüências.

Silvia Broome é a tal interprete do título e sem querer acaba ouvindo uma conversa (num idioma pouquíssimo falado) dentro da ONU, sobre um suposto plano para matar um chefe de estado da africano.
Tobin Keller começa a investigá-la como a principal suspeita, mas descobre uma trama de traição e corrupção.

É um forte remédio contra insônia - bocejante e dispensável. Tanto "auê" antes da estréia, para presenciarmos isso? Só não é pior que a novela das oito na Rede Globo.

NOTA: 5,0
ORÇAMENTO: 80 Milhões de Dólares

PROCURA-SE UM AMOR QUE GOSTE DE CACHORROS

www.adorocinema.com.brO cinema atual necessitava de comédias que funcionassem, pois estamos cheios de patacoadas juvenis como TODO MUNDO EM PÂNICO.
Investiu-se então, numa parcela pouco aproveitada até o momento: o humor para adultos (HITCH, O VIRGEM DE 40 ANOS e PENETRAS BONS DE BICO, são claros exemplos deste "novo" filão) e as bilheterias falaram por si só.

PROCURA-SE UM AMOR QUE GOSTE DE CACHORROS também aderiu ao movimento e colocou frente à frente JOHN CUSACK (IDENTIDADE) e DIANE LANE (INFIDELIDADE), que instantaneamente tomam conta da película, deixando-a ainda mais prazerosa.
A falha visível fica por conta dos coadjuvantes, que parecem perdidos e fora de sintonia e do ato inicial, bem morno.

Sarah quer encontrar o homem ideal, o príncipe encantado, desejado por 10 entre 10 mulhere do universo.
Porém antes de conhecer Jake, algumas gafes acontecem (não vale ser citado, para deixá-los melhores) e clichês básicos aparecem - sem comprometer o andamento.

Serve como um programa de fim de semana, tanto para os casais apaixonados, quanto para os cinéfilos divertirem-se sem compromisso.

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: --

segunda-feira, março 13, 2006

ACERTO DOS ACHISMOS

Depois de mais de uma semana do Oscar, irei postar meus acertos, que ao todo foram 14 (belo começo).
Espero que ano que vem ultrapasse esta marca e acerte todos (hehe!! que sonho hein)
Os acertos foram:


CURTA METRAGEM: Six Shooter
CURTA ANIMAÇÃO: The Moon and the Son: an Imagined Conversation
EFEITOS VISUAIS: King Kong
TRILHA SONORA: O Segredo de Bockeback Mountain
MAQUIAGEM: As Crônicas de Nárnia
DOCUMENTÁRIO: A Marcha dos Pingüins
FIGURINO: Memórias de uma Gueixa
DIREÇÃO DE ARTE: Memórias de uma Gueixa
ATRIZ COADJUVANTE: Rachel Weisz (O JARDINEIRO FIEL)
ATRIZ: Reese Whiterspoon (JONNHY E JUNE)
ATOR COADJUVANTE: George Clooney (SYRIANA)
ATOR: Philip Seymour Hoffman (CAPOTE)
ROTEIRO ADAPTADO: O Segredo de Brockeback Mountain
DIRETOR: Ang Lee (O SEGREDO DE BROCKEBACK MOUNTAIN)

Agradeço a torcida do meu mano Danilo falou que eu iria acertar 15 (realmente quase!). Obrigado a todos pelo respeito e pelas postagens no blog. Até ano que vem com mais Achismos.

O EDITOR

DOOM - A PORTA DO INFERNO

www.adorocinema.com.brPara quem não sabe, DOOM revolucionou os jogos de ação com a câmera em primeira pessoa (Counter Strike é "parente" próximo dele), marcou a adolescência de muitos marmanjos e de certa forma, a minha também.
A premissa básica de um ambiente lotado de portas, labirintos e criaturas abissais para você vasculhar e mandar bala ainda faz sucesso e por isso, A PORTA DO INFERNO pulou nos cinemas.

