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quarta-feira, novembro 30, 2011

7º CURTA CANOA - FESTIVAL LATINO-AMERICANO DE CINEMA DE CANOA QUEBRADA



O Curta Canoa - Festival Latino-Americano de Cinema de Canoa Quebrada chega à sétima edição e leva ao Ceará mais de cem produções. Este ano, a mostra acontece entre os dias 5 e 10 de dezembro, na praia mais charmosa do litoral cearense, localizada a 15 Km de Aracati, município sede. “A data é marcada sempre em semana de lua cheia, para que as projeções ao ar livre sejam mágicas”, diz Adriano Lima, idealizador e diretor geral do Curta Canoa. O festival tem como objetivos promover o turismo e levar o cinema à região, que não tem salas de exibição, e incentivar a produção local de curtas por meio de oficinas e exibição de filmes produzidos por jovens cineastas cearenses. Além da mostra competitiva com 76 filmes e outras cinco mostras, o Curta Canoa 2011 terá oficinas e um desfile de moda no encerramento do festival. Em Canoa Quebrada, as exibições são realizadas ao ar livre, num telão gigante montado no Pólo de Lazer, sempre a partir das 19h. Também haverá projeções e oficinas em Aracati.  A expectativa de público é de 10 mil pessoas.

O Curta Canoa 2011 é uma realização da J. A. Lima Produções, com patrocínio da Petrobras e do BNB. Para Adriano Lima, a importância do Curta Canoa extrapola o fomento ao turismo e tem também um papel social na região. “A ideia é fazer o cinema chegar a Canoa Quebrada. Levamos cultura para a comunidade, que não tem acesso à produção de curtas-metragens. É o evento mais esperado da cidade tanto pelos moradores quanto por turistas que freqüentam a praia”, diz Adriano, lembrando que na semana do festival os hotéis da cidade têm 100% de ocupação.

Troféu Lua Estrela - Na Mostra Competitiva, 76 produções (19 curtas em 35 mm e 57 em vídeo) disputam o troféu Lua Estrela em diversas categorias. Os curtas em 35 mm serão premiados nas categorias: Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte, Ator, Atriz e Melhor Som. O troféu Lua Estrela será concedido aos melhores curtas em vídeo nas categorias: Vídeo, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte e Melhor Som. Foram selecionados trabalhos das cinco regiões brasileiras. Norte: AM (01 vídeo); Nordeste: BA (01 vídeo), CE (01 filme e 08 vídeos), MA (01 vídeo), PB (04 vídeos) e PE (05 vídeos); Centro-Oeste: DF (01 filme e 03 vídeos) e GO (01 vídeo); Sudeste: ES (02 filmes), MG (04 filmes e 01 vídeo), RJ (04 filmes e 12 vídeos) e SP (07 filmes e 15 vídeos); Sul: PR (01 vídeo) RS (03 vídeos), e SC (01 vídeo).

Outras mostras - O festival apresenta também a Mostra Latino-Americana de Curta, de caráter não-competitivo, composta de onze curtas da Argentina, Paraguai, Bolívia e Venezuela; a Mostra do Minuto, realizada em parceria com a Faculdade Católica do Ceará, com produções de alunos, tendo como temática “Praias, usos e abusos”; a Mostra Infantil, organizada por Mallú Moraes e Adriano Lima, e as mostras locais Canoa Faz Cinema, realizada pelo Instituto Cultural de Juventude e Capacitação (ICJC) e Associação de Esportes Radicais do Aracati (AERA), através do Departamento de Cultura e Audiovisual; e Majorlândia Faz Cinema. As mostras locais são compostas de dez curtas produzidos, respectivamente, por jovens de Canoa Quebrada e Majorlândia, sob a coordenação do cineasta Rodrigo Tasso.

Oficinas: um olhar sobre o meio ambiente - O legado que o Curta Canoa deixa para a região está nas oficinas de audiovisual realizadas em Canoa Quebrada e Aracati, que têm como foco, em especial, a defesa ao meio ambiente. Parte destas ministradas por professores da Faculdade Católica do Ceará: Oficina de Fotografia, com Chico Gomes, fotógrafo do Núcleo de Produção Audiovisual (NUPA), da Católica; Pensamento Criativo, com o professor Cláudio Sena; Câmera, com o professor Fernando Maia; e Som de Animação, ministrada por Alexandre Jardim, do Centro Técnico Audiovisual (CTAV), em parceria com Joaquim Eufrazino (Babá). As inscrições para as oficinas estão abertas até o dia 02 de dezembro. Os interessados devem enviar um email para producao@jalimaproducoes.com.br, com o nome, contato e indicar em qual oficina deseja se inscrever.

Mostra Infantil em Aracati - A cidade de Aracati vai sediar a Mostra Infantil, com exibições no Casarão Cultural Dr. Valdir Menezes, de 06 a 09 (terça a sexta-feira) pela manhã, a partir das 8h30. No mesmo local serão realizadas as oficinas Som de Animação (de 06 a 08, das 9h às 12h) e Pensamento Criativo (dias 08 e 09, das 14h às 17h). No Auditório da Biblioteca da Prefeitura Municipal, o público de Aracati também poderá conferir os curtas da Mostra Competitiva a partir da terça-feira, dia 06, às 19 horas. A cada dia serão exibidos os curtas que na noite anterior foram projetados em Canoa Quebrada.


Desfile de moda - O Curta Canoa promove pelo primeiro ano, em parceria com a Faculdade Católica, o evento Moda Canoa. Por meio de concurso foram selecionados três estudantes do curso de graduação em Design de Moda. Cada um vai apresentar seis looks masculinos e femininos na noite de encerramento do festival, 10 de dezembro, às 18h, no Pólo de Lazer de Canoa Quebrada. O desfile será apresentado ao público e para uma comissão julgadora, com premiação para o vencedor. Para fomentar o comércio local no ramo da moda, no dia 3 de dezembro, das 14 às 18h, no Auditório da Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada (Asdecq), uma palestra será proferida por Ricardo Bessa, professor da Faculdade Católica, com o tema Planejamento de Coleção e Tendência de Moda, tendo como público alvo os lojistas e as confecções de Canoa Quebrada e localidades próximas.

Patrocínio: Petrobras e BNB. Apoio Cultural: COELCE, Centro Técnico Audiovisual (CTAV), Sebrae/CE e Instituto Social de Arte e Cultura do Ceará (ISACC). Tem apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria de Cultura (Secult) / Lei Estadual Nº 13.811, e do Governo Federal, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Parceria: Associação dos Empreendedores de Canoa Quebrada (ASDECQ).

SERVIÇO
Curta Canoa 2011 – De 5 a 10/12 na praia de Canoa Quebrada e de 06 a 10 em Aracati, Ceará. Entrada franca.

Inscrições para oficinas – As inscrições para as oficinas estão abertas até o dia 02/12.
Enviar nome, contato e nome da oficina para producao@jalimaproducoes.com.br.
Info: 85-3251.1105 / 85-9635.3880 / 85-3226.0751 / 88-9951.7070.
E-mail: curtacanoa@jalimaproducoes.com.br.

EVENTO MULTIMÍDIA FAZ HOMENAGEM AO DIRETOR OLNEY SÃO PAULO


Vitima da ditadura militar, o cineasta Olney São Paulo será homenageado dentro da mostra de curtas do Tocayo, evento multimídia que vai ocupar o Galpão da Ação da Cidadania, no Centro do Rio, dia 3 de dezembro. Ao todo serão exbidos quatro títulos de Olney, entre eles, Manhã Cinzenta (1968), obra que culminou em sua prisão pela censura federal. Além deste, também poderão ser vistos: Grito da Terra (1964), Sob o ditame do rude Almajesto: sinais de chuva (1976), e Pinto Vem aí (1976). Esta é a 12ª edição do Tocayo que vai reunir cerca de 50 artistas, ocupando 5.000 m² de área com 12h de atividades culturais.


