quarta-feira, dezembro 28, 2005

EDITOR CINEMA E PIPOCA

Gostaria de agradecer a todos que postaram comentários e para aqueles que leram minhas críticas.
Estou muito satisfeito com o resultado, e apesar de toda a correria, é sempre prazeroso fazer algo no qual gostamos.
Todos sabem que sou cinéfilo, e em 2006 muitas críticas virão, e terei o prazer de responder a todos os interessados em cinema.

Obrigado mais uma vez, um grande abraço a todos, FELIZ ANO NOVO e que 2006 seja repleto de paz, amor e muito entretenimento cinematográfico.

Nos vemos no ano que vem
O EDITOR

AI - INTELIGENCIA ARTIFICIAL

www.adorocinema.com.brHollywood tem tanta confiança em STEVEN SPIELBERG, que dá sinal verde para a maioria quase absoluta dos seus projetos.
AI - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - drama regado por ficção científica - teve orçamento robusto, apesar de não ser um blockbuster de 'degustação' fácil. Tal película era sonho antigo do conhecido diretor STANLEY KUBRICK (falecido após filmagens de DE OLHOS BEM FECHADOS em 1999).

A grande revelação HALEY JOEL OSMENT (O 6º SENTIDO), drena para si toda força dos diálogos, deixando os coadjuvantes, como simples fantoches de sua gigantesca capacidade interpretativa e JUDE LAW (ESTRADA PARA PERDIÇÃO), traz tom levemente cômico como um "robô de programa".

No terço final, SPIELBERG alonga-se demasiadamente e quase se perde no meio de um punhado de referências discutíveis (na realidade, presta homenagem ao amigo falecido, por isso há erros ou exageros em certas particularidades). Ainda assim, o ponto principal (discutir até onde máquinas poderão substituir-nos) fica intacto.

A fotografia esbranquiçada - lembrando bastante a usada em MINORITY REPORT - A NOVA LEI - é bem utilizada e JOHN WILLIAMS compõe trilha sonora 'no ponto', como de costume.
Difícil será segurar as lágrimas... boa diversão.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: --

SHOW DE TRUMAN - O SHOW DA VIDA

www.adorocinema.com.brIndiscutivelmente caímos nas armadilhas dos (inúteis) reality-shows, mostrando a vida das pessoas comuns, presas numa casa durante vários dias, testando paciência e caráter e todas um objetivo em comum: a "bolada" no final da atração.

SHOW DE TRUMAN - O SHOW DA VIDA, é um soco no estômago não só deste tipo de programa, mas da televisão em geral e seus métodos inescrupulosos para ganharem a audiência do espectador, entregando-se a propagandas imbecis por cada frame e ajudando a alienar a população que influencia-se imensamente por isso.

Rotulado como astro pastelão, após O MENTIROSO, DEBY E LOIDE, ACE VENTURA e etc., JIM CARREY pulveriza qualquer dúvida sobre seu lado dramático, convencendo todo espectador minimamente atento.
Truman Burbank é tão inocente (e as pessoas que "contracenam" com ele, tão desprezíveis), que cria-se uma empatia momentânea.
No outro ponto deste iceberg encontramos ED HARRIS (POLLOCK) - genial -, personificando o produtor nada cético e com manias de grandeza.

PETER WEIR (MESTRE DOS MARES), chega ao ápice da própria filmografia, debatendo temas tão influentes e sem pieguices que dificilmente você sairá com os mesmos pensamentos do início do filme.

NOTA: 10,0
ORÇAMENTO: --

domingo, dezembro 18, 2005

MEDOPONTOCOM

www.adorocinema.com.brSe O CHAMADO é repaginação americana do terror oriental RINGU, MEDOPONTOCOM pode ser considerado a cópia da cópia.

Tudo é tão parecido com o suspense estrelado por Naomi Watts, que sustos são inexistentes e mesmo tendo três vezes mais sangue, ninguém sente-se incomodado por tal "artifício cinematográfico" (usado tão inutilmente).

