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sábado, março 17, 2012

A HORA DO ESPANTO



Outra refilmagem que usa como desculpa ‘trazer’ para a nova geração um filme dos anos 80, mas ao contrário da maioria consegue ser razoavelmente interessante, mesmo que o diretor CRAIG GILLISPIE (A GAROTA IDEAL) se perca no terceiro ato e quase coloca tudo a perder, com as maquiagens fracas e pouco inspiradas.

Antes de qualquer outro ator em cena, temos que falar da naturalidade e do grau de diversão de COLIN FARRELL (QUERO MATAR MEU CHEFE) em frente às câmeras, interpretando o vampiro Jerry.
Além disso ANTON YELCHIN (STAR TREK) faz bem às vezes do nerd que é ridicularizado na escola e se vê numa situação completamente improvável.

A produção acerta em colocar uma roupagem atual, mas com um pezinho no passado (a escola e seus alunos, por exemplo, tem muita cara de ‘anos 80’) e ao diminuir a localização para uma pequena cidade tende a deixar a ação mais ágil.
Não podemos esquecer da mãe que é seduzida pelo galã e a namorada do protagonista, que tem a função correr e dar alguns gritos.

Charley Brewster vive com a mãe num bairro tranquilo dos Estados Unidos, mas a vida deles começa ficar diferente, quando um estranho vizinho se muda para lá.
Ed, o melhor amigo de Charley crê que o homem é um vampiro, mas ninguém acredita, porém depois de vários desaparecimentos estranhos, Charley passará a acreditar no amigo e a lutar por sua sobrevivência e de sua família.

O tom trash, com uma boa quantidade de sangue agrada e deixa o espectador ansioso com todo o potencial que o filme parece ter, o problema é que A HORA DO ESPANTO vai perdendo força no decorrer dos minutos.
Por fim, os créditos sobem, a computação gráfica deixa um pouco a desejar e você acabará esquecendo do filme em pouco tempo. Divertido, mas de certa forma bem ordinário.

Título Original: Fright Night
Ano Lançamento: 2011 (Estados Unidos/Índia)
Dir: Craig Gillespie
Elenco: Anton Yelchin, Colin Farrell, Toni Collette, David Tennant, Imogen Poots, Christopher Mintz-Plasse, Dave Franco

ORÇAMENTO: 17 Milhões de Dólares

terça-feira, março 13, 2012

BILLI PIG



Ó cinema nacional... por que fazes isto comigo?
Gostaria honestamente de saber quem é o cidadão que lê um roteiro tão sem cabimento como o de BILLI BIG e ainda investe dinheiro nisso! O filme é uma comédia que não faz rir e pior, testa a capacidade de paciência do espectador.

São tantos os erros que fica até difícil saber por onde começar, talvez dizer que SELTON MELLO (O PALHAÇO) não precisava passar por este tipo de vergonha alheia? Ou quem sabe pedir para GRAZI MASSAFERA treinar um pouco mais seu timming cômico antes de testá-lo frente às câmeras? Ou ainda pedir pelo amor dos deuses do cinema, que coloquem um pouco de juízo na cabeça dos produtores e parem de achar que o humor da Rede Globo serve de parâmetro para algo.

JOSÉ EDUARDO BELMONTE (SE NADA MAIS DER CERTO), pode ser comparado a um principiante na arte de roteirizar e dirigir, sem contar que a maior parte das seqüências beiram o absurdo.
Os pontos positivos são, o pouco uso de palavrões e a presença divertida de MILTON GONÇALVES (CARANDIRU).

Wanderley é um corretor de seguros falido que tenta ajudar sua esposa Marivalda a se tornar atriz. Ela por sua vez, conversa com um cofre em forma de porco.
Num outro lugar da cidade, a filha de um perigoso traficante é alvejada com um tiro e fica em coma. Vendo a oportunidade, Wanderley monta um plano para tirar dinheiro do tal traficante, mas para isso acontecer, terá que contar com um milagre divino.

A coisa é tão constrangedora e horrorosa que perto dela, CILADA.COM pode ser considerado uma obra prima nacional, assim como ASSALTO AO BANCO CENTRAL.
Termos como ridículo, vergonhoso e esdrúxulo são pouco impactantes para expressar o quão ruim é BILLI PIG.

Título Original: Billi Pig
Ano Lançamento: 2012 (Brasil)
Dir: José Eduardo Belmonte
Elenco: Selton Mello, Grazi Massafera, Milton Gonçalves, Otávio Muller, Milhem Cortaz, Preta Gil, Cássia Kiss

ORÇAMENTO: 6 Milhões de Reais

sábado, março 10, 2012

A PELE QUE HABITO



Nunca fui um assíduo espectador de PEDRO ALMODÓVAR, não porque seus filmes me desagradassem, mas porque a quantidade de lançamentos para se assistir é imensa e temos que fazer certas escolhas, deixando passar certas pérolas irretocáveis como VOLVER, por exemplo.

No caso de A PELE QUE HABITO, fiz todo o possível para acompanhar essa nova empreitada do diretor, num gênero onde ele nunca havia trabalhado.
De fato, é o Frankstein do diretor, com todas as discussões filosóficas sobre vida, ressurgimento e todo o caos que se passa na cabeça da vítima e do cientista – no caso cirurgião.

ALMODÓVAR continua brincando com as cores, sempre vivas e marcantes em toda sua carreira, e além disso, tira uma interpretação maravilhosa de ANTONIO BANDERAS (A MÁSCARA DO ZORRO) e da linda ELENA ANAYA (LÚCIA E O SEXO), que tem uma presença hipnótica frente às câmeras.