O baiano Olney São Paulo se apaixonou pelo cinema ainda cedo. Seu primeiro curta, Um crime na feira, foi feito aos 19 anos, e desde então não parou mais. Sua filmografia inclui oito curtas, três médias e cinco longa-metragens, entre eles, o Grito da Terra, lançado em 1964. O filme foi o primeiro longa de Oney e abordava a realidade do nordeste brasileiro. Entre 1965 e 1967, o filme foi exibido em diversos festivais nacionais, mas acabou sofrendo cortes pela Censura Federal, por fazer menção à Luiz Carlos Prestes, na época, membro do Partido Comunista Brasileiro. Por conta disso, o produtor, Ciro de Carvalho, não aceita que o filme represente o Brasil em festivais internacionais, mas recebem prêmio do governo de Carlos Lacerda, o que lhes possibilita saldar dívidas bancárias e confeccionar uma nova cópia do filme, sem cortes, e exibi-la nos principais cinemas do nordeste.

Realizado entre os anos de 1968 e 1969, "Manhã Cinzenta" é inspirado no conto homônimo de Olney e traz registro de alguns acontecimentos da época, feitos com um câmera 16mm e da documentação feita por José Carlos Avellar sobre protestos de rua. Para driblar a censura, Olney fez várias cópias do filme e as enviou para diversas cinematecas e festivais internacionais. Em 8 de outubro de 1969, um avião brasileiro é sequestrado por membros da organização MR-8 e desviado de Cuba. Um dos sequestradores era membro da diretoria da Federação Carioca de Cineclubistas, presidida na época por Sílvio Tendler. Por coincidência Manhã Cinzenta havia sido exibido a bordo e Olney acaba tendo seu nome vinculado pelas autoridades brasileiras ao sequestro. O cineasta é detido e levado para local ignorado, ficando incomunicável por doze dias. Liberado, em 5 de dezembro é internado, com suspeita de pneumonia dupla.

Os negativos e cópias de Manhã Cinzenta foram confiscados, mas uma das cópias é salva por Cosme Alves Neto, então diretor da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde ficou escondida por vinte e cinco anos. Por conta disso, embora proibido no país pela Censura Federal, o filme foi exibido na Itália, no Festival de Pesaro, no Festival Internacional de Cinema de Viña del Mar, e na Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, em 1970. O filme participou também da XIX Semana Internacional de Mannheim, onde conquistou o prêmio de melhor média-metragem. Alem disso, o longa também foi premiado no Festival de Oberhausen, na Alemanha, em 1972. Nesse mesmo ano, Olney é absolvido definitivamente das acusações relacionadas ao filme Manhã Cinzenta, porém morreu cedo, em São Paulo, aos 41 anos, de câncer no pulmão.

SOBRE O TOCAYO:


Em sua 12ª edição, o Tocayo vai ocupar o Galpão da Ação da Cidadania, no Centro, do Rio, dia 3 de dezembro, trazendo trabalhos de jovens artistas que vem se destacando no ramos das artes-visuais, entre eles, Alexandre Cavalcanti, Daniel BO e Antonio Bokel, além de outros já consagrados como Guilherme Secchin. O espaço também receberá instalações de Vicente Tigre, Maria Lynch, Peu Mello, e dos coletivos MUDA, MIMU e Fuso Coletivo. Alem deles, temos ainda exposições de João Marcos “Mancha”, Juliana Campos, Marcela Flórido, Marcella França, Marcelo Jacome, Marcelo Lamarca, Otavio Avancini, entro outros.

Desde sua criação em 2004, o Tocayo já passou por diferentes locais da cidade, como o clube Campestre, no Leblon, clube Germânia, na Gávea, Horto e Parque Lage. Em suas 11 edições o evento reuniu 110 expositores, 18 apresentações musicais, mais de 50 curtas-metragens e um público de aproximadamente 6.000 espectadores.

Site Oficial, com a Programação do Evento e outros detalhes: www.tocayo.com.br

quarta-feira, novembro 09, 2011

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA MOSTRA COMPETITIVA NO CINE-PE


Estão abertas as inscrições para as Mostras Competitivas de curtas e longas-metragens do 16º Cine PE Festival do Audiovisual, que podem ser feitas gratuitamente através do site www.cine-pe.com.br até 31 de janeiro de 2012. Realizado pela BPE Produções, o maior festival de cinema de público do Brasil – que reúne diariamente quase 3 mil pessoas – será realizado este ano de 26 de abril a 2 de maio, no Centro de Convenções de Olinda. A última noite será reservada às premiações.

Segundo o diretor do Cine PE, Alfredo Bertini, uma das novidades deste ano é a exigência das inscrições de todos os filmes concorrentes (curta ou longa) em 35mm ou digital HD, com resolução padrão de 1920 X 1080. “Valerá, inclusive, o padrão de resolução para os filmes em vídeo, sem distinção. Vamos nivelar a competição por cima”, explica. Todas as informações, assim como a ficha de inscrição, estão detalhadas no regulamento, disponível para leitura e download no site do evento. A organização do CINE PE ressalta que as películas deverão ser inéditas, em Pernambuco, no que diz respeito à exibição em salas de cinema e televisão e que a inscrição será efetivada após o recebimento do material exigido no regulamento.

Outra novidade do CINE PE 2012 é o local de exibição da Mostra Pernambuco que migra para o Teatro Guararapes, no Centro de Convenções. Os filmes selecionados serão exibidos na tardes de 28 e 29 de abril, às 17h. As sessões serão gratuitas. “Atendemos à solicitação de cineastas e entidades da classe, no Estado, e vamos levar os filmes da Mostra para o Cecon”, frisa Bertini.

O resultado da seleção de curtas será divulgado na primeira quinzena de março do próximo ano (2012). Os longas-metragens, escolhidos por uma curadoria especial, poderão ser conhecidos na primeira quinzena de abril do mesmo ano.

Os filmes, que devem ter sido finalizados a partir de maio deste ano (2011), podem ser inscritos previamente pelo site do CINE PE, com envio da ficha de inscrição devidamente preenchida para o e-mail festival@bpe.com.br. O material exigido no regulamento deverá ser enviado, com prazo de postagem até 31 de janeiro de 2012, para o escritório da BPE:

Rua João Cardoso Aires, 1042, Boa Viagem
CEP.: 51130-300 Recife – PE
Informações: 0XX81-3461.3773/3343.5066
www.cine-pe.com.br

terça-feira, setembro 27, 2011

GUIA DE FESTIVAIS AUDIOVISUAIS LATINO AMERICANOS

O mercado audiovisual da América Latina tem conquistado cada vez mais destaque na criação de grandes obras. A cada dia surgem novos eventos dedicados ao segmento, com uma grande quantidade de informações que precisam ser catalogadas, preservadas e, sobretudo, divulgadas. Para auxiliar na disseminação e na gestão da informação, mostrando sua importância para a cultura e economia de cada país, foi criado o Guia Fala – Guia de Festivais Audiovisuais Latino Americanos (www.guiafala.com.br).

O guia reúne informações sobre mais de 550 festivais e mostras de cinema e vídeo de todos os países da América Latina. Bastante interativo, o site possibilita ainda a participação em fóruns de discussão, além de espaço para que os próprios usuários contribuam com informações.