Está tudo lá, como manda o Manual dos Diretores Caras de Pau:
- Pessoas comuns, jogadas numa 'situação mortal';
- Mulheres (quase) indefesas em perigo;
- Locações escurecidas;
- Qualquer coisa para usar como trilha sonora;
- Desfecho premeditado por qualquer espectador atento.

Roteirizado pelo preço de um modem usado, cabe-nos a ingrata e cansativa tarefa de assisti-lo sem pegar no sono, antes dos primeiros trinta minutos.
Caso reembolsassem o dinheiro pago por toda película idiota passada no cinema, MEDOPONTOCOM jamais existiria.

NOTA: 2,5
ORÇAMENTO: --

sábado, dezembro 10, 2005

DEVORADOR DE PECADOS

www.adorocinema.com.brSe fôssemos comparar esse produto sem pé nem cabeça com um jogo de futebol, HEATH LEDGER (O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN) seria aquele típico jogador sem nenhuma função dentro de campo, completamente perdido e inútil (num trabalho desnecessário ao currículo do falecido ator) e BRIAN HELGELAND (diretor), ficaria à beira do gramado gritando em vão com seu time.

Em noventa minutos, vemos um roteiro que não decide-se entre suspense, drama, comédia involuntária lotada de efeitos (ou seriam defeitos ?!) especiais e diálogos descabíveis.
Salva-se as fotografias (paisagens enquadradas corretamente) e algumas locações interessantes da capital italiana e do Vaticano.

Padre morre misteriosamente, com isso Alex Bernier vai à Roma desvendar o ocorrido.
Conhece então a história sobre os Devoradores de Pecados (imortais que "perdoam" por completo as pessoas antes do falecimento, absorvendo todos esses erros para si).

Se na obra anterior - CORAÇÃO DE CAVALEIRO - a equipe impôs ritmo escapista (com direito a canções do Queen), tiradas espertas , numa típica Sessão da Tarde, DEVORADOR DE PECADOS fica no "0 a 0", irritando a torcida.

NOTA: 4,0
ORÇAMENTO: 35 Milhões de Dólares

MENINA DE OURO

www.adorocinema.com.brPermanecer céptico e relevante, numa indústria onde inovações são quase impossíveis e bons roteiros dramáticos praticamente sumiram, é proeza para uns poucos gênios (RICHARD LINKLARTER, STEPHEN FREARS, CLINT EASTWOOD, por exemplo).
Este último, ao longo da carreira criou ícones do western - heróis durões, com poucos diálogos - mas foi no auge da maturidade que presenteou-nos com obras primas, dignas de serem lembradas por qualquer cinéfilo.

Em MENINA DE OURO, faz HILARY SWANK (P. S. - EU TE AMO) retomar as boas interpretações, misturando inocência, seriedade e força (sem nunca entregar-se aos clichês), privilegia a experiência do magistral MORGAN FREEMAN (SEVEN - OS SETE CRIMES CAPITAIS) e vai para frente das câmeras, viver um treinador desiludido, velho e sem novas perspectivas.

Usando uma fotografia escurecida (como é o dia a dia dos personagens centrais), cobre o roteiro de alegrias e conquistas no primeiro ato, para depois jogar um "balde de água fria" do meio para o final (como se disesse: "nossa existência é completamente insignificante neste mundo").

As seqüências no ringue valem cada segundo e os coadjuvantes irradiam seriedade, numa das películas mais contundentes e tristes dos últimos anos.
Assim como SOBRE MENINOS E LOBOS, os espectadores precisarão recuperar-se do baque - um soco no estômago (com o perdão do trocadilho).
Observação: venceu os Oscares nas categoriasFilme, Diretor, Atriz e Ator Coadjuvante.

NOTA: 10,0
ORÇAMENTO: 30 Milhões de Dólares

quinta-feira, dezembro 08, 2005

O GRITO

www.adorocinema.com.brJá leu aquela conhecida frase: "Nada se cria, tudo se copia", pois bem, algum produtor de Hollywood deve tê-la pronunciado pela primeira vez, já que 90 % dos filmes atuais não passam de picaretagem e estas refilmagens dos sucessos orientais também o são.
Bastou O CHAMADO "fazer dinheiro" e pronto... estúdios correram atrás dos direitos de qualquer roteiro que trouxesse garotinhas cabeludas, assombrando pessoas indefesas.