O diretor e roteirista, brinca com o espectador, fazendo-nos ir e vir no tempo, trabalhando milimétricamente cada detalhe, para chegar ao inesperado e atordoante desfecho com uma veracidade ímpar, como se estivéssemos cegos a todo o tempo e alguém abrisse nossos olhos para a cruel realidade.

Robert é um cirurgião plástico que vive com sua filha Norma, que tem problemas psicológicos desde que viu a mãe se suicidar. Ao tentar se readaptar à sociedade, pai e filha vão a um casamento e lá Norma conhece Vicente, que a leva para longe e a estupra.
A garota passa a acreditar que seu pai a violentou e com essa sede de vingança Robert traçará um plano para Vicente.

Falar alguma coisa a mais, seria estragar toda a sutileza de diálogos e de ações. Simplesmente um dos melhores filmes lançados nos cinemas em 2011 e sorte minha não ter deixado passar batido desta vez. Mas o fato é que, no cinema ou em casa, vale a pena ver, rever e discutir A PELE QUE HABITO.

Título Original: La piel que habito
Ano Lançamento: 2011 (Espanha)
Dir: Pedro Almodóvar
Elenco: Antonio Banderas, Elena Anaya, Blanca Suárez, Marisa Paredes, Jan Cornet, Fernando Cayo, Eduard Fernández, Isabel Blanco


ORÇAMENTO: 13 Milhões de Euros

terça-feira, março 06, 2012

MOQUEIRO FANTASMA – O ESPÍRITO DA VINGANÇA



Mesmo sendo um personagem com menor expressão entre o público em geral e não ter tanto espaço na Marvel, o MOTOQUEIRO FANTASMA merecia uma carreira e um tratamento muito melhor no cinema.

Quando fiquei sabendo que MARK NEVELDINE e BRIAN TAYLOR comandariam esta seqüência, minha expectativa subiu um pouco, já que eles são responsáveis por ADRENALINA, um dos filmes de ação mais surtados e divertidos dos últimos tempos, mas nem isso salvou o tal ‘espírito da vingança’ da vergonha alheia.

E não me venham com esse papo de que decidiram fazer desta forma pois queriam algo mais trash, vamos combinar que o projeto ultrapassa esse nível e praticamente insulta o espectador, com diálogos rasos, efeitos especiais de quinta categoria e coadjuvantes perdidos (CHRISTOPHER LAMBERT, o eterno Highlander está no elenco) e sem função.

Johnny Blaze agora está refugiado na Europa e ainda tem dificuldades de controlar a sua maldição. Mas um religioso o encontra e pede ajuda para salvar um garoto de 10 anos e sua mãe, que estão sendo perseguidos por ninguém menos que o Demônio. É hora do Motoqueiro entrar em ação e salvar o dia novamente.

NICOLAS CAGE (CAÇAS ÀS BRUXAS) nem se envergonha mais de suas escolhas, que hoje em dia são tão sem cabimento que nos faz esquecer daquele ator que um dia faturou um Oscar. Vá por sua total conta e risco, MOQUEIRO FANTASMA – O ESPÍRITO DA VINGANÇA é outro que entra na lista das piores coisas que vi no cinema em 2012!

Título Original: Ghost Rider: The Spirit of Vengeance
Ano Lançamento: 2012 (EUA)
Dir: Mark Neveldine e Brian Taylor
Elenco: Nicolas Cage, Idris Elba, Ciarán Hinds, Christopher Lambert, Johnny Whitworth, Violante Placido, Fergus Riordan

ORÇAMENTO: 75 Milhões de Dólares

terça-feira, fevereiro 28, 2012

FILHA DO MAL



Aí está um sub-gênero que está defasado há alguns anos e ninguém percebe. O fato maior é que o orçamento dos mockumentarys sempre são ínfimos e o sucesso, pelo menos nas bilheterias, garantido.

WILLIAM BRENT BELL, que dirigiu STAY ALIVE – JOGO MORTAL, traz a brasileira FERNANDA ANDRADE para ser a protagonista de um terror que não bota medo e que usa todos os clichês – vistos a exaustão desde O EXORCISTA –, muito sangue e, como não poderia deixar de ser, a tal da câmera trêmula.

Imagens como garotas se retorcendo, berrando, falando um monte de blasfêmias para os padres estão lá e a falta de naturalidade tanto da protagonista quanto dos outros coadjuvantes fazem deste um dos piores lançamentos do ano nos cinemas nacionais e ninguém reclamaria se fosse diretamente para o mercado de home-vídeo.

Após assassinar dois padres e uma freira num ritual de exorcismo, Maria Rossi é levada para um manicômio em Roma. Sua filha Isabella, vai tentar entender o que houve e sai em busca de explicações.
Mas o que ela e os padres não esperavam é ficarem frente a frente com um caso de possessões múltiplas.

A fotografia escurecida e as locações bastante fechadas, tentando causar a sensação de claustrofobia são as melhores coisas por aqui, mas mesmo assim deixam a desejar e nem os cortes rápidos na edição convencem .
Total perda de tempo – o que é aquele desfecho horroroso –, mas como disse no início, enquanto fizer dinheiro, o sub-gênero continuará firme e forte... e que venha [REC] 3!