O projeto foi criado e desenvolvido por Júlia Nogueira, jornalista e mestre em Estudos Cinematográficos e Latino-Americanos, pela Universidade de Ohio (EUA). Júlia identificou, por meio de sua pesquisa, que o Brasil é o país latino-americano com o maior número de festivais. Em seguida estão Argentina, Colômbia, Chile e México, respectivamente.

O Guia Fala, já está em funcionamento e será lançado oficialmente no próximo dia 03 de outubro, dentro da programação da 5ª Mostra CineBH, no Palácio das Artes. Na ocasião, Júlia Nogueira fará uma demonstração sobre as funcionalidades da ferramenta, além de uma explanação sobre o processo de pesquisa e manutenção do guia. O site, que está sendo lançado em português, ganhará em breve uma versão em espanhol e futuramente outra em inglês. O projeto foi desenvolvido com recursos da Bolsa Funarte de Reflexão Crítica e Produção Cultural para Internet, selecionado através de participação em edital.

Lançamento Guia Fala - Guia de Festivais Audiovisuais Latino Americanos (www.guiafala.com.br)
Data: 03 de outubro de 2010
Horário: 16h15min
Local: Sala João Ceschiatti – Palácio das Artes
Endereço: Avenida Afonso Pena, 1537, Centro, Belo Horizonte
Entrada franca

sexta-feira, agosto 05, 2011

CURTA METRAGEM: O CÃO




A falta de comunicação entre os seres humanos, a solidão freqüente,mesmo quando estamos acompanhados de alguém e o stress causado por um dia a dia absurdamente corrido são algumas questões abordadas pelos diretores ABEL ROLAND (que também escreveu o roteiro) e EMILIANO CUNHA.

Ao usar cenas cotidianas – garotos jogando futebol, um casal na cama, uma família almoçando – eles vão lapidando este contexto social, até chegar num desfecho duro e cru, sem maiores delongas. No fim das contas os ‘seres racionais’ tornam-se irracionais e pouco perceptíveis aos sinais que o mundo nos dá!

Confira o Making ok do curta

terça-feira, agosto 02, 2011

CURTA METRAGEM: A GRANDE VIAGEM




Talvez por ter perdido minha avó tão recentemente, A GRANDE VIAGEM serviu muito bem para expor minhas emoções e lembranças dela. E CAROLINE FIORATTI, diretora do curta agrega bem o roteiro simplista a um dinamismo e sutileza maravilhosos, principalmente na atuação dos protagonistas ABRAHÃO FARC e JOÃO PEDRO TEIXEIRA.

E em contra ponto das divertidas brincadeiras do avô e do neto, está a personagem de SANDRA CORVELONI, com suas atitudes sérias e um tanto enérgicas.
No fim das contas, FIORATTI nos passa a lição de que devemos aproveitar cada segundo da nossa vida, com as pessoas que amamos e nos desvencilharmos de toda responsabilidade e stress que chega quando nos tornamos adultos.

quarta-feira, julho 27, 2011

ENTREVISTA COM DIRETOR E ROTEIRISTA DE CAFÉ TURCO


Pela primeira vez foi exibido para o público o curta metragem CAFÉ TURCO no FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA e a aprovação dos espectadores foi imediata!
RODRIGO FELDMAN (ator e roteirista) e THIAGO LUCIANO (diretor e roteirista) e sócios da produtora ZERO GRAU, juntamente com KADI MORENO, nos cederam uma ótima entrevista que você lê a seguir!



CINEMA E PIPOCA: Conte-nos um pouco sobre a produtora Zero Grau Filmes.

RODRIGO FELDMAN- A Zero Grau Filmes surgiu há um pouco mais de um ano, mas na verdade já tem muito mais história do que isso. Começou quando os diretores Thiago Luciano e Beto Schultz se uniram para realizar o curta metragem “O poder e a Fé” há mais de 10 anos. A parceria deu certo e realizaram outros projetos juntos. Um destaque foi o longa metragem “Um Dia de Ontem”, escrito pelo Thiago e protagonizado por Caco Ciocler, ganhou diversos prêmios no Brasil, Estados Unidos e Europa. Daí surgiu a vontade de crescer ainda mais, criando sua própria empresa de criação e produção audiovisual. Estavam trabalhando com a atriz Kadi Moreno, no desenvolvimento de um projeto para o cinema e viram que dali poderia surgir uma ótima parceria e a convidaram para esta nova empreitada. Eu já os conhecia e havia trabalhado diversas vezes em projetos anteriores, sempre gostei do trabalho e potencial da dupla. Também tinha chegado há pouco tempo ao Brasil após 4 anos de estudos na Europa. Quando me convidaram para fechar o time, aceitei na hora.

CINEMA E PIPOCA: Quando e como surgiu a idéia do curta-metragem CAFÉ TURCO?

THIAGO LUCIANO - O Rodrigo Feldman, meu amigo e sócio, trouxe uma peça teatral da França. Um dia resolveu me mostrar um roteiro que fez inspirado na peça. Quando li, ainda não estava pronto, mas entendi exatamente o que ele estava querendo dizer e vi ali uma grande discussão sobre o medo que atinge o mundo. No mesmo instante, disse, vamos abraçar esse filme. Eu entrei no roteiro para acrescentar idéias e deixá-lo mais cinematográfico. A partir dai começamos a pré-produção.

RODRIGO FELDMAN - Pois é, na verdade eu tinha escrito CAFÉ TURCO há mais de 3 anos, mas não consegui alguém que comprasse a idéia e investisse em produzi-lo. Na época, trabalhava na tradução de uma peça que tinha dirigido e atuado durante meus estudos na França, Terra Santa, do autor argelino Mohamed Kacimi. Vi a possibilidade de criar um roteiro em cima daquela idéia, baseada em um tema e gênero pouco explorado no nosso cinema e teatro: a guerra. E o que me chamava mais atenção era justamente o fato de tratar de um viés diferente do qual estamos habituados a ver. O cotidiano vivido por pessoas, uma guerra universal, não era só vivida no Afeganistão, Iraque, Africa... O conflito era dentro do ser humano, não sendo tão diferente da guerra não declarada que vivemos por aqui. Queria tratar daquela assunto, infelizmente sempre atual, mostrar o cotidiano daqueles que já se habituaram a viver em conflitos armados mas continuam suas vidas normalmente. Dá pra ver que não difere muito do que vemos nas favelas brasileiras, até mesmo nos nossos centros urbanos, onde o medo impera e sobreviver se tornou regra. Viver, luxo para poucos.


CINEMA E PIPOCA: CAFÉ TURCO tem uma linguagem e uma fotografia que são vistos mais em filmes internacionais. Isso sempre estava no contexto de vocês ou surgiu ao longo da edição?

THIAGO LUCIANO - Conversei bastante com o David, diretor de fotografia e como já trabalhamos antes em outros filmes, sempre falamos a mesma língua. Ele captou bastante a linguagem que imaginei, assim como a Marina, diretora de arte. Tínhamos que criar uma atmosfera neutra, um lugar inexistente, essa era a maior preocupação. O filme foi feito com a 5D, que tem a característica de uma imagem limpa e bonita e não queríamos isso. O David foi pra correção de cor pra deixar um pouco mais denso. Estamos passando o filme pra película, e estou ficando feliz com a densidade e textura que o filme esta ganhando. A escolha da câmera na mão foi essencial pra trazer o publico pra dentro do filme. A câmera começa calma, e vai aos poucos buscando os personagens e crescendo junto com eles até o fim. Tudo foi planejado antes pra que na hora da gravação ficássemos aberto ao momento mágico. E posso dizer, que tivemos alguns. O mais interessante em dirigir é se cercar de artistas criativos e talentosos, e que estejam imaginando a mesma coisa que você . Tenho me cercado desses artistas, dai fica fácil, é só conduzir tudo pra que saia como imaginou.