Quem em sã consciência convidaria SARAH MICHELLE GELLAR (seriado BUFFY - A CAÇADORA DE VAMPIROS), para protagonizar uma película do gênero?

GELLAR é insossa, tirando risos da platéia ao invés de causar medo. Mas também absolutamente nada dá certo neste O GRITO (que deveria chamar-se "O Grunhido"), desde a direção inexistente de TAKASHI SHIMIZU (responsável pelo original), incapaz de criar ângulos minimamente tensos, trilha sonora risível e coadjuvantes medíocres.

Do outro lado do televisor, o espectador boceja, torcendo para presenciar o desfecho rapidamente. É quando cai no sono, acordando apenas quando créditos finais sobem, ele esforça-se para lembrar qual filme assistia, mas esqueceu completamente... até O GRITO 2 estrear.

NOTA: 4,0
ORÇAMENTO: --

ALEXANDRE

www.adorocinema.com.brCinema é como política, existem os candidatos que prometem 'mundos e fundos', que fazem tudo antes das eleições, porém esquecem-se dessas dívidas ao serem eleitos.
A indústria hollywoodiana assemelha-se nisso. Produções supostamente poderosas (escoradas num marketing ferrenho, antecipadamente à estréia), esperançosas por bilheterias estratosféricas, chegam aos multiplex e caem diante da fria recepção de público e crítica, foi o que aconteceu com ALEXANDRE.

OLIVER STONE (AS TORRES GÊMEAS), orçou seu novo trabalho em 150 milhões de dólares, contratou elenco estelar, filmando obra sonolenta e vagarosa.

O martírio começa com COLIN FARRELL (MIAMI VICE), terrivelmente caracterizado, com a cabeleira loira, ANTHONY HOPKINS (UM CRIME DE MESTRE), como narrador da história, está contido nas pequenas aparições, ANGELINA JOLIE (O PROCURADO), perde até a sensualidade habitual. Mas VAL KILMER (FOGO CONTRA FOGO), surpreende, fazendo seu coadjuvante ser mais interessante que o personagem título.

Após uma contundente aula cinematográfica de Ridley Scott em GLADIADOR, é irritante notar as fracas cenas de luta, os diálogos mornos e a tentativa (em vão!) de criar seqüências polêmicas (lê-se homossexuais).
Dica: espere passar na Tela Quente!

NOTA: 3,5
ORÇAMENTO: 150 Milhões de Dólares

domingo, dezembro 04, 2005

EFEITO BORBOLETA

www.adorocinema.com.brEFEITO BORBOLETA poderia transformar-se facilmente num produto sem pé nem cabeça, onde diretores e produtores misturam tantos gêneros picotados em um único filme, que tornaria impossível a perfeita compreensão dos fatos.
Porém ERIC BRESS e J. MACKYE GRUBER (diretores e roteiristas) moldam uma trama tão feroz, onde cada ato do protagonista (interpretado por ASHTON KUTCHER, saindo das infelizes comédias românticas) sentimentos de culpa, vingança, remorso e amor são fortemente maximizados.

O baixo orçamento é notado, principalmente nas cenas contendo computação gráfica, mas tudo isso é seguramente driblado pela eficácia na narrativa.
Os 100 minutos do longa ganham reviravoltas interessantes, calcado numa trilha sonora bacana, mas sem grandes novidades.

Evan tem o dom de retornar ao passado para tentar concertar algumas burradas do passado, toda vez que lê seu diário. Mas a cada "viagem", algumas feridas fecham-se e outras sempre acabam abrindo-se, quase como ciclo vicioso.

AMY SMART (TÁ TODO MUNDO LOUCO) está levemente deslocada e algumas seqüências poderiam ser cortadas, porém como esparava pouquíssimas coisas boas desta produção, fiquei contente por EFEITO BORBOLETA não ser apenas outro caça-níquel de quinta categoria.