Provavelmente por causa do orçamento baixo, usa-se pouca iluminação, escondendo os monstros nessa escuridão que não tem metade do impacto necessário.
DWAYNE "THE ROCK" JOHNSON (BEM VINDO À SELVA) entrega um personagem sem grandes motivações, numa péssima interpretação e KARL URBAN (O SENHOS DOS ANÉIS - AS DUAS TORRES), parte pelo mesmo caminho.

No roteiro monstruoso (trocadilho horrível, eu concordo!), cientistas descobrem um portal onde pode-se ir ao planeta Marte. Montam então um laboratório por lá, mas como a cartilha hollywoodiana manda, algo de errado tem que acontecer e as mortes borbulham na tela.
JOHNSON, URBAN e companhia vão verificar qual problema e a ação, propriamente dita inicia-se.

A violência estilizada, deixa DOOM - A PORTA PARA O INFERNO num meio termo. O único ponto realmente digno de nota, são os 5 minutos de filmagem em 1ª pessoa, de resto é um Resident Evil sem 90 % da badalação do exemplo citado acima.

NOTA: 4,5
ORÇAMENTO: 70 Milhões de Dólares

MATADORES DE VELHINHAS

adorocinema.com.brMATADORES DE VELHINHAS é o típico produto desnecessário, feito para tentarem arrecadar uma boa grana, em cima do midas chamado TOM HANKS (O RESGATE DO SOLDADO RYAN).
Mas o bacana aqui, é perceber que os talentosos diretores ETAN e JOEL COHEN, nos trazem algo simpático, sem ofender a ‘inteligência alheia’.

MARLON WAYANS (TODO MUNDO EM PÂNICO), participa do elenco de apoio, com suas caras e bocas ridículas, mas o contraponto perfeito deste péssimo ‘ator’ é IRMA P. HALL (COLATERAL), atriz com excelente tempo cômico, que faz da personagem, muito mais que uma ‘senhora indefesa’.

O professor G. H. Dorr e seu bando, alugam o porão de Marva Munson – com a desculpa de que são um grupo de música evangélica, e estão procurando um local para ensaiar. O buraco é, obviamente mais embaixo, e os salafrários querem cavar um túnel que sai da casa da senhora e chega até um banco.

No fim, o humor negro toma conta do roteiro e apesar das seqüências manjadas, vale sempre a experiência de ver os irmãos dirigindo algo. Inofensivo e simpático!

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: --

segunda-feira, março 06, 2006

NOTA DO EDITOR


Ontem a maior festa do mundo do cinema ocorreu. Com todo seu glamour a premiação teve de tudo, emoção forte no momento em que homenagearam os falecidos em 2005 (tanto atores, atrizes, como diretores, sonoplastas etc.), um belo "tropeção" de JENNIFER GARNER (depois ela se recompos e apresentou com estilo mais uma categoria), o caloroso e espirituoso JON STEWART, fantástico comediante americano, apresentando com humor brilhante a noite "Oscariana".

Porém, como simples mortais tivemos a paciência "mortal" para esperar Mr. Pedro Bial determinar o paredão, e com isso começar a exibir o Oscar depois de meia-hora. Não preciso falar mais nada sobre minha constante irritação com a Rede Globo.
Outra coisa negativa (não do Oscar, mas da emissora) foram os comentários sonolentos (pelo 2° ano consecutivo) e indispostos de José Wilker (infelizmente não tenho TNT para ver Edward Filho).

Saindo da Globo e voltando para as premiações, era inimaginável ver CRASH como Melhor Filme, porém foi o que aconteceu, mas ANG LEE foi (com justiça) o Melhor Diretor.
Agora é esperar o ano que vem e mostrar o quanto acertei nos meus "achismos".

O EDITOR

DOZE HOMENS E OUTRO SEGREDO

www.adorocinema.com.brONZE HOMENS E UM SEGREDO foi divertido, leve e digno da alcunha de um dos blockbusters mais inteligentes do verão norte-americano.
Quando fiquei sabendo da seqüência, esperei com ansiedade sua estréia. Nomes consagrados da indústria cinematográfica voltariam a se reencontrar, agora com a adição da estonteante CATHERINE ZETA JONES (ARMADILHA).