RODRIGO FELDMAN - Mas também sempre temos que aprender a trabalhar sabendo que mesmo planejando o máximo possível, nem sempre as coisas saem como desejamos. A maior dificuldade de todo diretor e produtor é aprender a lidar com isso, dar um jeito para que no final tudo dê certo. O Thiago soube muito bem lidar com isso, já que muito das ações e falas do filme foram criadas durante o set, já que ele soube nos deixar livres para sentir o que o personagem pedia além do que estava no papel. A Kadi (que interpreta Kya no filme) e eu nos preparamos e discutimos muito, porém muita coisa apareceu no momento que o “ação” foi dado, com figurino, armas e naquela locação maravilhosa. Se o Thiago não tivesse a confiança de saber exatamente o que queria, poderia ter cortado, perdido muita coisa legal que surgiu lá. Mas seguiu seguro e nos deixou livres para criar dentro do que tínhamos estabelecido. Foi um prazer e honra enorme trabalhar com ele, já que poucos diretores possuem essa segurança e capacidade de permitir a livre expressão dos artistas criando além do que estava previsto no roteiro.


CINEMA E PIPOCA: Qual a maior dificuldade na hora de tirar uma idéia dessas do papel?

THIAGO LUCIANO - Era falar sobre um assunto distante de nós. Falar sobre a guerra, sem falar sobre ela, sem levantar nenhuma bandeira, nenhum país. Discutimos muito sobre a língua a ser usada no filme. Não poderia ser falado em português. Pensamos em criar um dialeto, pra não levantar bandeira, mas escolhemos um personagem falar em francês e o outro em inglês. O filme é uma fração de um cotidiano na guerra. Uma guerra invisível, que se vive em todos os lugares do mundo. É sobre um soldado que vê uma mulher com um pacote nos braços e resolve segui–la e no ambiente onde ela mora se inicia uma discussão. Ele é falado em francês e inglês propositadamente. Temos a intervenção do russo, japonês e o café é turco. Uma brincadeira com algumas potências da guerra, mas sobre um sentimento que todos têm, em qualquer lugar.

RODRIGO FELDMAN - No personagem do soldado, a dificuldade era em não julgar. Resgatar no típico carrasco seu lado mais puro, humano. Além disso, ia trabalhar o personagem de um soldado real. Precisava de um físico e treinamento específico que não tinha. Para piorar, tínhamos pouco tempo do momento que decidimos realizar o curta e as filmagens. Tive que fazer uma preparação intensa de treinos físicos e práticas com armas e técnincas de invasão que os soldados tem. Se parecesse artificial qualquer gesto, fala ou ato do soldado, toda credibilidade seria perdida rapidamente. Era uma imensa responsabilidade.


CINEMA E PIPOCA: Quanto tempo duraram as filmagens e existiram alguns percalços durante este período? E onde foram as locações?

THIAGO LUCIANO - As filmagens foram rápidas, ate porque não tínhamos verba pra fazer varias diárias. Foram três diárias, claro que gostaria do dobro disso. No inicio fizemos contato com produtoras de Kiev na Ucrânia. Porque vimos algumas locações lá que eram perfeitas pra nós, mas ficou difícil viajar pra lá e não tínhamos verba pra isso. Então começamos a caçar locações aqui no Brasil, mais especificamente São Paulo, pra não encarecer a produção. Pesquisando no Google, achei a Vila Maria Zélia, no Belenzinho e marcamos uma visita com Seu Dedé. Na hora que entramos em um espaço abandonado, fechamos na hora, aquilo ali era perfeito com o que imaginamos. A Marina Previato foi junto e já começou a pirar na arte que iria montar ali. O mais interessante de um filme, é que ele vai crescendo sozinho, você só tem que segurar as rédeas e deixar fluir. O Fausto Noro, que é diretor e já montou outros filmes comigo, fez um trabalho muito bacana na montagem, propondo cortes descontínuos e passagem de tempo. Sempre acrescenta na minha visão.

CINEMA E PIPOCA: Além do Festival de Cinema de Paulínia 2011, participaram de mais algum festival? Se sim, quais?

THIAGO LUCIANO - O filme estreou em Paulínia, ele está saindo do forno agora. Foi a primeira vez que vi na tela grande e não foi fácil. O primeiro contato do filme com o publico é muito marcante, nunca sabemos se aquilo vai atingir alguém. E quando ouvi que o júri popular tinha escolhido o CAFÉ TURCO, foi o carimbo de que ele tinha chegado ao publico. E agora começamos a mandar para outros festivais, vamos torcer para que tenha uma carreira bacana.

CINEMA E PIPOCA: Já têm planos para outros curtas-metrangens? Poderiam nos contar alguns?

THIAGO LUCIANO - Tenho alguns roteiros de curtas-metragens. Agora, estamos atrás de parceiros pra poder produzi-los. Vou colocar abaixo o titulo e a sinopse, pra ter uma idéia do que falam.

“Laranja Volúpia”
SHIRLEYA, um travesti do pobre bairro onde vive, trabalha em um minúsculo banheiro feito de compensado e objetos que encontra no lixo. Luta por sua sobrevivência transando com velhos e lixeiros, em troca de um pó, um x-tudo, ou algumas moedas. Ela quer e sonha com peitos turbinados e investe nisso. Junta o que tem e entrega sua vida nas mãos de uma senhora travesti que aplica silicone industrial nas mais novas.

“Quase Proveta”
Keila e Kilvia vivem juntas desde os primeiros anos de vida. Na adolescencia, fazem um pacto de sangue e prometem fazer de tudo para nunca se separarem. Kilvia conhece Mikael e se casam. A vontade de ter um filho cresce, e nesse meio tempo, Kilvia descobre uma doença que a impede de ter filhos. Agora, Keila tera que cumprir a promessa. Empresta sua barriga para que Kilvia tenha um filho. Porém estamos no ano de 1976, onde a inseminacao artificial ainda nao existe. De uma forma divertida e leve, abordamos a tão discutida “Barriga de Aluguel”.

“Liquido da Vida”
Acidentes no mesmo horário, o mesmo instante. Os dois vão para o mesmo hospital, Pedro no quarto 313 e Rita no 311. Apenas um quarto os separam, antes era uma vida inteira. Ele não pode mais andar e ela sofre de amnésia. Agora eles tem todo tempo do mundo pra se conhecerem e ficarem juntos. Esses são os protagonistas dessa história, onde a qualidade de vida, o tempo, o recomeço e o amor se encontram. Uma mistura que pode virar felicidade.

“Girassóis de Exógeno”
Estamos no ano de 2010. A policia está fazendo testes no aeroporto e colocando explosivos dentro da mala de nove passageiros, sem o consentimento deles. Um desses nove passageiros passa pelos cães e raio-x, nada acusa. Sua mala está cheia de explosivos. Imagine isso acontecendo com você?


CINEMA E PIPOCA: Já pensam em rodar longas metragens? Acreditam que essa transição é muito difícil?

THIAGO LUCIANO- Eu e meu sócio Beto Schultz já rodamos um longa-metragem: “Um Dia de Ontem”. Foi bacana a trajetória dele, ganhamos alguns prêmios pelo Brasil e exterior, mas não conseguimos distribuir, mas vamos lançar esse ano em DVD e também entra em cartaz a partir de agosto no Canal Brasil. Foi uma produção totalmente independente da nossa produtora, das nossas parceiras Na Laje Filmes e Luna Produções artísticas.
Fazer um curta da o mesmo trabalho de fazer um longa, mas são menos diárias e pouca grana. O mais difícil em um longa é conseguir investimento pra realizar.
Até o fim desse ano vamos ter dois longas pra correr atrás de patrocínio. E torcer pra até o final do ano que vem começar a rodar.