NOTA: 7,5
ORÇAMENTO: 13 Milhões de Dólares

JOGOS MORTAIS 2

www.adorocinema.com.brDiante das continuações medíocres como PÂNICO 2, EU AINDA SEI O QUE VOCÊS FIZERAM NO VERÃO PASSADO, A BRUXA DE BLAIR 2 - O LIVRO DAS TREVAS, JOGOS MORTAIS 2 pode ser considerado uma obra muito acima da média, pois DARREN LYNN BOUSMAN mantém o nível claustrofóbico usado por James Wan no primeiro episódio.

O orçamento foi maior, por isso o tratamento em relação às famosas armadilhas do serial killer tornaram-se incrivelmente reais (a piscina de agulhas ou a máscara com pregos são exemplos), a fotografia continua num tom esverdeado e "sujo", o ambiente contendo pouca iluminação e todas as barbáries deste sub-gênero estão lá.
O roteiro ainda esconde diversas reviravoltas bem boladas e o desfecho é indiscutivelmente arrebatador.

Agora oito pessoas, trancadas numa casa são as novas vítimas de JigSaw (que é encontrado pela polícia) e tentarão provar que têm direito de continuarem vivas.
Acabamos entendendo as motivações do protagonista para executar tais atitudes e TOBIN BELL segura firme todos os momentos em frente às câmeras.

Falta a dramaticidade do primeiro, porém as famosas cenas sangrentas, conseguem dez vezes mais impacto. Que venha JOGOS MORTAIS 3.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: 4 Milhões de Dólares

SIN CITY - A CIDADE DO PECADO

www.adorocinema.com.brHouveram épocas em que quadrinhos e cinema não entendiam-se por completo. Víamos bizarrices como SPAWN - O SOLDADO DO INFERNO, BATMAN E ROBIN, O JUIZ, O FANTASMA (praticamente comédias involuntárias), mas após alguns tropeços, vieram HOMEM ARANHA, BATMAN BEGINS, CONSTANTINE, X-MEN, provando que a paciência seria a melhor das virtudes.

Por isso, SIN CITY - A CIDADE DO PECADO não poderia chegar num momento tão oportuno, pois os diretores (QUENTIN TARANTINO, ROBERT RODRIGUEZ e FRANK MILLER) usam e abusam dos recursos digitais, deixando assim, película e HQ complemento uma da outra.
RODRIGUEZ aliás, copiou diálogos ao pé da letra, teceu fotografia preto e branco minuciosamente e contou com astros entregues acertadamente aos personagens.

Há BRUCE WILLIS (DURO DE MATAR), como típico policial dos antigos noir, BENICIO DEL TORO (21 GRAMAS), provando novamente competência, JESSICA ALBA (QUARTETO FANTÁSTICO) como musa da película, ELIJAH WOOD (O SENHOR DOS ANÉIS) quase irreconhecível, por trás da maquiagem pesada, JOSH HARNETT (XEQUE-MATE), sempre canastrão, CLIVE OWEN driblando as escolhas erradas, como REI ARTHUR, MICHEY ROURKE (O IMPLACÁVEL) e outras beldades: BRITANNY MURPHY (RECÉM CASADOS), DEVON AOKI (+ VELOZES + FURIOSOS) e ROSARIO DOWNSON (SANTOS E DEMÔNIOS).

Definitivamente, essas mídias fizeram as pazes e atualmente são "grandes amigas"... bom pra gente.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: 45,5 Milhões de Dólares

COLATERAL

www.adorocinema.com.brSenhor de filmes respeitáveis como O INFORMANTE, MICHAL MANN colocou as mãos numa obra complexa, porém moldou-a num tom onde dinamismo e seriedade competem entre si.
Quem estava enjoado de ver TOM CRUISE (O ÚLTIMO SAMURAI), interpretando "bons-moços" caricatos, entendiantes e "hollywoodianos" demais, se surpreenderá, não só pelo o cabelo e as barbas grisalhas, mas também em relação ao poder frente às câmeras, como vilão.

JAMIE FOXX (RAY), começa tímido, sobretudo no decorrer deste COLATERAL captura a essência imposta por MANN, transformando o taxista Max, num herói de primeira (a seqüência dele, recuperando a "lista" das vítimas, gela a espinha).