Mas como alegria dura pouco, DOZE HOMENS E OUTRO SEGREDO me decepcionou por ser raso e cansativo. Em vários momentos o roteirista GEORGE NOLFI não encontra o tom certo do humor (ponto chave do episódio anterior) que chega ao final a duras penas.

STEVEN SODERBERGH (TRAFFIC) parece esquecer os coadjuvantes em certa altura do longa e quando percebe isso, já é tarde (nem CLOONEY segura a história tão enfadonha e boboca).
A seqüência do roubo mantém-se interessante e salva o longa da mediocridade completa.

Sair de Las Vegas e colocar os ladrões de bom coração em Roma foi uma escolha preciptada, já que o charme do anterior era, de certa forma por causa dela.
Até as cópias como UMA SAÍDA DE MESTRE são mais dignas de nota. Infelizmente DOZE HOMENS E OUTRO SEGREDO é decepcionante.

NOTA: 4,5
ORÇAMENTO: 110 Milhões de Dólares

ONZE HOMENS E UM SEGREDO

www.adorocinema.com.brAmizade é algo interessante, por causa dela tivemos o privilégio de preseciar o timaço que encabeça o elenco deste entretenimento (no mais puro sentido da palavra).
ONZE HOMENS E UM SEGREDO é a refilmagem da produção de mesmo nome lançada em 1960, estrelando Humphrey Bogard, Frank Sinatra, Dean Martin, Sammy Davies e Peter Lawford.

GEORGE CLOONEY (CONDUTA DE RISCO), BRAD PITT (SR. E SRA. SMITH), JULIA ROBERTS (UMA LINDA MULHER), MATT DAMON (O RESGATE DO SOLDADO RYAN), ANDY GARCIA (O PODEROSO CHEFÃO 3), DON CHEADLE (HOTEL HUANDA), BERNIE MAC (A FAMÍLIA DA NOIVA) e CASEY AFFLECK (MEDO DA VERDADE) distribuem charme, leveza e certo ar de naturalidade, nesta reunião dos "bam-bam-bans" de Hollywood.

Após sair da prisão, Danny Ocean resolve planejar um assalto extremamente audacioso e mirabolante a um cassino pertencente a Terrence Benedict.
A procura pelo "time perfeito" começa quando o velho amigo Dusty Ryan aceita tal proposta e logo mais, nove membros são selecionados.

O personagem construído por CLOONEY ganha afeição do público rapidamente, e seus diálogos com PITT tiram gargalhadas fáceis.
Assista sem medo! Um blockbuster inteligente, homenageando com louvor o original e tendo STEVEN SODERBERGH (TRAFFIC) como comandante desta seleção.

NOTA: 8,5
ORÇAMENTO: 110 Milhões de Dólares

domingo, março 05, 2006

A LISTA DE SCHINDLER

www.adorocinema.comA 2ª Guerra Mundial já foi cenário de muitas obras primas do cinema e normalmente os americanos se vêem como os “mocinhos” que sofrem, gritam, choram e rezam todas as noites, deixando a penosa missão de vilões para os alemães.
Porém, STEVEN SPIELBERG (O RESGATE DO SOLDADO RYAN), não só desvencilhou-se deste cacoete irritante, como também mostrou ao mundo que havia amadurecido.

A esplêndida fotografia de JANUSZ KAMINSKI, dá uma coesão tão sincera ao roteiro que a sensação de estarmos participando ativamente do longa é impressionante.
Apesar da violência, por vezes chocante, SPIELBERG foca sua câmera quase documental no drama pessoal de Oskar Schindler, nazista e dono de uma fábrica que ajuda judeus a livrarem-se da morte certa.

LIAM NEESON (BATMAN BEGINS) demonstra toda experiência e genialidade, na interpretação da carreira e BEN KINGSLEY (A CASA DE AREIA E NÉVOA) está corretíssimo como sempre. Outros coadjuvantes como: RALPH FIENNES (O JARDINEIRO FIEL), elevam a dramaticidade a níveis inigualáveis.