CINEMA E PIPOCA: Para finalizar, os atores tiveram alguma preparação especial para interpretar personagens tão complexos? Como foi esta construção?

THIAGO LUCIANO- A minha maior preocupação com o Feldman e a Kadi era que além de produtores e amigos, somos sócios, então tinha receio de como isso iria influenciar no decorrer do processo. Já conhecia o trabalho do Feldman como ator e sabia que ele ia chegar no que imaginava. Com a Kadi, fui descobrindo nas leituras e ensaios qual era o estilo dela. Como sou ator também, gosto de conversar, entender e deixar os atores muito livres pra criar e jogar a bola. A Kadi tem uma força interna em movimento que me deixou muito tranqüilo, sempre querendo fazer mais e mais, ela se jogou de cabeça no filme. O Feldman gosta de fazer na hora, é visceral, deixa tudo pro momento, gosto disso. Eles tiveram uma química muito forte, e é visível no filme. Chamamos o Marcio Mehiel pra trabalhar os dois fora dos nossos ensaios e sem a minha presença. Fizeram um trabalho muito interessante.

RODRIGO FELDMAN- Realmente existia um pouco essa preocupação da convivência diária como sócios e amigos atrapalhar na interpretação. Todos já tinham anos como profissionais na área, porém era nosso primeiro projeto juntos. Fora disso, éramos também produtores do filme e responsáveis por diversas funções. No final, conseguimos gerar sem muitos problemas o acúmulo de funções e transformar em algo positivo. Nossa intimidade e respeito, ao invés de atrapalhar, ajudaram na realização de uma comunicação eficiente, permitindo a todos explorar o máximo do potencial de cada um.


CINEMA E PIPOCA: Desde já agradeço imensamente a oportunidade de poder mostrar o trabalho de vocês no Cinema e Pipoca e aproveito para parabenizá-los por terem ganhado o prêmio de júri popular no Festival de Cinema de Paulínia!

RODRIGO FELDMAN- Nós que agradecemos pela oportunidade de falar um pouco desse filme para seus leitores, esperando que possam assistir em breve em algum Festival perto de vocês. Afinal, esse é o primeiro projeto realizado pela Zero Grau Filmes e pelo resultado que tivemos, esperamos ser apenas o primeiro de muitos. Também aproveitamos para parabenizar o apoio que o Cinema e Pipoca presta para nossa cultura e cinema brasileiro. Vida longa!

terça-feira, julho 26, 2011

CURTA METRAGEM: TELA




A grande sacada de A TELA é conseguir dar uma visão quase experimental no roteiro proposto, pois há uma inquietação evidente em todos os takes do diretor CARLOS NADER.
E até certo ponto do curta metragem vai tudo muito bem, mas no terço final NADER acaba se perdendo nas idas e vindas.

Com diversas repetições e um desfecho um tanto forçado, TELA fica devendo mas tem em LUIS MIRANDA seu grande trunfo. O ator não deixa sua interpretação cair de nível em momento algum. Aqui a velha frase do ‘menos é mais’ deveria ser ressaltada, mas é uma ótima experiência!

sábado, julho 16, 2011

VENCEDORES DO FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA


FILMES DE LONGA METRAGEM
• Melhor Filme Ficção (R$ 250 mil) - "Febre do Rato", Cláudio Assis
• Melhor Documentário (R$ 100 mil) - "Rock Brasília", Vladimir Carvalho
• Melhor Diretor Ficção (R$ 35 mil) - Selton Mello, "O Palhaço"
• Melhor Diretor Documentário (R$ 35 mil) - Maíra Bühler e Matias Mariani, "Ela Sonhou Que eu Morri"
• Melhor Ator (R$ 30 mil) - Irandhyr Santos, "Febre do Rato"
• Melhor Atriz (R$ 30 mil) - Nanda Costa, "Febre do Rato"
• Melhor Ator Coadjuvante (R$ 15 mil) - Moarcir Franco, "O Palhaço"
• Melhor Atriz Coadjuvante (R$ 15 mil) - Maria Pujalte, "Onde está a felicidade?"
• Melhor Roteiro (R$ 15 mil) - Selton Mello e Marcelo Vindicatto, "O Palhaço"
• Melhor Fotografia (R$ 15 mil) - Walter Carvalho, "Febre do Rato"
• Melhor Montagem (R$ 15 mil) - Karen Harley, "Febre do Rato"
• Melhor Som (R$ 15 mil) - Gabriela Cunha, Daniel Turini e Fernando Henna, "Trabalhar Cansa"
• Melhor Direção de Arte (R$ 15 mil) - Renata Pinheiro, "Febre do Rato"
• Melhor Trilha Sonora (R$ 15 mil) - Jorde Du Peixe, "Febre do Rato"
• Melhor Figurino (R$ 15 mil) - Kika Lopes, "O Palhaço"
• Especial do Júri (R$ 35 mil) - "Trabalhar Cansa", de Marco Dutra e Juliana Rojas

CURTAS REGIONAIS
• Melhor Filme (R$ 25 mil) - "Argentino", Diego da Costa
• Melhor Direção (R$ 15 mil) - Diego da Costa, "Argentino"
• Melhor Roteiro (R$ 10 mil) - Caue Nunes e Maurício de Almeira, "3x4"

CURTAS NACIONAIS
• Melhor Filme (R$ 25 mil) - "Tela", Carlos Nader
• Melhor Direção (R$ 15 mil) - "Uma Primavera", Gabriela Amaral Almeida
• Melhor Roteiro (R$ 10 mil) - "O Pai Daquele Menino", Gustavo Suzuki

JÚRI POPULAR
• Melhor Longa Ficção (R$ 25 mil) - "Onde Está a Felicidade?", Carlos Alberto Riccelli
• Melhor Documentário (R$ 15 mil) - "À Margem do Xingu – Vozes Não Consideradas", Damià Puig
• Melhor Curta Nacional (R$ 5 mil) - "Café Turco", Thiago Luciano
• Melhor Curta Regional (R$ 5 mil) - "Argentino", Diego da Costa

JÚRI DA CRÍTICA
• Melhor Longa Ficção - "Febre do Rato", Claudio Assis
• Melhor Documentário - "Uma Longa Viagem", Lucia Murat
• Melhor Curta Nacional - "Tela", Carlos Nader

sexta-feira, julho 15, 2011

A CIDADE IMÃ




O Rio de Janeiro por si só já é uma cidade estereotipada e lotada de clichês, culpa das novelas globais que usam e abusam de tudo o que a Cidade Maravilhosa tem de melhor – e algumas poucas vezes, do que tem de pior também. A CIDADE IMÃ, documentário de RONALDO GERMAN (que além de dirigir também produziu, roteirizou, fotografou e montou), não sai nem um pouco desta máxima e por isso fica devendo.

A idéia é interessante e coloca três estrangeiros que tem em comum duas coisas: a música e o fato de terem visitado a cidade uma vez, se apaixonado pelo ambiente, pelas pessoas e pela cultura e resolverem se mudar para lá.
Se eu, que sou brasileiro quase acreditei que nosso país resumia-se apenas em Rio de Janeiro, imagine o que um estrangeiro que assistir A CIDADE IMÃ irá deduzir!

E mesmo se deixássemos esta questão de lado, ainda existe a burocracia dos documentários nacionais – ou pelo menos a grande parte deles –, onde os ‘astros’ em cena conversam com a câmera, mas não conseguem a sintonia necessária para transpô-la.
A confusão primária também é notada quando GERMAN mistura a conversa dos entrevistados com alguma ‘cantoria’ no fundo.