A fotografia noturna aumenta qualquer faísca de tensão, portanto, é correto dizer que a pragmática cidade de Los Angeles vira outro personagem.
Diálogos precisos e tremendamente naturais, como quando FOXX pergunta: "Você o matou?", e CRUISE retruca friamente: "Não. Eu atirei nele. As balas e a queda o mataram", estão lá intensificando a maturidade ímpar do diretor.

Porém, nada estaria completo, se o clímax fosse falho. Então ganhamos uma bela reviravolta, com o táxi em alta velocidade, ao som de Shadow of the Sun (Audioslave), para fechar uma das melhores películas do ano.

NOTA: 9,0
ORÇAMENTO: 60 Milhões de Dólares

COM AS PRÓPRIAS MÃOS

www.adorocinema.com.brNos anos 80, brucutus como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Chuck Norris, Dolph Ludgren, Steven Seagal, dentre outros reinavam absolutos, tendo sempre como pano de fundo de seus filmes "guerras particulares mal resolvidas".
Como já era esperado, a nova geração necessitava de heróis que resolvessem tudo no sopapo, sem muita conversa. Portanto Jason Statham (CARGA EXPLOSIVA), Vin Diesel (TRIPLO X) e DYWANE "THE ROCK" JOHNSON, surgiram nas telonas.

Este último segura "no lombo" COM AS PRÓPRIAS MÃOS, filme com pequenas doses de drama e participação de JOHNNY KNOXILLE (JACKASS), tão deslocado quanto Sean Willian Scott em BEM VINDO À SELVA.

O fortão Chris Vaughn volta à cidade natal, após servir o exército por longos anos, mas encontra apenas vestígios daquela pacata vila.
Um cassino foi aberto e nele dinheiro é lavado, drogas contrabandeadas e garotas usadas como diversão. Então, Vaugh torna-se xerife para liquidar tais bandidos.

As cenas de ação convencem (o quebra pau na casa de jogos é ótimo) e o ator têm empatia instantânea com o público. É testosterona para todo lado, num bom exemplo de entretenimento pipoca e refrigerante.

NOTA: 7,0
ORÇAMENTO: 56 Milhões de Dólares

O PAGAMENTO

www.adorocinema.com.brAs obras do mestre Stephen King, oscilam tremendamente quando repassadas ao cinema, vide o fantástico À ESPERA DE UM MILAGRE e o fraquinho 1408. Das páginas de outro gênio, PHILIP K. DICK, também saíram inúmeras produções bacanas: BLADE RUNNER - O CAÇADOR DE ANDRÓIDES, HOMEM DUPLO, MINORITY REPORT - A NOVA LEI, para citar alguns.

Infelizmente, neste O PAGAMENTO, JOHN WOO esqueceu os conceitos interessantes do escritor, focando sua direção nas fracas seqüências de tiros e explosões (desde MISSÃO IMPOSSÍVEL 2, ele perdeu completamente o impacto visual de outrora).

BEN AFFLECK (A SOMA DE TODOS OS MEDOS), sacrifica-se, num personagem sofrível, UMA THURMAN (KILL BILL), deslocada, como "dama em perigo" da vez (aliás, a química entre eles, precisaria urgentemente de melhoras) e AARON ECKHART (OBRIGADO POR FUMAR) cem por cento apático.

Parte da culpa pelo fiasco está no roteiro, entregue às "idéias" dos executivos e produtores (vê-se um emaranhado de situações absurdas, trilha sonora pobre e coadjuvantes bobocas).
WOO fica devendo e DICK revira-se no caixão, com tamanha bobagem.

NOTA: 3,0
ORÇAMENTO: 60 Milhões de Dólares

sábado, dezembro 03, 2005

KILL BILL VOL. 1 E 2

www.adorocinema.com.brOk, QUENTIN TARANTINO têm grandes idéias, projetos inovadores e ousados, desmestificou padrões e salvou a Miramax da falência com PULP FICTION.
Nesta nova empreitada, ele quis homenagear as produções de artes marciais do Oriente, filmando pesadamente várias cenas e entregando aos espectadores algo violento e sanguinário, "decorado" com referências pop e humor negro, típicos do diretor.