Vencedor de 7 Oscar, 2 Globos de Ouro e 1 Emmy, A LISTA DE SCHINDLER é um grito pela paz e renova-se a cada vez que revejo.
O DVD Duplo lançado por aqui está caprichadíssimo, com bons extras e documentário sobre o episódio.

NOTA: 10,0
ORÇAMENTO: 25 Milhões de Dólares

sábado, março 04, 2006

A IRMANDADE DA GUERRA

https://ssl173.websiteseguro.comSe a meia hora inicial de O RESGATE DO SOLDADO RYAN foi um marco para o cinema moderno, com visão documental e aterradora do mestre Spielberg, em A IRMANDADE DA GUERRA encontramos certa inspiração no uso da câmera e na tensão imposta por JE-GYU KANG (diretor), que molda a trama com perspicácia impecável, deixando as irritantes "patriotadas" de lado.

A dose cavalar de seqüências dramáticas ajuda os espectadores a simpatizar-se com os protagonistas (mesmo que às vezes o exagero nas atuações fique evidentes).
As fotografias são bem utilizadas, usando métodos bastante diferentes das vistas em Hollywood, assim como os planos, focado sempre nas expressões dos atores.

A guerra entre Coréia do Sul e Coréia do Norte atinge a vida de dois irmãos, que acabam indo lutar nos campos de batalha, mesmo contra a própria vontade. Porém uma reviravolta surpreendente acontecerá e mudará o rumo dessa relação familiar.

Apesar de apresentar vários coadjuvantes, o diretor apoia-se completamente na trama central e o faz com tremendo louvor, deixando DONG-KUN JANG e BIN WON passearam frente às câmeras. Vemos as guerras particulares de cada ser humano, elevada à décima potencial... obra imperdível.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: --

domingo, fevereiro 26, 2006

VISÕES 2

www.blockbusteronline.com.br
Obviamente não esperava grandes surpresas numa continuação de um produto indiscutivelmente ruim, que passeava descaradamente por todos os clichês dos suspenses atuais, sem incorporar um segundo sequer de novidades.
Mesmo assim, fui suficientemente corajoso e encarei os noventa - intermináveis - minutos de algo sem nexo, encabeçado por efeitos especiais medíocres e um roteiro tentando mesclar sustos fáceis e humor pastelão.

Protagonistas e coadjuvantes "estupram" as poucas tentativas de seqüências interessantes, jogando um balde de água fria num programa que, desde o início estava visivelmente perdido.
OS IRMÃOS PANG, fazem O GRITO parecer obra prima e Sarah Michelle Gellar ter uma atuação densa e profunda.

No desfecho, vergonhosas batalhas são travadas no mundo dos mortos, com direito a "poderes" ao estilo Dragon Ball e, para finalizar esta bomba com chave de ouro algumas "flatulências mortais". Passe longe disso... e depois não diga que foi falta de aviso!

NOTA: 0,5
ORÇAMENTO: --

sábado, fevereiro 25, 2006

A ERA DO GELO

www.adorocinema.com.br
Bichinhos fofinhos, ok.
Roteiro mesclando comédia e pitadas de drama, ok.
Personagem coadjuvante meio "bobão", ok.
Computação gráfica bem tratada, ok.

Todos os quesitos de uma animação suficientemente interessantes estão aqui em A ERA DO GELO, batendo de frente com Shrek, Procurando Nemo e qualquer produto para as férias da molecada.
Pontuando o roteiro entre o esquilinho Scratch e os animais da trama principal, CHRIS WEDGE (diretor) impõe um belo ritmo na aventura, calcada pelas personalidades bacanas de cada personagem.

O design levemente cartunesco (principalmente em relação aos humanos), incorpora ainda mais a ligação entre os espectadores e a película como um todo, o tempo de duração cai como uma luva - quando menos percebemos os créditos finais sobem.

Ao contrário dos títulos citados acima, deixa-se de lado aquele humor cínico, mas nem por isso os adultos devem deixá-lo de lado, A ERA DO GELO tem muito carisma e é sempre honesto com o público, nunca achando-se maior do que realmente é.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: --
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