IDRISS, DAVID, BRUCE e MAKO (que obviamente tem a função de ser a mais carismática de todos), mostram pontos interessantes do Rio de Janeiro, são filmados com o corcovado ao fundo, falam sobre as lindas mulheres e etc., mas ao ocultar o lado difícil e caótico da cidade enganam ainda mais o espectador. É verdade que lá pelas tantas se comenta sobre assaltos, sobre a tragédia com o deslizamento de terra nos morros e etc., mas logo depois a coisa toda é maquiada novamente.

Potencial para termos algo diferente existia, mas pelo visto o Rio de Janeiro virou clichê demais para a 7ª arte e isso é um pecado!

Título Original: A Cidade Imã
Ano Lançamento: 2011 (Brasil)
Dir: Ronaldo German
Elenco: Bruce Henri, Idriss Boudrioua, David Chew, Masako Tanaka


ORÇAMENTO: --

PERGUNTA PARA O INTERNAUTA:

* O que você achou de A CIDADE IMÃ ?
* Qual o melhor documentário nacional que viu recentemente ?

CURTA METRAGEM: CAFÉ TURCO




Desde o primeiro momento o diretor THIAGO LUCIANO, do curta metragem CAFÉ TURCO incorpora uma tensão e um grau de claustrofobia gigantescos. Não só a montagem está maravilhosa, como também as atuações de RODRIGO FELDMAN e KADI MORENO e as locações. Me lembrou bastante do longa de Kathryn Bigelow, GUERRA AO TERROR.

Além disso, o roteiro (também escrito por RODRIGO FELDMAN) tenta desassociar-se dos velhos clichês do gênero e o faz com louvor – obviamente não escapa de todos.
Minimalista com o jogo de luz e sombra, CAFÉ TURCO surpreende pela maturidade e esperteza, fora que o desfecho tem o impacto necessário para deixar o espectador pensativo por um bom tempo.

quarta-feira, julho 13, 2011

ENTREVISTA COM CARLOS ALBERTO RICCELLI E BRUNA LOMBARDI


CARLOS ALBERTO RICCELLI e BRUNA LOMBARDI contam para os espectadores como surgiu o projeto do filme ONDE ESTÁ A FELICIDADE?, qual a emoção de estreá-lo no FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA 2011 e muito mais.

Aqui está uma entrevista que eles cederam ao portal Youtube Cinema. Aperte play e divertam-se!



terça-feira, julho 12, 2011

ONDE ESTÁ A FELICIDADE?




O filme que fechou a noite no dia 10 de julho de 2011 no Festival de Cinema de Paulínia 2011 foi ONDE ESTÁ A FELICIDADE?, dirigido por ninguém menos que CARLOS ALBERTO RICCELLI, que antes havia atuado em uma das piores produções nacionais de todos os tempos, chamada FEDERAL. Em 2007 estreou atrás das câmeras dirigindo sua esposa, BRUNA LOMBARDI em O SIGNO DA CIDADE e sua personagem é o que temos de menos ruim aqui (muito pela beleza estonteante da veterana atriz).

A mescla de comédia com road-movies já rendeu produções inspiradoras como PEQUENA MISS SUNSHINE ou mesmo SE BEBER, NÃO CASE, mas nem RICCELLI e muito menos o roteiro pretensioso e descaradamente tirado das novelas das sete da Rede Globo (com direito a uma espanhola que fala ‘portunhol’), escrito por BRUNA tem força para segurar o ritmo durante as quase duas horas de projeção.

BRUNO GARCIA está bem descontraído e fazendo o possível para ser minimamente engraçado, além da utilização de uma animação simples e divertida em alguns momentos. As cores vivas e intensas, que acompanham praticamente toda a projeção parecem colocadas lá de forma gratuita, não somando em nada na narrativa.
E assim como em MUITA CALMA NESSA HORA, personagens vão e vem numa gratuidade medíocre e sem fundamento, como nas pontas de MARCELO ADNET e DANI CALABRESA.

Teo é uma apresentadora, que vê seu casamento desmoronar quando descobre uma ‘traição virtual’ de seu marido. Para piorar, a emissora onde trabalha foi vendida e seu programa culinário será tirado do ar. Em meio à crise, decide fazer o caminho de Santiago de Compostela e terá companhia de seu ex-diretor e da espanhola Milena.

No final, voltam ao Brasil, no meio das ruínas históricas do Piauí e tocam um forró sem pé nem cabeça, saindo completamente do contexto – como se RICCELLI tivesse dirigido essas últimas cenas, sem que o roteiro fosse finalizado.
Se o Caminho de Santiago de Compostela for tão entediante e burocrático quanto o filme, prefiro procurar minha felicidade em território nacional mesmo!

Título Original: Onde está a Felicidade?
Ano Lançamento: 2011 (Brasil)
Dir: Carlos Alberto Riccelli
Elenco: Bruna Lombardi, Marta Larralde, Marcello Airoldi, Bruno Garcia, Marcelo Adnet e Dani Calabresa

ORÇAMENTO: --

PERGUNTA PARA O INTERNAUTA:

* O que você achou de ONDE ESTÁ A FELICIDADE ?
* Já foi em algum Festival de Cinema ? O que achou?

CURTA METRAGEM: TROCAM-SE BOLINHOS POR HISTÓRIAS DE VIDA




Ao contextualizar o espectador tão bem e tão rapidamente pela vida da protagonista do curta-metragem TROCAM-SE BOLINHOS POR HISTÓRIAS DE VIDA, a diretora e roteirista DENISE MARCHI ganha um tempo precioso para brincar e flertar com tudo aquilo que o amor pode nos trazer, desde momentos mega felizes e lotados de sonhos, até as maiores decepções nas ocasiões mais indesejadas.

SISSI VENTURIN, atriz principal do curta, tem uma doçura que encantam e preenche a tela desde o primeiro instante.
Mesmo tendo a consciência do que irá acontecer ao final, somos convidados a torcer, sonhar e se emocionar com a jovem. Delicado, sensível e com um toque de personalidade TROCAM-SE BOLINHOS... abre espaço para DENISE MARCHI mostrar seu generoso talento!

domingo, julho 10, 2011

PODCAST EXTRA - FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA (1º DIA DE COBERTURA)


Éder (@cinema_e_pipoca) e Dan (@danpessoa) comentam neste podcast extra, sobre o primeiro dia de cobertura do Cinema e Pipoca no FESTIVAL DE CINEMA DE PAULÍNIA 2011 (dia 08 de julho), quais suas primeiras impressões e as críticas positivas e negativas do evento.
Aperte o play e bom programa!

DURAÇÃO: 10 minutos aprox.

SUGESTÕES, CRÍTICAS OU PERGUNTAS TOSCAS:
enviel e-mails para blogcinemaepipoca@hotmail.com

INFORMAÇÕES: Aperte o botão PLAY abaixo ou clique em DOWNLOAD (o arquivo está no formato MP3) para desfrutar dessa baboseira no seu PC.




quarta-feira, julho 06, 2011

FESTIVAL DE CINEMA PAULÍNIA 2011


Amanhã, 07 de julho tem início a 4ª edição do Paulínia Festival de Cinema e o Cinema e Pipoca, fará a cobertura completa de, no mínimo 3 dias (08, 09 e 10 de julho).
Mas para aguçar a curiosidade de todos os cinéfilos do país, aqui vai o primeiro post a respeito deste, que se tornou um dos mais importantes festivais de cinema em terras tupiniquins.
Além dos filmes, haverão shows de artistas da MPB como Caetano Veloso, Rita Lee, Gilberto Gil, Vanessa Da Mata e Seu Jorge.