No primeira (e melhor) episódio, UMA THURMAN (O PAGAMENTO), passa desenvoltura como noiva em busca de vingança. O roteiro - dividido em capítulos - é um deleite e a luta contra LUCY LIU (AS PANTERAS), que mescla seqüências em animê é perfeitamente sincronizada, para satisfazer tanto os fãs, quanto o próprio TARANTINO.

Mas é no segundo volume que o diretor tenta, em vão, representar nuances reais dos clássicos japoneses, porém Hollywood não tem os cacoetes nipônicos e de quebra, a violência estilizada e os diálogos, tornam-se demasiadamente tendenciosos.

No desfecho seco e rápido, contra seu marido (interpretado por DAVID CARRADINE), THURMAN minimiza toda expectativa criada para o confronto final.
Apesar do relativo sucesso, KILL BILL 2 (que antes do lançamento era esperado como novo PULP FICTION), é apenas outra obra superestimada do ex-gênio por trás de CÃES DE ALUGUEL.

NOTA: Vol. 1 (8,0) / Vol. 2 (5,0)
ORÇAMENTO: 55 Milhões de Dólares (VOL. 1) / 30 Milhões de Dólares (VOL. 2)

POR UM FIO

www.adorocinema.com.brNum universo tão individualista como nosso, nada melhor que presenciarmos POR UM FIO, do experiente diretor JOEL SCHUMACHER (TIGERLAND). Irradiando destreza nos oitenta minutos do longa, compete a ele dar timing correto a algo que poderia facilmente cair num buraco enorme de clichês e besteiras sem nenhuma finalidade.

Dispensando apresentações iniciais, o roteiro vai direto ao ponto, colocando o protagonista dentro de cabine telefônica, na mira de um atirador. Em cada ato, desperta atenção dos comerciantes e pedestres ao redor, misturando desespero, medo e tensão.
Há diálogos espertos, lotados de situações inteligentes, contando com planos interessantes e entregando-nos um suspense sem grandes pretensões, mas divertido.

COLIN FARRELL (MIAMI VICE), segura a película praticamente sozinho, tendo ajuda dos experientes FOREST WHITAKER (O QUARTO DO PÂNICO), KATIE HOLMES (BATMAN BEGINS) e finalmente KIEFER SUTHERLAND (do seriado 24 HORAS), numa participação rápida.

Quando pensávamos que tal gênero estava fadado ao fracasso absurdo das produções adolescentes, SCHUMACHER "bota mão na massa", agradando tanto público quanto crítica.

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: 10 Milhões de Dólares

quinta-feira, dezembro 01, 2005

OS INCRIVEIS

www.adorocinema.com.brHá algum tempo atrás, ninguém imaginaria animações recheadas de humor tão ácido (como SHREK), ou que discutissem as relações familiares, pois eram produtos totalmente infantis, onde protagonistas iam de encontro aos clichês do gênero.
Coube a dois estúdios, desmestificar tais "impertinências": PIXAR e DREAMWORKS.
Nessa onda, surgiu OS INCRÍVEIS (encontramos nele várias referências de HQs, como: Quarteto Fantástico ou Watchman), do genial BRAD BIRD (O GIGANTE DE FERRO).

Modelado num estilo "cartunesco", os personagens ganham características bem verdadeiras desde os minutos iniciais - tirando as óbvias proporções - e o roteiro, envolto num humor agradável (tanto para os adultos quanto para as crianças), que são fundamentais para cravar a nova película como obra prima.

Homem é salvo pelo maior herói da Terra contra sua vontade, vai aos tribunais e vence, obrigando governo a indenizá-lo. Por isso uma centena de outros processos são abertos e todos os super-poderosos ficam fora da ativa, até o Sr. Incrível receber uma missão secreta.
Desconfiada, Mulher Elástico vai atras do maridão e os filhos (Flecha e Violeta) viajam escondidos. Está formado novo time contra o mal.

O DVD Duplo, contém extras imperdíveis com o curta-metragem de Zequinha, storyboards e outra infinidade de opções.
Coadjuvantes como Edna ou Gelado, deixam o programa ainda mais divertido... assistam!

NOTA: 10,0
ORÇAMENTO: 92 Milhões de Dólares
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