Título Original: The Devil Inside
Ano Lançamento: 2012 (EUA)
Dir: William Brent Bell
Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth, Ionut Grama, Suzan Crowley, Bonnie Morgan, Brian Johnson

ORÇAMENTO: 1 Milhões de Dólares

domingo, fevereiro 26, 2012

CRÍTICAS DOS INDICADOS AO OSCAR 2012

Quer conferir as críticas dos filmes indicados ao Oscar deste ano que o Cinema e Pipoca conferiu? Foram 19 longas.
Então, aqui vão os links para você acessar. Façam suas apostas...!

Os Descendentes (8,0)

A Árvore da Vida (4,0)

Histórias Cruzadas (5,5)

Cavalo de Guerra (7,0) 

O Artista (8,0)


Meia-Noite em Paris (10,0)


O Espião que Sabia Demais (5,0)


Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres (8,0)


A Dama de Ferro (8,0)


Guerreiro (8,0)


Tudo pelo Poder (8,0)


Gato de Botas (7,0)


Um Gato em Paris (6,0)


As Aventuras de Tintim (9,0)


Rio (8,0)


Gigantes de Aço (7,0)


Planeta dos Macacos - A Origem (8,0) 


Transformers: O Lado Oculto da Lua (5,0)


Drive (8,5)

A DAMA DE FERRO




MERYL STREEP não é só a maior atriz de sua geração, como também uma das maiores do cinema mundial de todos os tempos. Esta é a sua 17ª indicação ao Oscar, sendo que já faturou dois prêmios e tem tudo para levar o terceiro para a casa. A disputa com Viola Davis é dura, mas sua personificação em Margareth Tatcher é sublime.

A diretora PHILLIDA LLOYD, que já havia trabalhado com STREEP em MAMMA MIA!, joga toda a responsabilidade em sua protagonista, pois sabe o que esperar dela e isso é um ponto importante, já que é necessário uma maior liberdade para trazer a realidade necessária e fazer a atriz sumir em sua interpretação.

A produção em si tem seus altos e baixos, mas LLOYD foi inteligente em trazer as idas e vindas no tempo, onde as lembranças de uma mulher já idosa e fragilizada corroboram com as questões mais brutais do governo daquela época (as imagens reais inseridas ali passam um verdadeiro desespero ao espectador).

Em um ambiente dominado por homens, Margareth Tatcher teve que lutar por tudo aquilo que realmente acreditava para conseguir seu objetivo e ser nomeada Primeira Ministra do Reino Unido.
Teve seu maior teste quando o país entrou em conflito com a Argentina para recuperar as Ilhas Malvinas.

A maquiagem é um ponto que deve ser comentado, pois a genialidade neste quesito é louvável, sem contar que STREEP tem uma expressão corporal imponente. Talvez se fosse outra atriz no papel principal, A DAMA DE FERRO não teria a mesma força... sorte a nossa que pudemos ver a genialidade de uma verdadeira dama outra vez na telona.

Título Original: The Iron Lady
Ano Lançamento: 2011 (Reino Unido)
Dir: Phyllida Lloyd
Elenco: Meryl Streep, Harry Lloyd, Jim Broadbent, Anthony Head, Richard E. Grant, Roger Allam, Olivia Colman

ORÇAMENTO: 13 Milhões de Dólares

sábado, fevereiro 25, 2012

GUERREIRO




Fico impressionado em notar como filmes que se passam dentro dos ringues ainda têm força para nos emocionar. Foi assim com TOURO INDOMÁVEL, ROCKY, MENINA DE OURO e agora neste GUERREIRO, que ao contrário dos outros títulos citados não trata exclusivamente de boxe, mas sim do MMA.

Assim como ocorreu em FORÇA POLICIAL, o diretor GAVIN O’CONNOR tem uma certa dificuldade em inserir os personagens e seus dramas na história, mas depois que isso acontece, tudo flui perfeitamente e ganha em emoção no segundo e terceiro ato.
E mesmo utilizando de uma violência crua nos ringues, O’CONNOR não esquece de moldar certas nuances como compaixão, perdão e redenção.

Ao notar o quanto aquela família está em frangalhos e o quanto o pai, interpretado magistralmente por NICK NOLTE, tenta uni-la novamente, temos uma quebra imediata do american way of life e toca-se em outro ponto fundamental naquele país, que é o drama dos soldados ao tentarem retornar às suas antigas vidas.

Tommy, um ex-fuzileiro naval retorna a sua cidade natal, Pittsburgh e começa a ser treinado pelo pai para um torneio de MMA. Na mesma cidade, o irmão de Tommy, Brendan é um professor que não consegue sustentar sua família com seu salário e também resolve voltar aos ringues. O caminho dos irmão irá se encontrar em uma competição, que dará um prêmio de 5 milhões de dólares ao vencedor.

Apesar de alguns clichês pelo caminho, os 120 minutos são conduzidos muito bem. O único problema é que o diretor se sente mais à vontade com as filmagens dentro do campeonato do que em espaços mais amplos, fora isso é um filme que merece o reconhecimento e dá a oportunidade de TOM HARDY (BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE) e JOEL EDGERTON (NED KELLY) mostrarem novamente o quanto são bons atores.

Título Original: Warrior
Ano Lançamento: 2011 (EUA)
Dir: Gavin O'Connor
Elenco: Tom Hardy, Jennifer Morrison, Joel Edgerton, Nick Nolte, Bryan Callen, Noah Emmerich, Kevin Dunn

ORÇAMENTO: 30 Milhões de Dólares

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

A ÁRVORE DA VIDA




É verdade que minha tendência ao cinema pop, sempre fala mais alto, porém filmes mais ‘poéticos’ e que filosofam com a vida, têm um espaço garantido em meu coração cinéfilo.