Das seis produções de ficção que estarão concorrendo ao troféu Menina de Ouro, quatro foram parcialmente rodados na cidade.
O longa CORAÇÕES SUJOS, de Vicente Amorim será o filme de abertura e o vencedor na categoria principal levará R$ 250 mil. Ao todo, serão R$ 800 mil divididos em 26 categorias.

Os vencedores nos anos anteriores foram, respectivamente: ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO, OLHOS AZUIS e 5X FAVELA – AGORA POR NÓS MESMOS.

O 4º Festival de Cinema de Paulínia vai de 07 a 14 de Julho.



Abaixo os estão os filmes selecionados para o evento:

LONGA DE ABERTURA
“Corações Sujos”, de Vicente Amorim

LONGAS DE FICÇÃO
"A Febre do Rato", de Cláudio Assis
"Meu País", de André Ristum
"O Palhaço", de Selton Mello
"Onde está a Felicidade?", de Carlos Alberto Riccelli
"Os 3", de Nando Olival
"Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra
DOCUMENTÁRIOS
"A Cidade de Imã", de Ronaldo German
"A Margem do Xingu", de Damià Puig Auge
"Ela Sonhou que eu Morri", de Maira Buhler e Matias Bracher Mariani
"Ibitipoca, Droba pra Lá", de Felipe de Barros Scaldini
"Rock Brasília - era de ouro", de Vladimir Carvalho
"Uma Longa Viagem", de Lúcia Murat

CURTAS NACIONAIS
"A Grande Viagem", de Caroline Fioratti
"Acabou-se", de Patricia Baia
"Café Turco", de Thiago Luciano
"O Cão", de Abel Roland
"O Cavalo", de Joana Guttman Mariani
"O Pai Daquele Menino", de Raul Arthuso
"Off Making", de Beto Schultz
"Polaroid Circus", de Marcos Mello e Jacques Dequeker
"Qual Queijo Você Quer?", de Cíntia Domit Bittar
"Tela", de Carlos Nader
"Trocam-se Bolinhos por Histórias de Vida", de Denise Machi
"Uma Primavera", de Gabriela Amaral Almeida

CURTAS REGIONAIS
"Argentino", de Diego Costa
"3x4", de Cauê Nunes
"Adeus", de Alessandro Barros

FILME DE ENCERRAMENTO
“Assalto ao Banco Central”, de Marcos Paulo

JURADOS

LONGAS METRAGENS
- Denise Espíndola Weinberg (Atriz e Diretora Teatral)
- Sergio Rezende (Produtor)
- Isabela Boscov (Crítica de Cinema)
- Heloísa Passos (Diretora de Cinema e Fotógrafa)
- Gustavo Rosa de Moura (Diretor de Documentários e Filmes Experimentais)

CURTAS METRAGENS
- Bruno Torres (Ator, Diretor e Produtor de Cinema)
- Leila Bourdoukan (Produtora e Jornalista)
- Pedro Butcher (Repórter, Crítico de Cinema e Escritor)
- Sérgio Borges (Diretor de Cinema)
- Daniel Ribeiro (Diretor de Curtas Metragens)

PROGRAME-SE
Quinta-feira (07 de julho)
20h: Cerimônia de Abertura; exibição do longa-metragem Corações Sujos, de Vicente Amorim; (sessão fechada para convidados)
23h: Paulínia Fest: Rita Lee e DJs Addictive TV

Sexta-feira (08 de julho)
11h: Debate do filme da noite anterior
18h: Curta Nacional: O Cão, de Emiliano Cunha e Abel Roland
18h30: Documentário: Uma Longa Viagem, de Lúcia Murat
20h30: Curta Nacional: Polaroid Circus, de Marcos Mello e Jacques Dequeker
21h: Ficção: O Palhaço, de Selton Mello
23h: Paulínia Fest: Caetano Veloso e Seu Jorge

Sábado (09 de julho)
11h: Debates dos filmes da noite anterior
14h30: Debate: Os desafios da distribuição do audiovisual no Brasil / YouTube, parcerias de conteúdo premium e o fortalecimento da cadeia audiovisual
18h: Curta Nacional: A Grande Viagem, de Caroline Fioratti
18h30: Documentário: Rock Brasília – Era de Ouro, de Vladimir Carvalho
20h30: Curta Nacional: Tela, de Carlos Nader
21h: Ficção: Meu País, de André Ristum
23h: Paulínia Fest: Gilberto Gil e Vanessa da Mata

Domingo (10 de julho)
11h: Debates dos filmes da noite anterior
18h: Curta Nacional: Café Turco, de Thiago Luciano
18h30: Documentário: A Cidade Imã, de Ronaldo German
20h30: Curta Nacional: Trocam-se Bolinhos por Histórias de Vida, de Denise Marchi
21h: Ficção: Onde Está a Felicidade?, de Carlos Alberto Riccelli

Segunda-feira (11 de julho)
11h: Debates dos filmes da noite anterior
18h: Curta Regional: Argentino, de Diego da Costa
18h15: Curta Nacional: Off Making, de Beto Schultz
18h30: Documentário: Ibitipoca, Droba pra Lá, de Felipe Scaldini
20h30: Curta Nacional: Qual Queijo você quer?, de Cíntia Domit Bittar
21h: Ficção: Os 3, de Nando Olival

Terça-feira (12 de julho)
11h: Debates dos filmes da noite anterior
15h: Exibição do Longa Transeunte
18h: Curta Regional: Adeus, de Alessandro Barros
18h15: Curta Nacional: Uma Primavera, de Gabriela Amaral Almeida
18h30: Documentário: Ela Sonhou que eu Morri, de Maíra Bühler e Matias Mariani
20h30: Curta Nacional: O Pai Daquele Menino, de Raul Arthuso
21h: Ficção: Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra

Quarta-feira (13 de julho)
11h: Debates dos filmes da noite anterior
15h: Debate do Filme Transeunte
18h: Curta Regional: 3x4, de Caue Nunes
18h15: Curta Nacional: Acabou-se, de Patrícia Baía
18h30: Documentário: À Margem do Xingu – Vozes não Consideradas, de Damià Puig
20h30: Curta Nacional: Cavalo, de Joana Mariani
21h: Ficção: Febre do Rato, de Cláudio Assis

Quinta-feira (14 de julho - Sessão Fechada para Convidados)
11h: Debates dos filmes da noite anterior
19h: Cerimônia de Encerramento; exibição do longa-metragem Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo.

sábado, junho 25, 2011

INSCRIÇÕES PARA O CEL.U.CINE COMEÇAM DIA 27 DE JUNHO


Realizado pela Associação Revista do Cinema Brasileiro, em parceria com o Oi Futuro, o CEL.U.CINE tem como objetivo revelar talentos e criar uma cultura de produção audiovisual em novos formatos. Como nas edições anteriores, o festival acontece em duas etapas. O tema da primeira fase será anunciado no evento de abertura que acontece no dia 27 de junho, no OI Futuro Flamengo, no Rio de Janeiro.

Os participantes (profissionais ou amadores) devem ter mais de 16 anos e podem inscrever quantos filmes quiserem durante um mês e que estejam de acordo com o tema da primeira etapa. A novidade este ano é que países de língua portuguesa também podem participar da competição. As inscrições serão realizadas somente pelo site oficial do festival: www.celucine.com.br.

