quarta-feira, dezembro 08, 2010

INDÚSTRIA PORNÔ

Após o final do Cine Privê, comentado também num podcast sensacional pela rapazeada do RapaduraCast, resolvi escrever um pouco sobre este mercado, que é tão influente.

Ainda há muito preconceito em relação ao gênero, mas o fato é que 10 entre 10 homens já viram um pornozinho (e as mulheres não ficam atrás!, com o perdão do trocadilho), e já prestaram ‘homenagens’ ao longo de suas tórridas vidas, seja para as loiras Jenna Jameson, Deidre Holland , Tawny Roberts, seja para morenas como Catalina Cruz, Aria Giovanni ou para negras como Angel Kelly ou Havana Ginger. Ninguém reconhece isso, ninguém dá o braço a torcer sobre o tema, mas é a real. E acredito que, assim como tantos outros ‘temas tabu’, deveríamos, ao menos, reconhecer isso e respeitar este segmento tão lucrativo (até porque, foi a ‘iniciação’ de vários jovens).

Se num primeiro momento, este gênero era exclusivo para um nicho e feito de forma totalmente caseira, usando locais como bordéis e depois indo para os clubes privados, hoje contam com suas próprias estrelas e tem uma rentabilidade absurdamente grande.

Em meados de 1970, com o fim do Código das Produções e o início das classificações etárias nos filmes, houve um ‘boom’ e começaram a ser exibidos nas chamadas ‘Salas Especiais’. Produções como o cultuado GARGANTA PROFUNDA fizeram sucesso e, nos anos 80, com a popularização dos vídeo-cassetes, a comodidade e praticidade aumentaram ainda mais e a indústria ganhou novos adeptos.

Hoje, com a propagação dos DVDs e da Internet, o chamado ‘pornô amador’ está em alta. Podemos classificá-los em gêneros como: Hétero, Casal, Gay, Lésbico, Bissexual, Zoofilia, Gonzo e etc. E também em Tipos de Cena: Anal, Orgia, Oral, Dupla Penetração e etc.

No Brasil, o mercado pornô vem crescendo gradativamente (antigamente tínhamos a pornochanchada), pelo simples fato da facilidade, como já foi dito anteriormente, e também por causa das boas repercussões de filmes com Alexandre Frota ou Rita Cadillac.
Daí para frente, nome como Vivi Fernandes, Júlia Paes e até Gretchen, tiveram suas ‘obras’ em DVD.

Números Interessantes:
- Em todo mundo a pornografia gera ganho de 97 mil milhões de dólares (28% China, 27% Coréia do Sul, 21% Japão, 14% EUA);

- Estados Unidos gasta 13.600 milhões de dólares em pornô;

- San Fernando Valley (ao sul da Califórnia) produz 90% de todos os filmes pornográficas e estreia 20 mil filmes para adultos ao ano;

- Uma estrela pornô feminina pode ganhar em qualquer lugar de 100 mil a 250 mil dólares ao ano;

- Em média uma ator pornô pode ganhar até 40 mil anuais;

- 15 novos casos de DSTs de atores e atrizes pornô são reportados a cada semana .

2 comentários:

william disse...

Muito interessante !!

lucidreira disse...

Pois é, e muitos se escodem por trás da sua própria censura por mero preconceito.
Muito boa a abordagem.
Abraço

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