E quando A ÁRVORE DA VIDA, novo projeto do respeitadíssimo diretor TERRENCE MALICK (O NOVO MUNDO) começa, eis que surgem diversas imagens maravilhosas, com uma fotografia sublime, mas que vão se repetindo tanto ao longo dos 140 minutos de projeção, que cansam o espectador.

Há uma discussão sobre perda, dores e questionamentos sobre o porquê de Deus colocar e tirar pessoas importantes das nossas vidas.
MALICK tenta provar também que essas perdas, nos fortalecem como seres humanos, mas a montagem – que coloca, de uma hora para outra dinossauros na tela – parece desconexa.

Três irmãos de uma família são criados com uma rigidez tremenda pelo pai. O mais velho dos filhos, sempre teve atritos com o patriarca, principalmente por que vê nele um pouco de sua própria personalidade explosiva.
Já adulto, Jack sente uma culpa tremenda pela morte de um de seus irmãos.

Muitos dos maneirismos na atuação de BRAD PITT em BASTARDOS INGLÓRIOS, por exemplo, são encontrados aqui - a entonação de voz é a principal delas -, mas nada que atrapalhe, sem contar a boa química com JESSICA CHASTAIN (HISTÓRIAS CRUZADAS), porém A ÁRVORE DA VIDA sofre de um mal, praticamente irreversível, logo após os créditos finais, não há qualquer resquício de ânimo para revê-lo.

Título Original: The Tree of Life
Ano Lançamento: 2011 (EUA)
Dir: Terrence Malick
Elenco: Brad Pitt, Sean Penn, Fiona Shaw, Jessica Chastain, Kari Matchett, Joanna Going, Kimberly Whalen

ORÇAMENTO: 32 Milhões de Dólares

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

O GATO DE BOTAS



Desde o primeiro trailer que vi, não botava fé nesta produção de O GATO DE BOTAS, pois vejam vocês: é um personagem que por mais divertido que fosse, era coadjuvante das histórias de SHREK, a própria franquia do ogro já não era tão divertida quanto antes e o diretor CHRIS MILLER nunca me empolgou.

Mas não é que, após os créditos finais eu me vi com um sorriso no rosto, pois havia assistido a um bom programa de fim de tarde.
É verdade que existem alguns furos no roteiro, mas desde o ponto de partida, consegue-se notar o esforço dos envolvidos para deixar tudo muito leve e dinâmico.

Existe aqui uma mudança, diríamos, razoável – e isso pode incomodar os fãs da saga do ogro – na diminuição das piadas mais adultas, mas o climão mais infantil pouco incomoda e quem ganha um destaque bom é o bizarro personagem Humpty Dumpty, que foi dublado no original por ninguém menos que ZACK GALIFIANAKIS (SE BEBER, NÃO CASE!).

A história se passa antes da saga de Shrek e o Gato de Botas, está atrás dos feijões mágicos. Mas os objetos estão nas mãos de dois perigosos trambiqueiros e é nesse momento que Humpty Alexandre Dumpty e a gata Kitty Pata Mansa aparecem dispostos a ajudá-los.
Mas tudo tem um preço e eles terão que correr contra o tempo para alcançarem os vilões.

A homenagem do roteiro ao gênero faroeste e o uso belíssimo das sombras, principalmente no trecho de abertura conseguem nos fazer esquecer de um certo ogro e sua esposa e no fim, cria um bom argumento para uma suposta (e bem vinda) continuação. Por fim, o destaque vai para as cenas de dança, sempre cheias de charme. Pode não ter a mesma dinâmica que AS AVENTURAS DE TINTIM, mas vale a conferida!

Título Original: Puss in Boots
Ano Lançamento: 2011 (EUA)
Dir: Chris Miller
Vozes: Antonio Banderas, Walt Dohrn, Zeus Mendoza, Zach Galifianakis, Salma Hayek, Billy Bob Thornton, Amy Sedaris

ORÇAMENTO: 130 Milhões de Dólares

terça-feira, fevereiro 14, 2012

UM GATO EM PARIS



Ao contrário das outras animações que concorrem ao Oscar, UM GATO EM PARIS tem não só um traço completamente diferente e cartunesco, como também uma narrativa com uma pegada mais adulta, além de não ter um único vestígio de computação gráfica, como ocorre com os outros três concorrentes na categoria de Melhor Animação.

O estilo quase surreal que os diretores JEAN-LOUP FELICIOLI e ALAIN GAGNOL dão para alguns personagens nas seqüências de roubo incorporam leveza e o uso maciço de tonalidades mais leves também é notado.
O problema maior está no fato de não conseguirem dosar bem as duas tramas que correm paralelamente e de não se decidirem entre uma produção mais infantil ou adulta.

Todos os momentos que os gangsters aparecem, UM GATO EM PARIS decai e se torna cansativo, pois os diálogos enfadonhos dos personagens estão lá sem grandes finalidades.
Mas em contraponto, o gato do título tem a ingenuidade de uma criança, mas também a destreza de um ladrão, o que o torna bem completo e divertido.

Zoé é uma garotinha que não fala com ninguém e tem um gato chamado Dino. Este reveza sua vida com Zoé e com um ladrão de jóias procurado pela policia.
Um dia Dino traz uma jóia de presente para a menina e sua mãe, que é policial, acaba desconfiando e indo atrás de mais pistas, para descobrir o paradeiro do criminoso.

