terça-feira, julho 21, 2009

SENTIDOS À FLOR DA PELE

www.revistacinetica.com.brInfelizmente no Brasil, documentários são vistos como sub-produtos dos blockbusters e os espectadores muitas vezes relutam em vê-los, por isso presenciar a satisfação do público após o fim da sessão no II Festival Cinema de Paulínia é gratificante, até porque SENTIDOS À FLOR DA PELE é essencial a qualquer cidadão (seja ele cinéfilo ou não).

Desprendendo-se da sensação de fragilidade – que muitas vezes cerca o universo dos deficientes visuais – o diretor EVALDO MOCARZEL entrevista várias pessoas, que dão depoimentos marcantes, lotados de uma vontade de viver e alegria contagiantes.
A edição é bem simplista e no decorrer, há certos momentos desnecessários (nada muito prejudicial).

Diferentemente da “cegueira branca” e auto-destrutiva vista no excelente ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, presenciamos a rotina diária e cativante dos documentados, apesar de tocarem em pontos como a dificuldade de inclusão na sociedade.

A partir da ótima escolha no tema e um conteúdo bastante relevante, temos uma película louvável.
Quando pergunta-se para uma garota, se ela gostaria de enxergar, sua resposta vem lotada de sinceridade: “Por mim ficaria deste mesmo jeito, pois criei meu próprio universo e tenho medo de me decepcionar”. Precisa dizer mais ?

NOTA: 8,0
ORÇAMENTO: --

5 comentários:

JacK B. disse...

Incrível análise deste documentário, fiquei com vontade de assistir, mesmo que não seja um fã assíduo do gênero. Mas realmente parece ser bem interessante, a colocação da garota no final foi ótima, nunca saberemos como é o universo deles. Provavelmente eles se decepcionariam e muito com o nosso mundinho.

BRUNO disse...

Vc está corretíssimo quanto ao gosto do brasileiro por documentários, o que me deixa muito triste, pois os melhores trabalhos do cinema brasileiro estão nesse seguimento. Muito bom o post! Abraços!

Dan Pessôa disse...

Esse documentário conseguiu o grande feito de falar sobre cegos sem deixá-los como os coitados da sociedade. Obviamente, apontou os pontos em que a sociedade precisa melhorar, como acessibilidade e comportamento. Porém, o que vimos no filme são pessoas fortes e bem sucedidas e que, apesar das dificuldades, chegaram lá. Não tão bom quanto JANELA DA ALMA, porém uma ótima pedida para quem quer ter uma visão diferente das coisas. A deficiência é relativa. É deficiente alguém que não consegue enxergar por ter nascido com um problema congenito ou uma sociedade que não consegue inclui-los?
Abraços e bom blog!!

Plaidy disse...

Parece interessante acompanhar, vamos ver o decorrer.

Nat Valarini disse...

Olá!

Neste país, a maioria da população não tem acesso ao cinema, tudo o que conseguem ver são os 'sucessos de bilheteria' na Tela quente da Rede Globo anos depois de seu lançamento.
Documentários?
É uma raridade ver algum nas grandes emissoras... Isso acaba "justificando", em parte, a sua observação "Infelizmente no Brasil, documentários são vistos como sub-produtos dos blockbusters...", o motivo pelo qual a população tem este comportamento, não estão habituados a isto.

Ainda não assisti a este documentário, vou procurá-lo, você conseguiu atiçar a minha curiosidade!


Kiso

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