sexta-feira, agosto 27, 2010

CONTA COMIGO

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Olha, fazia tempo que não chorava num filme. Muitos filmes me deixam com um tremendo nó na garganta, mas consigo controlar minhas lágrimas, porém, revendo CONTA COMIGO, surgiu uma saudade enorme da inocência de outrora, que foi perdida, conforme me tornei adulto.
ROB REINNER (ANTES DE PARTIR), mesclou inúmeras referências daquela geração e fez uma obra prima despretensiosa e sutil.

A começar pela ótima dublagem nacional, tudo é motivo para querer mais e mais, destes quatro amigos que saem da cidade, não só para encontrar um cadáver no meio da floresta, mas também para procurarem a liberdade que não haviam conseguido em casa.
O melhor e mais complexo personagem é o de RIVER PHOENIX (INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA), chamado Chris Chambers, o ‘delinquente’ da cidade, que acaba compreendendo mais Gordie Lachance do que os pais do melhor amigo e tem consciência de que esse ciclo de proximidade entre os quatro pode deixar de existir, quando o ano letivo encerrar.

Tirado do conto The Body, é fácil perceber que o protagonista é baseado em Stephen King, com todos os detalhes da sua vida (desde o irmão morto, até as fantasias contadas por ele), e REINER cria a partir disso, personalidades fortes, não só para Chambers, mas para os outros também, com cargas dramáticas elevadas.
Quase todo elenco, foi transformado em ícone oitentista, como PHOENIX, COREY FELDMAN (OS GOONIES), KIEFER SUTHERLAND (do seriado 24 HORAS) e JERRY O’CONNELL (CANGURU JACK).

"Estou no primor da juventude, e a gente só é jovem uma vez", dito por Teddy Duchamp. Esse é o espírito que deve ser dado à vida, coisa que os jovens de hoje em dia não compreendem muito bem.
O clássico é calcado por uma trilha sonora genial (Stand by me, como última canção é para descongelar o coração mais frio) e por narrações em off que pontuam bem o climão de nostalgia.

Meio sem querer, quatro amigos inseparáveis, descobrem que existe um homem morto jogado perto dos trilhos do trem. Decidem então, partir para uma aventura sozinhos, desbravarem a região e ver como é um ‘cadáver de verdade’.
À contra ponto, os caras mais velhos estão dispostos a desaparecer com o cadáver, para não deixarem vestígios do crime que cometeram.

Ao relembrar a seqüência deles correndo do trem, ou da parte das sangue sugas, me vem em mente, como a Sessão da Tarde, formou toda uma geração de cinéfilos e hoje, apenas retarda a inteligência das crianças com baboseiras inúteis.
Bons tempos que não voltam mais... Mas fico feliz, por ter participado disso tudo e por ainda me emocionar com programas como este!

Título Original: Stand By Me
Ano Lançamento: 1986 (EUA)
Dir: Rob Reiner
Elenco: Wil Wheaton, River Phoenix, Corey Feldman, Jerry O'Connell, Kiefer Sutherland, Richard Dreyfuss, John Cusack

ORÇAMENTO: 8 Milhões de Dólares

3 comentários:

Nívia Cristiny disse...

Na minha opinião um dos melhores filmes que retrata a verdadeira essência da amizade!
Amo esse filme e não canso de assisti-lo. :-)

Izequiel disse...

Que belo texto, me fez recordar também. Um ótimo filme que merece, sem dúvida, ser revisto. Parabéns.

Harley Coqueiro disse...

Análise muito bem feita do clássico "Conta Comigo".

Revi este filme no TCM e concordo com cada letra desta crítica.

E principalmente pelo seu raciocínio: "Ao relembrar a seqüência deles correndo do trem, ou da parte das sangue sugas, me vem em mente, como a Sessão da Tarde, formou toda uma geração de cinéfilos e hoje, apenas retarda a inteligência das crianças com baboseiras inúteis."

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