Apesar da produção ficar devendo em inúmeros quesitos, é bom dizer que ao menos na duração curtíssima de 70 minutos eles acertaram, pois não havia muito mais o que contar.
Pode não ter o grau de seriedade que vimos no maravilhoso PERSÉPOLIS, mas a bela animação faz o dever de casa, mesmo achando a indicação pouco merecida.

Título Original: Une vie de chat
Ano Lançamento: 2010 (França)
Dir: Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol
Vozes: Dominique Blanc, Bruno Salomone, Jean Benguigui, Bernadette Lafont, Oriane Zani, Bernard Bouillon

ORÇAMENTO: --

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

OS DESCENDENTES



“Uma família parece um arquipélago, todos são parte do mesmo lugar, mas ainda assim são ilhas separadas e sozinhas, lentamente se afastando uns dos outros.”
Essa citação do personagem Matt King, vivido por GEORGE CLOONEY, resume bem todo o desconforto da situação que ele está vivendo, tanto na vida pessoal, quanto profissional.

É interessante notar que, assim como King, nós também temos o péssimo costume de rever os erros de nosso dia a dia, apenas quando as coisas estão de mal a pior.
ALEXANDER PAYNE (SIDEWAYS – ENTRE UMAS E OUTRAS), dirige com total segurança e ainda abre espaço para discutir sobre o choque de culturas diferentes – como a visão de plena alegria e felicidade que outras pessoas têm do Havaí, por exemplo.

Um contraponto interessante usado pelo diretor de fotografia é lotar as tomadas de cores vivas e bastante iluminação, até nos momentos tristes, causando até um certo desconforto.
Como protagonista, GEORGE CLOONEY (BOA NOITE E BOA SORTE) tem uma atuação delicada e por isso interessantíssima, balanceando amor e revolta em cada seqüência.

Após um grave acidente, que deixa sua esposa em estado vegetativo, o rico proprietário de terras Matt King, descobre por intermédio de sua filha que a esposa estava traindo-o. Parte então para encontrar o amante e neste meio tempo, tenta aproximar-se das duas filhas, mas percebe que essas duas tarefas serão extremamente complicadas.

PAYNE usa os muitos clichês do roteiro a seu favor e as atrizes SHAILENE WOODLEY e AMARA MILLER, que interpretam as filhas de CLOONEY, são de uma docilidade impagáveis, além das narrações em off, que impõem ainda mais ritmo aos 115 minutos.
Obra delicada de um diretor que sabe como poucos, dialogar com o público de forma honesta e crível.

Título Original: The Descendents
Ano Lançamento: 2011 (Estados Unidos)
Dir: Alexander Payne
Elenco: George Clooney, Shailene Woodley, Amara Miller, Nick Krause, Patricia Hastie, Matthew Lillard, Judy Greer, Robert Forster

ORÇAMENTO: --

terça-feira, fevereiro 07, 2012

MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

 

Depois de DEIXA ELA ENTRAR, [REC] e tantos outros títulos, que fizeram sucesso em terras estrangeiras e foram refilmados (desnecessariamente) pelos americanos, é a vez de O HOMEM QUE NÃO AMAVA AS MULHERES, tirado do livro de Stieg Larsson e contando com DAVID FINCHER na direção.

FINCHER por sinal, volta a ser o profissional que conseguiu diversos fãs pelo mundo, com filmes como CLUBE DA LUTA ou SEVEN, após obras um tanto contestadas como O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON.
A assinatura ‘Fincheriana’ é vista em todos os frames, desde a fotografia escurecida e soturna até a violência seca e arrebatadora.

Um dos pontos importantes, foi manter a filmagem nos pontos originais e não levá-las para Los Angeles ou qualquer outro lugar dos Estados Unidos e não ‘esconder’ a cena do estupro com cortes rápidos ou qualquer tipo de trucagem barata.
Além disso, questiona como um alicerce tão importante quanto a família, está sendo vagarosamente destruída e tornando-se peça pouco fundamental para uma sociedade cada vez mais solitária e retraída.

Há muito tempo, uma jovem herdeira de uma fortuna desapareceu e foi dada como morta pelos investigadores da época.
Contratados para retomar as buscas, um jornalista e uma hacker se embrenham em uma jornada lotada de corrupção e intrigas corporativas.

ROONEY MARA (A HORA DO PESADELO) entrega uma personagem lotada de neuras, que não é muito diferente de Mikael Blomkvist, vivido por DANIEL CRAIG. A química entre eles é ótima e a entrada de grandes atores como STELLAN SKARSGAARD (ANJOS E DEMÔNIOS) – o melhor em cena –, CHRISTOPHER PLUMMER (A ÚLTIMA ESTAÇÃO) e, com menor expressividade ROBIN WRIGHT (O ESCRITOR FANTASMA), só somam.
Intrigante e bem montado, mesmo tendo 158 minutos de duração, vale a pena a ida no cinema!


Título Original: The Girl with the Dragon Tattoo
Ano Lançamento: 2011 (Alemanha/Estados Unidos/Reino Unido/Suécia)
Dir: David Fincher
Elenco: Daniel Craig, Robin Wright, Rooney Mara, Stellan Skarsgård, Embeth Davidtz, Christopher Plummer, Joely Richardson, Geraldine James

ORÇAMENTO: 90 Milhões de Dólares

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

HISTÓRIAS CRUZADAS



Tirado do romance de KATHRYN STOCKETT, HISTÓRIAS CRUZADAS não tem um meio termo, pois ou os personagens brancos são bondosos demais ou então são impiedosos e cheios de arrogância. Culpa da falta de ritmo e experiência da diretora TATE TAYLOR e de todos os envolvidos, que deixaram o corte final com exagerados e cansativos 146 minutos.