Participam filmes com duração de 30 segundos a 3 minutos, produzidos com suportes digitais (câmeras, celulares, smartphones etc) e nos mais diversos gêneros (animação, ficção ou documentário). Os vencedores receberão prêmios de R$ 18 mil (1º lugar), R$ 10 mil (2º lugar) e R$ 8 mil (3º lugar). Além disso, o melhor filme escolhido em votação popular receberá um prêmio no valor de R$ 4 mil. Cada uma das duas etapas terá cinco semifinalistas. Serão 10 filmes selecionados para a final e todos serão premiados com telefones celulares com câmera.

Entre as novidades da quarta edição do CEL.U.CINE, está a Mostra Especial. Uma mostra inédita e não competitiva que exibirá micrometragens produzidos por seis diretores: os brasileiros Beto Brant, Lázaro Ramos e Jorge Furtado, o argentino Hector Babenco, o português David Rebordão (fenômeno de acessos na internet, com o curta “A Curva”) e o angolano Mario Bastos (autor do curta “Kiari”, vencedor de um dos principais prêmios de Luanda). Os filmes serão exibidos pela primeira vez no evento de lançamento e depois estarão disponíveis no site do CEl.U.CINE.

O CEL.U.CINE conta com uma comissão julgadora formada por profissionais de destaque no cenário audiovisual: José Wilker, Cora Ronai, Adriana Alcântara, David Rebordão e Mário Bastos.

segunda-feira, junho 20, 2011

CURTA CANOA 2011


Estão abertas as inscrições para a mostra competitiva de filmes de curta-metragem da sétima edição do Curta Canoa – Festival Latino-Americano de Cinema de Canoa Quebrada – que acontece entre os dias 12 e 17 de setembro, na praia de Canoa Quebrada, em Aracati, Ceará. As inscrições são gratuitas, podendo participar filmes em película 35mm e vídeos nos demais formatos nos gêneros documentário, ficção, animação ou experimental, com duração máxima de 20 minutos e que tenham sido concluídos entre os anos de 2009 e 2011.

A ficha de inscrição e o regulamento do festival estão disponíveis no site www.jalimaproducoes.com.br. Uma comissão julgadora, formada por três profissionais do setor audiovisual, será responsável pela seleção das obras. A lista com os filmes selecionados será divulgada a partir do dia 30 de julho, no site do festival.

Os curtas-metragens concorrem ao troféu Lua Estrela em nove categorias na Mostra Competitiva de Filmes em Película 35mm: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte, Ator, Atriz e Melhor Som. Já os vídeos, disputam seis categorias na Mostra Competitiva de Vídeo: Melhor Vídeo, Direção, Roteiro, Fotografia, Trilha Original, Direção de Arte e Melhor Som. Será concedido também um prêmio em dinheiro ao melhor filme e melhor vídeo de valor ainda não divulgado.

A sétima edição do Curta Canoa é uma realização da J.A.Lima Produções, com patrocínio da BNB, COELCE e FAZAUTO, com apoio Cultural do Centro Técnico Audiovisual – CTAV, SEBRAE/CE, Instituto Social de Arte e Cultura do Ceará – ISACC. Este projeto é apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará – Lei Estadual N°13.811, e Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.

Haverá ainda oficinas e seminários tendo como foco a defesa do meio ambiente.

quinta-feira, junho 16, 2011

FESTIVAL IBERO-AMERICANO DE CINEMA E VÍDEO

Cerca de 230 produções de vários países chegaram às telas cariocas no dia 14 deste mês com o 18º Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo e segue até o dia 26. O festival traz diversos gêneros entre longas e curtas e médias-metragens tanto na competição quanto em mostras paralelas. Entre as produções estão filmes de países como Costa Rica, Cuba, Portugal, Bolívia, México, Chile, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Peru, Espanha e Argentina. Com entrada franca, o festival terá sessões no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, Centro de Visitantes do Jardim Botânico e Ponto Cine. Haverá ainda exibição em estações do Metrô. O patrocínio é do Banco do Brasil e dos Correios.


Na competitiva de longas concorrem 19 filmes entre documentários e ficção. Entre os longas brasileiros de ficção estão “Curitiba Zero Grau”, de Eloi Pires Ferreira, e “El Último Comandante”, de Isabel Martínez e Vicente Ferraz, uma coprodução Costa Rica/Brasil. Entre os documentários, duas produções representam o país: “Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia e “Os representantes”, de Felipe Lacerda. Na categoria curta e média-metragem de ficção concorrem nove filmes e na de documentário estão 11 produções. Outras produções nacionais serão exibidas nas mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental” e “ Cinesul Fantástico”, uma das novidades desse ano que trará obras de ficção científica e cine horror.

A programação completa com horários das sessões e catálogo está em www.cinesul.com.br


Serviço:
Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo
De 14 a 26 de junho – Entrada franca

Locais:
CCBB – Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Cinemateca do Museu de Arte Moderna - Av Infante Dom Henrique 85 – Parque do Flamengo
Ponto Cine - Estrada do Camboatá, 2300 - Guadalupe
Centro de Visitantes do Jardim Botânico – Rua Jardim Botânico, 1008 – Jardim Botânico
Estações do Metrô

sábado, junho 11, 2011

5º FESTIVAL DE ARTE DIGITAL


Descobrir projetos e obras inovadores e consistentes no Brasil e no mundo, viabilizar sua exposição para um público, cada vez mais amplo, e promover atividades de reflexão e formação. São esses os objetivos do 5º Festival de Arte Digital cujo Edital para seleção de artistas já está no ar e ficará aberto até o dia 30 de junho.

Os artistas selecionados terão suas obras expostas durante todo o mês de setembro, no Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte. As performances, oficinas e workshops, que também passam por seleção via Edital também ocorrerão em setembro.

Em sua quinta edição, o FAD é patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Ministério da Cultura/Governo Federal). O projeto também conta com o apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte).

_Edital
Desde 30 de maio, o FAD recebe inscrições de artistas do mundo inteiro que queiram apresentar seus trabalhos (ou ministrar oficinas e workshops) no Festival.

Nesta edição, o FAD traz como tema a Arte Cinética, também conhecida como Cinetismo. Na Arte Cinética, o movimento constitui o princípio de estruturação das obras.
O Edital também está aberto para obras que não necessariamente se enquadrem na categoria. Assim, a curadoria vai dar prioridade, na análise, a projetos que se encaixem dentro do tema. Porém, obras que não estejam diretamente relacionadas com o Cinetismo também serão analisadas.

As propostas inscritas serão avaliadas pelos curadores com base nos critérios de conceito artístico, interação, desenvolvimento tecnológico, custo e viabilidade de execução. O Edital contempla inscrições tanto de artistas individuais quanto de coletivos. As inscrições são gratuitas, e ficam abertas até 30 de junho, somente pelo site www.festivaldeartedigital.com.br. O resultado será divulgado em até 15 dias após o término do Edital, no próprio site do FAD.

_Áreas
As propostas enviadas ao Edital do FAD devem estar incluídas em uma das três áreas de atuação do Festival:

. FAD Performance A/V (shows audiovisuais)
Engloba projetos dedicados a apresentações artísticas autorais, ao vivo, e que utilizem áudio e imagens de forma sincronizada.

. FAD Galeria (instalações audiovisuais interativas)
Trabalhos que desenvolvam conteúdo artístico e que promovam interação com o público.

. FAD Laboratório (Oficinas, Workshops)
Oficinas e workshops de pequena duração, com temática livre. A ideia é capacitar o público para utilização de novas ferramentas de áudio e vídeo, criação de trabalhos de interação como software livres, apps (aplicativos), entre outros, para uso profissional ou não.

EDITAL 2011 - 5º FESTIVAL DE ARTES DIGITAIS - FAD
30 de maio a 30 de junho
inscrições gratuitas no www.festivaldeartedigital.com.br

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