EMMA STONE (SUPERBAD – É HOJE), tenta sair do marasmo das comédias pastelonas e se embrenha nessa atuação mais séria, mas é quase impossível tirar os cacoetes dela – o que, por vezes prejudica o andamento e os diálogos.
Mas e a indicação de Melhor Atriz para VIOLA DAVIS (DÚVIDA) é justa? Digamos que ela entrega o que a Academia gosta, mas de certo modo existiram atrizes mais coesas ao longo do ano.

E aquele velho problema de enfiar dramaticidade pela goela abaixo do espectador para fazer chorar é visto em HISTÓRIAS CRUZADAS também, principalmente no terço final. A violência composta no roteiro pode até chocar uns e outros, mas não chega nem aos pés do que realmente foi, e essa forma ‘abrandada’ não faz jus a todos aqueles que sofreram diante desta doença social chamada racismo.

A jornalista Skeeter decide entrevistar mulheres negras, para mostrar os maus tratos que elas passam nas mãos das famílias brancas.
Ao conseguir a confiança de uma dessas empregadas domésticas, seu trabalho se torna cada vez mais interessante e ao mesmo tempo perigoso.

Skeeter, que era para ser uma jovem decidida, não nos passa toda essa gana e vontade de mudar o meio onde vive.
Pode ter faturado alto nos Estados Unidos, mas em momento algum nos convence de que é um bom retrato da época. Teatral e coreografado demais, é um filme que quase põe tudo a perder devido a falta de carisma!

Título Original: The Help
Ano Lançamento: 2011 (Emirados Árabes/Estados Unidos/Índia)
Dir: Tate Taylor
Elenco: Emma Stone, Viola Davis, Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer, Jessica Chastain, Mike Vogel, Allison Janney, Sissy Spacek

ORÇAMENTO: 25 Milhões de Dólares

terça-feira, janeiro 31, 2012

CAVALO DE GUERRA



STEVEN SPIELBERG sabe como ninguém fazer um filme que agradará a Academia. Foi assim com ET – O EXTRATERRESTRE, A LISTA DE SCHINDLER, O RESGATE DO SOLDADO RYAN, mas principalmente neste CAVALO DE GUERRA, que não tem apenas um roteiro redondíssimo, feito para levar os espectadores às lágrimas, mas também uma trilha sonora intensa, mesmo que em certos momentos cansativa e uma edição de fácil apreciação.

O que surpreende positivamente são as seqüências de guerra, que não são tão viscerais e violentas quanto às vistas no já citado O RESGATE DO SOLDADO RYAN, mas impressionam ao mesclar um sem número de coadjuvantes correndo entre as trincheiras, com uma fotografia escurecida e magnífica.

O foco fica por conta do quão cativante o animal acaba sendo e é aí que o diretor ganha pontos, pois mesmo nos closes (dos olhos, que deveriam ser inexpressivos), que para outros poderia ser forçado ou nem passar emoção, para SPIELBERG é de uma naturalidade indiscutível.

Joey, o cavalo de estimação do jovem Albert é vendido para a cavalaria do exército e enviado para os campos de batalha, para ajudar seu país na Primeira Guerra Mundial. Mesmo sendo novo demais para o alistamento, Albert vai à França para reencontrar o seu animal.

Esse ‘tour’ que fazemos junto com todos os personagens (humanos ou não) tem seus altos e baixos e o desfecho melodramático em demasia, acaba por minimizar uma obra que poderia ser ainda mais eloqüente e inesquecível.
Para muitos a indicação para Melhor Filme foi exagerada, mas o veterano diretor prova que ainda sabe usar a cartilha como ninguém para agradar a Academia.

Título Original: War Horse
Ano Lançamento: 2011 (EUA/Reino Unido)
Dir: Steven Spielberg
Elenco: Jeremy Irvine, Peter Mullan, Emily Watson, Niels Arestrup, David Thewlis, Tom Hiddleston, Benedict Cumberbatch

ORÇAMENTO: 100 Milhões de Dólares

sexta-feira, janeiro 27, 2012

O ARTISTA



O ARTISTA leva o espectador a uma realidade desconhecida por muitos leitores do Cinema e Pipoca, que se acostumaram com o cinema lotado de excessos, efeitos especiais, explosões e etc... Aqui, você terá a oportunidade de desbravar uma Hollywood em preto e branco e muda, onde os gestos e expressividade eram extremamente importantes.

E JEAN DUJARDIN (NUNCA DIGA NUNCA) e seus companheiros em cena – com destaque também para BÉRÉNICE BEJO (CORAÇÃO DE CAVALEIRO), transmitem o carisma necessário sem ser piegas ou galhofa.
Não podemos esquecer da presença do cãozinho Uggie, que chega a complementar a belíssima atuação de DUJARDIN.

As passagens evidenciando a chegada do som ao cinema e o desespero do personagem George Valentin ao descobrir isso é dirigido com maestria por MICHEL HAZANAVICIUS e as homenagens a diretores da velha guarda também são cautelosamente inseridas nos 90 minutos de projeção.

"Eu e você pertencemos a outra era George... O mundo está falando agora. As pessoas querem caras novas, caras que falam”, diz o personagem de JEFF GOLDBLUM (OS FLINSTONES) para Valentin, já antecipando o quanto seria importante este avanço e o quanto os atores do ‘cinema mudo’ sofreriam com isso.

1927, o cinema está numa transição: saem os filmes mudos e entra o som. George Valentim é um ator que vê sua carreira desmoronar com essa mudança.
Mas uma jovem chamada Peppy Miller brilha em diversos sucessos de bilheteria, utilizando este novo recurso.

É passado e presente se fundindo, para mostrar que é possível fazer uma homenagem aos grandes atores e diretores de outrora. MICHEL HAZANAVICIUS e todos os envolvidos foram de uma coragem e ousadia incríveis e merecem todas as indicações e prêmios que estão conseguindo mundo afora.

Título Original: The Artist
Ano Lançamento: 2011 (França)
Dir: Michel Hazanavicius
Elenco: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman, Missi Pyle, Penelope Ann Miller, James Cromwell, Beth Grant

ORÇAMENTO: 15 Milhões de Dólares

terça-feira, janeiro 24, 2012

AS AVENTURAS DE TINTIM




Achei interessante alguns críticos reclamarem da semelhança entre a aventura vista aqui e as vistas na franquia Indiana Jones. Primeiro, tenho que lembrá-los que é STEVEN SPIELBERG o diretor de todos esses filmes citados e segundo, tanto nos quadrinhos quanto no desenho animado, Tintim tem uma dose grande de tiroteios, correria e pitadas de comédia.

Mas deixando os ‘ranzinzas’ de lado, é impressionante notar o quanto a técnica de captura de movimento e todos os detalhes evoluíram, pois minimalismos como as rugas do Capitão Haddock ou os cabelos esvoaçantes dos personagens ou mesmo a poeira vindo em direção à câmera são perfeitos e os olhares vívidos (coisa que não aconteceu em A LENDA DE BEOWULF), os movimentos de sombra e iluminação e as locações, devem ter dado um trabalho e tanto para os profissionais envolvidos.

O Capitão Haddock e sua mania de praguejar o tempo todo, poderia ser algo negativo e repetitivo, mas é ele e os irmãos Dupont e Dupond que tiram gargalhadas dos espectadores, com um humor sutil e delicioso.
Já Tintim e Milu, são uma dupla dinâmica e, por sorte, Spielberg e Jackson, priorizaram todas as suas características.

Depois de comprar uma réplica de um barco antigo, Tintim e seu fiel cachorro Milu, são alvo de bandidos, que roubam o objeto. Desconfiado que um senhor chamado Ivan Sakharin tenha sido o autor do roubo, vai à casa dele para recuperá-lo, mas não contava que a história estava longe de terminar e que envolvia um tesouro gigantesco.

Desde a apresentação dos créditos iniciais, onde os desenhos vão ‘passeando’ por todas as aventuras criadas por Hergé, passando pelo desenho que um senhor faz de Tintim, até personagens secundários como Nestor, Bianca Castafiore, Rackham – O Terrível e etc, tudo é um deleite aos olhos dos fãs, mas também tem aventura de sobra para a criançada. Será a falta mais lembrada do Oscar 2012, pois tem muito mais vigor e criatividade que O GATO DE BOTAS, por exemplo!

Título Original: The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn
Ano Lançamento: 2011 (EUA/Nova Zelândia)
Dir: Steven Spielberg
Vozes: Jamie Bell, Simon Pegg, Daniel Craig, Cary Elwes, Andy Serkis, Nick Frost, Toby Jones, Tony Curran, Mackenzie Crook 

ORÇAMENTO: 130 Milhões de Dólares

sexta-feira, janeiro 20, 2012

ALVIN E OS ESQUILOS 3



Ao sair da sessão de ALVIN E OS ESQUILOS 3, fiquei me perguntando: "Cadê o fiapo de história desse filme?". Nunca havia assistido nenhum filme da série e não me fez nenhuma diferença, pois a franquia é uma total perda de tempo e dinheiro.

Depois de tantos exemplos de boas produções infantis como PROCURANDO NEMO, SHREK, UP – ALTAS AVENTURAS e etc., é praticamente inaceitável termos tal produto em nossos cinemas. Pois vejam vocês, JASON LEE (DOGMA) é tão sem graça que chega a ser irritante e as vozes dos esquilos – com suas cantorias infindáveis – conseguem ser pior até que o roteiro, “escrito” a quatro mãos.

E olha que para ser pior que esse roteiro não é tarefa fácil... tudo é desconexo, os coadjuvantes não tem função nenhuma e a vergonha alheia corre solta durante os 90 minutos de projeção. Um destes coadjuvantes é DAVID CROSS, mas para que já fez TODO MUNDO EM PÂNICO 2, tudo que vier de agora em diante é lucro.

Dave e seus esquilos insuportáveis estão de férias num luxuoso navio, mas depois de uma brincadeira de Alvin, os bichos acabam caindo no mar e ficando isolados em uma ilha. Lá encontram uma pesquisadora que está perdida há vários anos e faz amizade com ela. Em outra parte, Dave e Ian saem à procura deles.

Tentando homenagear Lady Gaga e outros cantores pop, o diretor MIKE MITCHELL (SHREK PARA SEMPRE), insere as músicas em momentos inapropriados e parece um principiante na ‘arte’ da direção.
2012 nem começou e ALVIN E OS ESQUILOS 3 já é forte candidato a ser um dos nomes para ‘piores do ano’... Assista por sua conta e risco!

Título Original: Alvin and the Chipmunks: Chipwrecked
Ano Lançamento: 2011 (EUA)
Dir: Mike Mitchell
Elenco: Jason Lee, David Cross, Jenny Slate, Justin Long, Matthew Gray Gubler, Jesse McCartney, Amy Poehler, Anna Faris

ORÇAMENTO: 70 Milhões de Dólares

terça-feira, janeiro 10, 2012

MISSÃO IMPOSSÍVEL - PROTOCÓLO FANTASMA



MISSÃO IMPOSSÍVEL – PROTOCÓLO FANTASMA tinha tudo para dar certo, pois desde as escolhas dos protagonistas, até a inusitada entrada de BRAD BIRD (OS INCRÍVEIS) na direção, deixaram os fãs esperançosos. A maciça campanha de marketing antes do filme estrear foi grandiosa e os trailers davam a sensação que teríamos uma produção tão boa quanto o terceiro – e melhor – episódio da franquia. O problema tem início na inserção de piadinhas tremendamente desnecessárias, deixando o personagem vivido por SIMON PEGG (CHUMBO GROSSO) bastante irritante. BIRD também parece ter tido pouquíssima chance de dar seu próprio ritmo ao projeto, já que a pressão dos produtores falou mais alto.

A ação não tem pé nem cabeça e tudo é exagerado e pouco natural. Quando o agente tem que escalar o maior prédio do mundo em Dubai, existe certa sensação de vertigem, mas que se esvai logo depois e mesmo nos outros planos mirabolantes (que de tão mirabolantes, acabam se tornando galhofas demais), pensamentos como: “eu já vi isso milhares de vezes em outros filmes”, me surgiram na mente.

Ethan Hunt é acusado de terrorismo e a agência IMF é retirada dos projetos do governo americano. Porém, o presidente inicia o Protocólo Fantasma, onde Hunt e sua equipe terão de correr contra o tempo para limpar o nome da agência e impedir que terroristas acionem ogivas nucleares, isso tudo sem utilizar qualquer recurso ou ajuda.

Não ligo que reformulem ideias, desde que façam com inteligência, algo que não ocorreu de maneira alguma em MISSÃO IMPOSSÍVEL – PROTOCÓLO FANTASMA, pois a beleza de PAULA PATTON (ESPELHOS DO MEDO), serve apenas para aguçar o público masculino – outras coadjuvantes usaram sensualidade e destreza com mais ousadia –, JEREMY RENNER (GUERRA AO TERROR), parecia deslocado e por vezes incomodado com a presença de TOM CRUISE (GUERRA DOS MUNDOS) e o próprio astro, que poderia pendurar as luvas, casacos e máscaras do personagem de agora em diante, pula, briga, atira, mas se esquece de colocar uma pitada de carisma. Ou eu estou ficando velho ou a franquia necessita de uma boa dose de novidade bem rápido.

Título Original: Mission: Impossible - Ghost Protocol
Ano Lançamento: 2011 (EUA)
Dir: Brad Bird
Elenco: Tom Cruise, Jeremy Renner, Simon Pegg, Paula Patton, Michael Nyqvist, Vladimir Mashkov, Samuli Edelmann, Ivan Shvedoff

ORÇAMENTO: 140 Milhões de Dólares

sexta-feira, janeiro 06, 2012

COWBOYS E ALIENS



Quando JON FAVREAU dirigiu HOMEM DE FERRO, incorporou algumas qualidades que são pouco vistas no cinemão Hollywoodiano: alma e personalidade.
Daí, surgiu em sua carreira COWBOYS E ALIENS e essa mistura de gêneros era tão inusitada que me soou interessante. Veio a Comic-Con, os trailers e as fotos disponíveis na internet e tudo isso aguçou ainda mais meus instintos cinéfilos (e nerds).

Mas, para tristeza geral da nação esta nova empreitada de FAVREAU não tem justamente aquelas duas qualidades citadas acima. É um filme tão frio e que parece ter sido produzido a toque de caixa que deixa o espectador inerte.
Aliás, nem os extraterrestres – que são uma das ‘estrelas’ – tem um design bacana e passam despercebidos.

Aí, alguns poderão se perguntar...E o roteiro? Eu digo que é praticamente inexistente, pois exala clichês batidos por todos os lados, sem dó nem piedade. DANIEL CRAIG (007 – CASSINO ROYALE), HARRISON FORD (INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL) e OLIVIA WILDE (TRON – O LEGADO) nem se esforçam para causar a sensação de completa ineficácia em suas interpretações.

Um homem acorda no meio do nada, com uma espécie de bracelete no pulso, sem se lembrar de absolutamente nada. Vai até uma cidade do Arizona que começa a ser atacada por alienígenas que raptam pessoas.
Agora ele e mais alguns moradores da região irão atrás para caçar e eliminar as criaturas.

Os momentos dramáticos são de dar dor de cabeça em qualquer um, tamanha mediocridade gestual e a pouca naturalidade contida ali.
No fim das contas, acaba-se torcendo muito mais para os alienígenas do que propriamente para os seres humanos. Pobre, desnecessário e sem o mínimo de talento... assista por sua conta e risco.

Título Original: Cowboys & Aliens
Ano Lançamento: 2011 (EUA)
Dir: Jon Favreau
Elenco: Harrison Ford, Olivia Wilde, Daniel Craig, Noah Ringer, Sam Rockwell, Paul Dano, Clancy Brown, Keith Carradine

ORÇAMENTO: 163 Milhões de Dólares
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